segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dramaturgia do futuro

A criação de textos para teatro é instigada e discutida na oficina de dramaturgia do SESI Paraná. Até dezembro, uma série de novas peças serão escritas

Eles podiam estar em suas casas, meditando solitários se as peças que escrevem estão ou não no caminho certo. Também podiam colher opiniões de amigos, ou dos atores que depois vão interpretar esses textos. Seria mais confortável. Mas não. Em uma terça-feira, quase meia-noite, um bando heterogêneo de dramaturgos (de 20 a 60 anos, alguns iniciantes, outros tarimbados) ocupa o palco do teatro José Maria Santos.

Sentados em cadeiras escolares, ouvem atentos um carioca incansável chamado Roberto Alvim (na foto, em primeiro plano) que, com seus comentários, é capaz de reduzir a pó qualquer projeto de peça genial. Esse grupo faz parte de uma oficina de criação dramatúrgica que integra um projeto maior, intitulado Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná. Os encontros da oficina, iniciados em abril, acontecem a cada 15 dias, com duas turmas de 20 pessoas. A ideia é que, até dezembro, cada dramaturgo tenha escrito uma peça nova.

BASE TEÓRICA
A esta altura do ano, as reuniões da oficina estão em uma fase bem prática, mas vale frisar que tudo começou com muita teoria, ministrada pelo dramaturgo, diretor e professor de teatro, Roberto Alvim. “Vocês leram as peças do Pinter que eu passei, né?”, perguntou o carioca já no início de um encontro presenciado pela reportagem.

Harold Pinter (1930-2008), este vencedor do prêmio Nobel e um dos expoentes do teatro do absurdo, é um dos autores contemporâneos mais citados por Alvim, que fala sobre o dramaturgo inglês com a autoridade de um estudioso e de quem encenou no ano passado a peça O Quarto (The Room, 1957).

“As possibilidades da dramaturgia contemporânea se ampliaram muito depois que Pinter aboliu as relações causais em suas peças”, explica Alvim. Ele observa também a seus pupilos como Pinter dosa bastante as informações que fornece sobre seus personagens, diferente de muitos autores que já entregam tudo de bandeja, o que tira o interesse dos espectadores. “E de que maneira a tensão se estabelece nas peças de Pinter?”, interroga, diante da turma silenciosa. “Pinter trabalha com as incertezas. A gente nunca sabe realmente o que está acontecendo nas peças dele.”

Alvim então se empolga e traça esquemas na lousa, expondo as artimanhas utilizadas tanto por obscuros dramaturgos siberianos, feito os Irmãos Presniakov, como pelo roteirista de Sexta-feira 13.

Mas com tanto conteúdo transmitido, faz questão de frisar que ninguém precisa saber de todas as técnicas para escrever uma boa peça. “Se você dominar alguns fundamentos e conseguir dar significados novos a eles, é o suficiente.”

HORA DO CONFRONTO

Cenas recém escritas são lidas e debatidas

Iniciantes ou veteranos, todos os dramaturgos concordam. Não é fácil expor um texto em processo e lidar com as críticas e sugestões inusitadas que surgem na oficina.

“Fico um pouco nervosa antes de ouvir os comentários dos colegas”, conta a dramaturga Pagu Leal, 34 anos, autora de, entre outras peças, Instruções para lavar roupa suja(2007) e Difícil amor (2004). “Ainda mais que não tenho o hábito de conversar muito sobre a minha criação. Sou daquelas que já leva o texto pronto aos atores. Esse diálogo com a turma então tem sido interessante. Um pouco traumático, às vezes, mas interessante.”

Para a dramaturga Giulia Crocetti, 20 anos, a situação é parecida. Mas ela acrescenta que, com o tempo, todos os integrantes da oficina vão ficando mais confortáveis com a ideia de se criticarem mutuamente. “Quando questionaram coisas da peça que estou escrevendo [Rebotalho, a primeira obra que ela pretende concluir], eu adorei. Levei numa boa. Perguntaram, por exemplo, qual era a finalidade de um trem que aparece na minha história [a locomotiva atormenta três personagens chamados A, B e C, que vivem em um futuro apocalíptico, explica a autora]. Percebi então que havia faltado clareza, o que me levou a repensar o que eu tinha feito.”

Também iniciante na dramaturgia, Otavio Linhares, 31 anos, é outro que lida bem com as críticas. “Afinal você não faz arte pra si mesmo, senão você fica em casa”, diz. “Sinto que as pessoas, quando comentam os trabalhos dos outros aqui, fazem com a intenção de ajudar, e não para jogar uma pá de areia.”

Mas quando julgamentos mais duros surgem, e eles sempre surgem, o próprio Alvim deixa claro aos dramaturgos. “Filtrem o que eu disser. Se algo faz sentido pra você, aproveite o conselho. Do contrário, esqueça. Às vezes falo coisas terríveis sobre algum texto, mas o autor insiste na sua ideia e depois me mostra algo surpreendente.”
* LEIA AQUI UMA CENA escrita pelo dramaturgo Otavio Linhares. É a parte final de sua peça (ainda sem título).
NÚCLEO DE DRAMATURGIA SESI PARANÁ
Foto: Franco Fuchs

Roberto Alvim: estratégias de escrita vão para a lousa.

Inspirado em um projeto que acontece em São Paulo, oNúcleo de Dramaturgia SESI Paraná foi implantado no início do ano em Curitiba, para promover diversas atividades em prol da dramaturgia local.

Desde então, autores como Luís Alberto de Abreu, Marici Salomão e as inglesas Roxana Silbert e Tessa Walker(trazidas por conta da parceria entre o núcleo e o British Council) já deram palestras e workshops na cidade. Até dezembro, a previsão é que o projeto receba outros artistas importantes.

O carro-chefe do núcleo é a oficina de dramaturgia, ministrada pelo dramaturgo e diretor carioca Roberto Alvim. As melhores peças escritas na oficina serão publicadas no site do projeto, e existem planos de se fazer uma mostra desses trabalhos no próximo Festival de Curitiba.

“Nosso objetivo é renovar a dramaturgia local. Se o núcleo tiver continuidade, com certeza, daqui a uns cinco anos, já teremos uma cena teatral bem mais fortalecida em Curitiba”, diz o coordenador do núcleo, Marcos Damaceno.

Para Roberto Alvim, o projeto do SESI é válido principalmente para unir uma comunidade de artistas. “Shakespeare, Ben Johnson e outros dramaturgos do período elisabetano saíam juntos para beber. Essas interações são importantes.” Ele lembra também como quase todas as grandes cidades possuem núcleos de criação de teatro. “Isso acontece em Nova York, Berlim ou São Paulo. Não é por acaso que esses lugares são polos de dramaturgia. As coisas não surgem do nada.”

Segundo Damaceno, a procura do público pelo núcleo superou as expectativas e, para o ano que vem, existe até uma lista de pessoas que já deixaram seus nomes para participar da próxima oficina de dramaturgia.

Serviço
Oficina de dramaturgia. Voltada para dramaturgos iniciantes e profissionais. É anual, com encontros a cada 15 dias, ao custo de R$ 12 por trimestre. As inscrições este ano estão encerradas. Interessados em participar no ano que vem podem entrar em contato com o coordenador Marcos Damaceno, pelo e-mail:
contato@marcosdamacenocia.com.br
Palestras e mesas-redondas gratuitas, abertas ao público. Acompanhe a programação no site
www.sesipr.org.br/nucleodedramaturgia


*Reportagem publicada na Revista Ideias nº 93

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Master Class com Felipe Hirsch, no ACT

Felipe Hirsch é diretor, produtor e cineasta. Com a Sutil Cia. de Teatro dirigiu grandes sucessos de público e crítica como A Vida É Cheia de Som & Fúria, Temporada de Gripe, Avenida Dropsie, onde coleciona mais de 100 prêmios e indicações nos 15 anos de vida da Sutil.

Hirsch também é colaborador da Revista Bravo, da Revista Trip e do Jornal O Globo. No início de 2006 Felipe Hirsch organiza e edita, com a Travessa dos Editores, o projeto "Ultralyrics", em memória da obra do poeta Marcos Prado, junto da sua banda punk preferida, o "Beijo AA Força".

Durante o ano de 2006, dirigiu Paulo Autran no clássico "O Avarento" de Moliére (Finalista do Prêmio Bravo! 2007, eleito como a Melhor Peça do Ano pela Revista Veja e pela Folha de São Paulo).

Em 2008, a peça de câmara "Não Sobre o Amor", além de ser duas vezes vencedora do Prêmio Shell, recebeu o Prêmio Bravo! de Melhor Espetáculo do Ano em cerimônia realizada na Sala São Paulo. A crítica Bárbara Heliodora define o trabalho como "(...) um caminho novo para o teatro". A revista Bravo! acrescenta "o espetáculo é uma das montagens mais inteligentes do teatro brasileiro recente" e a Folha de São Paulo diz que "Não Sobre o Amor reinventa todos os conceitos do teatro." Felipe Hirsch, ainda nesse ano, dirigiu o show "Homenagem a Tom Jobim, com Caetano Veloso e Roberto Carlos" e finalizou a filmagem de seu primeiro longa-metragem chamado "Insolação", criado com Daniela Thomas e Will Eno.

No início de 2009 Felipe Hirsch estréia, com imenso sucesso de público e crítica, a peça "Viver Sem Tempos Mortos" com Fernanda Montenegro sobre a obra de Simone de Beauvoir. A peça esgota todos os ingressos disponíveis antes mesmo da estréia de sua temporada de São Paulo. Ainda em 2009, “Insolação”, filme dirigido por Felipe Hirsch e Daniela Thomas é selecionado para o Festival de Veneza, um dos três mais importantes do mundo, ocupando lugar de destaque na mostra Novas Correntes do Cinema Mundial. “Insolação” participará, nesse ano ainda do Festival do Rio de Janeiro, na condição de horsconcours e da Mostra de Cinema de São Paulo.

Agora que você conhece um pouco sobre este diretor que vive entre São Paulo e Curitiba, venha participar da Master Class onde ele falará sobre Cinema – Grandes Diretores; Música – Movimentos da Música Pop; e Teatro – Encenação e Dramaturgia.

Serviço:


Master Class com Felipe Hirsch


Local: Espaço Cênico . Rua Paulo Graeser Sobrinho, 305 – São Francisco
Dias e horários: 19/09, das 15h às 19h – Cinema / Grandes Diretores.

20/09, das 15h às 19h – Música / Movimentos da Música POP

21/09, das 19h às 23h – Teatro / Encenação e Dramaturgia

Investimento: R$ 120,00 (por modulo). R$ 240,00 (3 módulos)

Inscrições: de 14 a 18/09, das 10h às 18h – Tel. 3338-0450

http://www.act.art.br

Parceria e Realização: Cia Máscaras de Teatro e Espaço Cênico.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Na voz dos outros, palavras e ideias nossas

As duas turmas da Oficina do Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná já tem alguns textos que passaram por uma primeira análise do Roberto Alvim. Alguns textos - ainda em fase de preparação - chegaram a ser lidos durantes os últimos três encontros no Teatro José Maria Santos.

Mas ouvir nossas palavras e ideias com nossas próprias vozes fica e soa um tanto estranho. O ideal é que convidemos atores e atrizes, quem sabe diretores também, para que, juntos, possamos promover leituras dramáticas dos nossos textos. Assim poderemos ter uma outra visão das palavras e idéias que transformamos em textos para teatro.

Quem se habilita a participar das leituras?

Contato comigo no meu e-mail

rogeriobviana@yahoo.com.br

ou no meu telefone

41 8803 7626

Rogério Viana

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Árvores Abatidas" é ovacionado no Ceará

O jornal O POVO, de Fortaleza, publicou hoje matéria sobre os espetáculos apresentados durante o 16 Festival Nordestino de Teatro, na cidade serrana de Guaramiranga, no Ceará e destacou que dentro da programação Mostra Ceará Convida, a peça Árvores Abatidas ou para Luís Melo, com Rosana Stavis, dirigido por Marcos Damaceno foi "ovacionado pelo público que lotou o Teatrinho Rachel de Queiroz, com pouc mais de 150 lugares, no último domingo".

Acompanhe as notícias e a programação do Festival no link do jornal O POVO e no site da organização do festival:


domingo, 6 de setembro de 2009

Árvores Abatidas, hoje em Festival no Ceará

O Festival de Teatro de Guaramiranga, no Ceará, apresenta hoje "Árvores Abatidas ou para Luís Melo", dirigido por Marcos Damaceno e com interpretação de Rosana Stavis. É 16a. edição do festival e apresenta, este ano, uma novidade com a "Mostra Ceará Convida", onde exibiu na sexta-feira, dia 4 de setembro, o espetáculo "Os Leões", do grupo A Armadilha Cia. de Teatro, também de Curitiba.

Programa do festival com as duas peças paranaenses:

PROGRAMAÇÃO

Mostra Ceará Convida
4/Set/2009 (sexta)

"Os Leões", do grupo A Armadilha Cia de Teatro (PR)
Local: Teatro Rachel de Queiroz, às 21h30
Direção: Nadja Naira. Tradução e Adaptação: Diego Fortes. Com Diego Fortes e Alan Raffo

6/Set/2009 (domingo)

"Árvores Abatidas ou Para Luís Melo", do grupo Marcos Damaceno Cia de Teatro (PR)
Local: Teatro Rachel de Queiroz, às 22h
Direção e texto: Marcos Damaceno. Com Rosana Stavis

XVI Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga - FNT, de 4 a 12 de setembro, na cidade serrana de Guaramiranga, a 100Km de Fortaleza.

Mais informações:

Ingressos Mostra Ceará Convida: R$ 10,00 (inteira)

(85) 3246.5555

Mais sobre o Festival de Teatro de Guaramiranga, nos links


sábado, 5 de setembro de 2009

Módulo II - Oficina Regular de Dramaturgia

As inscrições para o II Módulo da Oficina Regular de Dramaturgia coordenada por Roberto Alvim podem ser feitas através do link abaixo, direto ao SESI Paraná. O valor é de R$ 12,00 e será cobrado pessoalmente pelo Marcos Damaceno na aula do dia 15 de setembro. A segunda aula de setembro acontece no dia 22, portanto, serão duas aulas seguidas, nas terças-feiras. O II Módulo aconteceu em julho (28 e 29), agosto (11 e 25) e, agora, as duas aulas em semanas seguidas de setembro.

Para acessar e promover a inscrição ao II Módulo já em andamento, acessar o link:


O III Módulo da Oficina Regular de Dramaturgia está programado para acontecer em:

Outubro - dias 06, 20 e 21

Novembro - 10, 24 e 25

Dezembro - 01, 15 e 16




quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Bicho Corre Hoje

A sorte que escorre e que ninguém percebe

O sonho de ganhar na loteria, na Mega Sena, na Federal, no jogo do bicho. A falta de diálogo, o isolamento, aquele cotidiano que escorre como uma forte chuva e que se infiltra pelas paredes, que invade o espaço do vizinho como um vazamento inoportuno e indesejado, a falta de fé, a fé exagerada (seria ilusão?), o desamor, o humor que se veste com um pouco de insanidade mental são os ingredientes da peça BICHO CORRE HOJE que voltou ontem no Teatro José Maria Santos, em Curitiba. A peça foi produzida e premiada em 2004, com o mesmo elenco.

Produzida pela Cia Senhas de Teatro, com texto e direção de Sueli Araújo e interpretação sólida de Patrícia Saravy e Greice Barros, a montagem marca os 10 anos do grupo teatral e foi selecionada para participar do Circuito Cultural SESI / Teatro Guaira, devendo ficar em cartaz no Teatro José Maria Santos até 27 de setembro, de quarta a domingo.

Duas mulheres comuns que de comum não tem nada. Também não é nada banal o que elas narram e vivem em cena. Se há humor naquelas vidas, há o prenúncio constante de uma tragédia. Se elas não se falam, se detestam, o que elas falam apontam para o inevitável e o trágico desencontro. A sorte que uma tanto quer ter, os números que tanta reza exige da funcionária pública aposentada, especializada em carimbos e desilusão, chega para a vizinha de parede, a empregada doméstica, também mal amada e esquecida pelo amor e pela sorte, que, totalmente por acaso, adquire um bilhete, um jogo de loteria e é premiada.

Usando o recurso da "terceira máscara", personagem narra e vive o seu papel. Narra a história que se divide por uma frágil parede de "dry wall". Cada uma em seu lado, com desilusões similares, dores similares, flores idênticas, sorte que vira azar, azar que vira sorte, humor que vira tragédia. E os números que foram acertados pela personagem do outro lado daquela parede de ilusões, com certeza nunca seriam os números sonhados e perseguidos pela outra personagem do lado oposto.

As duas atrizes - Patrícia Saravy e Greice Barros - executam seus papéis de forma sólida. Consistente. E são papéis contrastantes. Uma é alegre, extrovertida, que acentua momentos de alegria e desalento, vai do literal mergulho que faz no seu cotidiano que escorre ao ponto mais alto de uma insanidade que nela se instala, quando decide esconder o bilhete premiado num lugar tão inapropriado quanto simbólico. Afinal, tem gente que não nasceu mesmo para ser feliz e só descobre uma pretensa felicidade - e alegria - quando deixa se invadir por uma fortuna mal colocada e que jamais poderia ser encontrada ou resgatada. Patrícia é a empregada doméstica.

A outra, a que tanto reza, a que tantos santos cultua, que tantos sonhos tem e que tenta elucidar transformando-os em meros números, meras dezenas, combinações, sequências, não percebe que a quantidade de carimbos que deu ao longo de sua burocrática e infeliz vida, não pode e não terá como resgatá-la de sua inevitável infelicidade. No máximo, o que consegue, mesmo sem saber, é ter os números premiados, da sorte grande, passando ao seu lado, escorrendo por baixo de sua porta, infiltrando-se naquela parede e impedido-a, para sempre, de se considerar vitoriosa, amada e feliz. Greice é a funcionária pública de uma feliz cidade.

Ambas as atrizes fazem com grande competência suas personagens mostradas num cenário simples e que reflete, muito bem, o que de tragicômico existe entre pessoas como nós mesmos. O texto de Sueli Araújo é bem construído e tem muitos outros significados que o público poderá perceber se olhar com os ouvidos e se ouvir com os olhos, deixando que as emoções e os sentimentos não sejam comandados nem pelo cérebro e nem pelo coração, apenas.

Antes da peça ter início, as duas atrizes interpelam as pessoas da platéia e pedem que elas digam seus números prediletos, as datas de seus aniversários, os números com as quais convivem e que, com certeza, também sonham. Ontem, antes da peça começar, num trabalho que pretende conhecer melhor as platéias dos espetáculos que está promovendo, o SESI Paraná, através do seu Núcleo de Cultura, solicita que as pessoas preencham um questionário-cadastro. No final do espetáculo seriam sorteados dois números, sendo entregues dois DVDs com o tema formação de platéia.

Os números sorteados foram, pela ordem 250 e 252. O meu número era 251. A sorte me cercou pelos dois lados. E uma das premiadas com o tal DVD estava literalmente sentada do meu lado esquerdo. A outra estava à minha frente. Que sorte eu tenho, não é?

Ontem joguei alguns números na Mega Sena, nada mais que 10 reais. O prêmio anunciado era de cerca de 22 milhões de reais. O prêmio sorteado ontem, dia 2 de setembro de 2009, saiu para o Paraná, para a pequena cidade de Terra Roxa, que é vizinha a Guaira, naquele pedaço do nosso estado onde o Rio Paraná divide o extremo sul do estado do Mato Grosso do Sul e o sudeste do Paraguai. O prêmio total pago pelo concurso 1105 da Mega Sena, para o sortudo de Terra Roxa é de exatos R$ 21.878.202,24, quase mesmo os 22 milhões anunciados e os números que foram sorteados são: 01, 15, 28, 43, 50 e 57.

Rogério Viana

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Resultado da MEGA SENA de 2 de setembro de 2009 - Concurso 1105


Notícias sobre BICHO CORRE HOJE publicadas em sites







Sobre a Cia Senhas e BICHO CORRE HOJE, visite o site


SERVIÇO
Bicho Corre Hoje.. De 02 a 27/09. Quar. a sáb. às 20 e dom. às 19h. R$10 e R$50 (quar e quin. leve uma pessoa e ganhe seu ingresso). Teatro José Maria Santos ( Treze de Maio, 655). Informações: 3322-7150 .