quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Laboratório de autoria - básico

Os participantes serão levados a exercitar e beneficiar-se da expressão escrita a partir de investigações de autoconhecimento, relacionamento interpessoal e histórias de vida. Fundamentada em teorias da Leitura, da Literatura, da Comunicação e da Psicologia Social, e utilizando técnicas da pesquisa qualitativa, da reportagem e do teatro, a orientadora promoverá releituras e estímulos inéditos para experiências criativas de escrita. O método utilizado permitirá ao próprio grupo decidir sobre as prioridades do processo de aprendizagem – que será construído, avaliado e redirecionado, se necessário, no decorrer do curso para atender às necessidades da maioria dos integrantes.


Coordenação:Joanita Ramos

- Jornalista (UFPR), com mais de 20 anos de experiência na escrita profissional de textos de diferentes características (jornalísticos, literários, empresariais e científicos), tendo atuado em organizações como Gazeta do Povo e Caixa Econômica Federal.

- Atriz profissional, com atuação em teatro e vídeo.

- Docente convidada da Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL).

- Membro da Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos (SBDG).

- Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná.

- Pesquisadora e consultora nas áreas de Leitura e Literatura, Dinâmica dos Grupos, Comunicação e Educação.

Período: terças e quintas, de 17 de novembro a 17 de dezembro, em duas opções de turno.

Diurno: das 13h30 às 16h30.

Noturno: das 19h às 22h.

Preço: R$ 390,00 à vista ou em duas parcelas sem acréscimo.


Consultoria individual complementar (opcional): R$ 80,00, sendo uma hora dedicada à análise em profundidade do(s) texto(s) do participante e outra à apresentação de feedback particular.

Requisitos: ensino médio, completo ou não, e interesse em aperfeiçoar a expressão escrita, aprimorando simultaneamente as relações interpessoais.

Local: Núcleo de Psicologia Clínica

R. Pe Anchieta, 164

fone 3079-5596 3232 6185



www.nucleopsi.com.br

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Roberto Alvim ganha o prêmio BRAVO! Prime de Cultura

"É inacreditável. Só a indicação já é um prêmio", disse Roberto Alvim

Roberto Alvim ganha o prêmio BRAVO! Prime

Roberto Alvim, que coordena a oficina de dramaturgia do Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná, ganhou, na noite de segunda-feira, em São Paulo, na categoria Teatro, o V Prêmio BRAVO! Prime de Cultura, com a peça O QUARTO, de Harold Pinter.

Leia a matéria integral da revista BRAVO! no link:



"O Brasil é o país dos festivais e para BRAVO! é uma alegria e um desafio fazer a crônica dessas revoluções". Foi com essa frase, dita pelo presidente-executivo da editora Abril, Jairo Mendes Leal, que foi aberta a cerimônia do 5º prêmio BRAVO! Prime de Cultura, com o patrocínio do Bradesco Prime e apoio da CPFL Energia e da Claro. O evento aconteceu nesta segunda-feira, 26 de outubro, e foi realizado na Sala São Paulo, com a presença de grandes nomes da cultura do pais, como Chico Buarque, Selton Mello, Milton Hatoum e Danilo Santos de Miranda.

Como no ano anterior, a festa da entrega foi apresentada pelo bem-humorado ator Lázaro Ramos. As apresentações artísticas principiaram com a presença do cantor e compositor Tom Zé, que subiu ao palco com uma meia no rosto. "Eu sou Tom Zé, não é um assalto ainda", disse, arrancando risadas do público. A piada deu seqüência a uma série de divertidas apresentações, com músicas que lembravam a Era dos Festivais, tema do prêmio esse ano. O primeiro número do cantor foi uma paródia de sua própria composição, "São, São Paulo Meu Amor", vencedora da quarta edição do Festival da TV Record, em 1968. "Saí de casa a rigor na esperança de um prêmio BRAVO! e agora vem um cantor" e "antes dessa opereta, me dá logo a estatueta" foram alguns dos versos que alegraram os ansiosos concorrentes das diversas categorias do prêmio.

Chico Buarque foi o vencedor na categoria literatura e seu prêmio foi entregue pelo autor de Cinzas do Norte, Milton Hatoum, a quem abraçou fortemente antes de receber a estatueta. A cena da dupla de escritores sorridentes repetiu a dobradinha de sucesso vista na edição do Festival de Literatura de Parati (FLIP) desse ano, na qual dividiram uma concorrida mesa. O compositor, músico e também escritor dedicou o prêmio a Hatoum, seu amigo, e deixou o palco após abraçar o apresentador Lázaro Ramos, que não perdeu a oportunidadde de exclamar: "Sou seu fã, Chico!". Em homenagem ao premiado, a apresentação seguinte teve um pout-pourri dos primeiros lugares do festival de 1967, Ponteio (Edu Lobo), Roda Viva (Chico Buarque), Domingo no Parque (Gilberto Gil) e Alegria, Alegria (Caetano Veloso), interpretados pela cantora Andréia Dias, acompanhada de uma orquestra de 12 músicos e um regente.

O bom-humor e a animação marcaram toda a festa. Destaque para Jair Rodrigues que, em plena forma aos 70 anos, sambou e cantou ao lado de Lázaro Ramos "O samba da minha terra", do baiano Dorival Caymmi, e chegou a pegar Chico Buarque no colo depois da foto com todos os vencedores. Selton Mello, eleito Artista Prime do Ano pelo júri popular, depois de abraçar fortemente o irmão Danton Mello subiu ao palco e fez um divertido discurso, no qual agradeceu "a indústria farmacêutica e a psicanálise". Com uma folha de papel sacada do bolso, o ator leu citações de cada um de seus concorrentes na categoria. Arrancou aplausos da platéia ao citar Nelson Freire, Ferreira Gullar, Chico Buarque e Fernanda Montenegro, esta tendo dito que "viveu sem tempos mortos" - menção à peça de teatro que encenou esse ano, no papel da filósofa Simone de Beauvoir.

Na categoria Teatro, cujo prêmio foi entregue pelo parlapatão Hugo Possolo, o vencedor foi Roberto Alvim, pela peça "O Quarto". "É inacreditável", disse no momento da entrega. "Só a indicação já é um prêmio. São três espetáculos escolhidos numa cidade com uma forte cena teatral", afirmou. Nos agradecimentos, incluiu sua mulher, a atriz integrante do elenco Juliana Galdino.

O cinema foi bem representado por Terra Vermelha, uma produção que, embora pouco exibida nas salas nacionais, fez uma grande carreira por festivais. O produtor Fabiano Goulani e o roteirista Luiz Bolognesi receberam o troféu no lugar do diretor Marco Bechis. O filme é fruto de anos de pesquisas entre a comunidade dos índios de Dourados (MS). "Esse filme é Guarani-kaiowá e amplifica o sofrido canto desse povo", disseram. Bolognesi chegou a lembrar a cena em que cinco atores índios atravessaram o tapete vermelho do festival de cinema de Cannes. "Quatro deles estavam entrando num cinema pela primeira vez", disse o roteirista. "Chorei porque na semana seguinte eles iam pegar um caminhão e cortar cana nas fazendas de quem matou seus pais e seus irmãos", arrematou, concluindo com um convite para que o público conhecesse o filme.

Duas grandes cantoras abocanharam os prêmios de melhor CD e DVD. Balagandãs, de Ná Ozetti, é uma homenagem da cantora à intérprete Carmen Miranda. O prêmio foi entregue pelas mãos de Tom Zé com quase todos os músicos no palco. Fernanda Takai recebeu pelo DVD Luz Negra o troféu das mãos da cantora baiana Daniela Mercury. "Minha filha de seis anos sempre reclama das viagens e diz que não quer ser cantora porque tem de viajar muito. Dessa vez posso dizer que foi por um bom motivo", disse, apontando a estatueta.

Danilo Santos de Miranda, diretor do SESC São Paulo, subiu pela segunda vez ao palco do prêmio (em 2007 o SESC foi eleito a Melhor Programação Cultural) para ser eleito Personalidade Cultural do ano. O premiado reiterou seu compromisso com a cultura: "Ela é a única saída efetiva que temos para transformar nosso país num lugar melhor para todos". Ele recebeu o troféu das mãos do presidente de energia da CPFL, Augusto Rodrigues, que o anunciou como "ministro da cultura permanente do país".

Nas Artes Plásticas, o vencedor foi o artista plástico e também escritor - ele concorria também na categoria literatura com seu livro Ó - Nuno Ramos, pela instalação Mar Morto. O prêmio de música erudita ficou com Rosana Lanzelotte e Ricardo Kanji por Neukomm no Brasil. Jairo Mendes Leal voltou ao palco para agraciar o Instituto Moreira Salles como a melhor programação cultural do ano. Na categoria Dança, o prêmio foi entregue pela coreógrafa, diretora e produtora artística Dalal Achcar, fundadora da Associação de Ballet do Rio de Janeiro a Bruno Beltrão, do Grupo de Rua de Niterói, por H3.

Após a entrega do Prêmio de melhor artista Prime, Andréia Dias, Jair Rodrigues e Tom Zé voltaram ao palco para uma grande festa ao som de A Banda, de Chico Buarque. Como dizia a letra, a marcha alegre se espalhou e o público todo cantou junto no encerramento de uma das edições mais animadas da premiação.


Roberto Alvim, vencedor na categoria Teatro pela peça "O Quarto":

"Minha sensação foi de torpor. Achei de muita coragem o júri ter premiado

uma peça considerada difícil e até hermética por alguns".


Veja fotos da entrega do prêmio BRAVO! Prime


http://bravonline.abril.com.br/conteudo/assunto/5-premio-bravo-prime-cultura-508476.shtml


Veja as fotos da entrega do prêmio BRAVO! Prime na revista CONTIGO


http://contigo.abril.com.br/foto/evento/5-premio-bravo-prime-de-cultura-508468.shtml?ft=13p


Leia matéria sobre O QUARTO publicada na revista BRAVO! em novembro de 2008


http://bravonline.abril.com.br/conteudo/teatroedanca/teatroedancamateria_397843.shtml?pagina=1


Leia críticas sobre O QUARTO que foram publicadas no site da revista BACANTE e as respostas que o próprio Roberto Alvim deu no ano passado, logo após a estréia do espetáculo que foi ganhador do prêmio BRAVO! Prime, este ano.


http://www.bacante.com.br/revista/critica/o-quarto/comment-page-1#comment-2620


Eu deixei meu comentário lá e reproduzo aqui:


Meus caros, um ano depois da estréia de O QUARTO, a peça que “revolucionou” a encenação de textos do Harold Pinter no Brasil – foi a primeira peça escrita pelo autor britânico e pela primeira vez encenada por aqui – ao contrário do que diz o título da música usada na peça “I’ll never smile again”, Roberto Alvim, o diretor pode, sim, continuar sorrindo e, no fundo, até está dando discretas gargalhadas já que arrebatou o prêmio BRAVO! Prime de melhor espetáculo teatral na quinta edição que aconteceu no último dia 26 de outubro, em São Paulo. Roberto Alvim já se considerava vitorioso ao ser indicado para o cobiçado prêmio e disse estar muito surpreso com a conquista. Alvim quebrou várias regras do nosso teatro e sua ousadia lhe deu mais que um prêmio. Ele ganha, a cada nova montagem, o reconhecimento de que seus espetáculos vão muito além de um simples sorriso ou de aplausos gratuitos.

Workshop com autores ingleses divulga inscritos


Já foram definidos os inscritos para participarem do workshop com os autores ingleses nos dias 30 e 31 de outubro. A relação dos inscritos está na parte de serviço, abaixo.

Chris Dolan e David Ian Neville, além da Mesa-Redonda que acontece dia 30 de outubro, vão também ministrar o Workshop de Dramaturgia, que terá dois dias de duração e é exclusivo para os participantes da Oficina Regular do Núcleo de Dramaturgia. O workshop acontece dias 30 e 31 de outubro, das 14 às 18 horas, também no auditório do Sesi. O valor da inscrição é de R$ 12,00.

As atividades complementam a formação dos novos autores.

O workshop abordará noções de dramaturgia, focando essencialmente no enredo, na estrutura e na personagem. Abordará, também, as peculiaridades e técnicas da dramaturgia voltada para rádio e o que a torna tão especial.

Chris Dolan escreve para teatro, rádio, TV e cinema, além de ser poeta e compositor. É detentor de inúmeros prêmios, incluindo o Festival Fringe First por sua peça Sabina e o McKitterick Prize por sua novela Ascension Day.

Leciona na Espanha, Inglaterra e Escócia, com a disciplina "Escrita Criativa e Pensamento". É também Specialist Adviser do Arts Council escocês na área de Drama e Literatura.


David Ian Neville
trabalha como produtor de Radio Drama, desenvolvendo, produzindo e dirigindo peças e séries para a BBC Radio 4 e BBC Radio 3. Entre seus trabalhos estão, 'Inside' e 'Kilbreck', além de diversas séries de TV, incluindo a premiada 'The Governor'.

Como escritor, cria projetos para várias públicos de diferentes idades, trabalhando em bibliotecas, escolas, centros comunitários, centros artísticos, teatros e prisões.

Serviço:

Workshop de Dramaturgia
com Chris Dolan e David Ian Neville
Dias: 30 e 31 de outubro
Horário: 14 às 18h
Local: Auditório do SESI - Rua Cândido de Abreu, 200 - 7º andar
Matrículas: R$12,00

É preciso que efetivem a matrícula e emissão do boleto bancário através do link


Efetuar o pagamento até a data do evento, para evitar ter que emitir novo boleto.

Os inscritos são:
  1. Alexandre França
  2. Barbara Lia
  3. Cynthia Becker
  4. Claudia Brito
  5. Douglas Daronco
  6. Eberson Galiotto (Pretto)
  7. Eliane Karas
  8. Joacir Baggio
  9. Ligia Olivieira
  10. Lucas Komechen
  11. Luciana Narciso
  12. Luis Otavio Linhares
  13. Marcelo Bourscheid
  14. Paulo Renato Oliveira
  15. Patrícia Kamis
  16. Rogério Viana
  17. Sueli Araujo

"Faladores", dança, música e teatro


"Faladores", música, dança e teatro



O espetáculo "Faladores" será apresentado de 30 de outubro a 01 de novembro no Teatro da Caixa em Curitiba, sexta e sábado às 21 horas e domingo às 19 horas. “Faladores” é um estudo sobre as palavras e o movimento e utiliza a arte como meio de comunicação. O diálogo entre os artistas, ligados à dança, à música e ao teatro, transcende o palco e atinge o público presente. "Faladores" aborda a oralidade, trazendo para a cena diversas formas de comunicação através do som, da música, da palavra, da poesia, da dança, da ação e do movimento. Enfatiza a necessidade do homem se expressar e, apesar das barreiras, se fazer entender. Apresenta a arte por seu principal objetivo: comunicar.


“Faladores” possui uma linguagem própria de comunicação com códigos sonoros e criação de palavras, como “Eh momoá!”e “A xi a ché!”, compondo um dialeto chamado de "momoês". O “momoês” transita pelo espetáculo assim como o português, o alemão, o inglês, o espanhol e o francês.


A Cia Mário Nascimento - Em onze anos de existência, a Cia tem sua pesquisa de linguagem sustentada pelas conexões entre dança, música e teatro. A obra de estreia “Escapada” (1998) rendeu a Mário Nascimento o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte de melhor coreógrafo. “Escambo” (2004) e “Do Ritmo ao Caos” (2005) renderam o prêmio Usiminas/Sinparc de 2004 e 2005 e “O Rebento” (2007) o prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna.


Ficha Técnica


Direção, coreografia e figurino: Mário Nascimento

Criação e direção musical: Fábio Cardia

Assistente de coreografia: Rosa Antuña

Elenco: André Rosa, Daphne Chequer, José Villaça, Léo Garcia, Mariel Godoy, Mário Nascimento, Marco Túlio Ornellas e Rosa Antuña.


Serviço


Espetáculo de dança: “Faladores”

Local: Teatro da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR

Data: de 30 de outubro a 01 de novembro de 2009

Horários: sexta e sábado 21h e domingo 19h. Haverá sessão especial para alunos de escolas públicas no sábado 16h. Agendamento: Bia - 9148-8679

Ingressos: R$15 e R$7,50 (meia)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h)

Classificação etária: Livre para todos os públicos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Assista ao vivo



Assista ao vivo o evento do Núcleo de Dramaturgia SESI SP - British Council.

Acesse a programação das mesas redondas nos links:




sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Evento do SESI SP poderá ser acompanhado ao vivo


O I Ciclo do Núcleo de Dramaturgia do SESI - SP e British Council que será realizado de 26 a 29 de outubro, em São Paulo, poderá ser acompanhado ao vivo, pois terá transmissão online pelo site:


O coordenador da Oficina de Dramaturgia do Núcleo de Dramaturgia do SESI PR, o autor e diretor Roberto Alvim, participa ao lado de Rogério Toscano, na segunda-feira, dia 26, às 9h00, do primeiro evento - A Formação do Novo Dramaturgo no Brasil - com mediação de Marici Salomão, que coordena o Núcleo paulistano.

Conheça o Núcleo de Dramaturgia SESI - SP - British Council:








quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Leitura dramática de peça de Michel Vinaver no Teatro Novelas Curitibanas

Michel Vinaver

França e Brasil se encontram num texto teatral. Nos dias 22 de outubro e 6 de novembro, a Companhia Brasileira de Teatro fará a leitura dramática da peça de Michel Vinaver “Os Trabalhos e os Dias”. A peça foi traduzida para o português nas oficinas do projeto “Nouveau Theatre – Teatro Novo”, realizadas pela Aliança Francesa em comemoração ao Ano da França no Brasil. A diretora da Aliança Francesa, Laure Gyselinck diz que “o objetivo do projeto é apresentar ao público, aos atores e diretores brasileiros os novos dramaturgos franceses”.

Com direção de Márcio Abreu, a leitura terá os atores Cássia Damaceno, Nadja Naira, Giovana Soar e Paulo Alves.

Escrita em 1977, a peça reflete um momento crucial da historia econômica e social da França. Era o início da computação, que revolucionou a vida das pessoas nas empresas, e também o momento de absorções corporativas, do reagrupamento, do desmantelamento da pequena empresa familiar.

Trinta e dois anos depois, a peça ainda é atual, pois além da vida empresarial, ela é um poema que intercala a vida íntima e os grandes movimentos da economia.

As apresentações tem entrada gratuita.

Serviço:
Leituras dramáticas – “Os Trabalhos e os Dias” de Michel Vinaver
Dia 22 de outubro, 20 horas
Local: Teatro Novelas Curitibanas
Entrada gratuita

Dia 6 de novembro, 20 horas
Local: Aliança Francesa
Entrada gratuita

O autor:
Michel Vinaver nasceu em 1927 em Paris onde vive até hoje. Descendentes de russos, estudou na cidade de Annecy onde em 1953 se torna Chefe do Serviço Administrativo da Empresa Gillette -França. Vinaver inicia como romancista antes de se aventurar na dramaturgia. Em 1955 escreve sua primeira peça, "Les Coréens" (Os Coreanos), a pedido de Gabriel Monnet. A peça é montada em 1956 por Roger Planchon e em 1957 por Serrau. Apesar de deflagar grande polêmica, uma parte da mídia consagra o surgimento de um autor de teatro.


As duas peças seguintes "Les Huissiers" (Os Assessores) e "Iphigénie-Hôtel” (Ifigênia – Hotel) irão esperar respectivamente vinte e dois e dezoito anos para serem encenadas.

Em 1969 retorna a escritura teatral com “Par-dessus bord”, ao mesmo tempo que expande o grupo Gillette. As peças que escreve entre 1973 e 1988 serão encenadas por Dougnac, Jacques Lassalle e Michel Didym.

Em 1982 ele deixa a Gillette e o mundo dos negócios para ser professor do Instituto de Estudos Teatrais de Paris III. Cria, dentro do Centro Nacional do Livro, a Comissão de Teatro e depois redige “A prestação de contas de Avignon, os mil males que sofrem a edição de teatro e os trinta e sete remédios para amenizá-los”, fruto de uma pesquisa de dois anos. Ele também é autor de textos de reflexão sobre o teatro "Escritos sobre o Teatro 1 e 2”, lançados em 1982.

Sobre o evento, visite:



Sobre Giovana Soar


Sobre Michel Vinaver