segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Provocador acidental - Viver Bem - Gazeta do Povo

Marcos Damaceno no ensaio de "Árvores Abatidas"

Ele ganhou destaque na imprensa nacional este ano com a peça Árvores Abatidas, que ironiza nomes do teatro local. Mas o dramaturgo paulista Marcos Damaceno, radicado em Curitiba, diz que dificilmente se renderá aos apelos do sucesso.

(Viver Bem - Gazeta do Povo - Curitiba - 29 de novembro de 2009)

Veja a íntegra da matéria no link:

Parent(es)is - Fábula para seis ou mais vozes

Parent(es)is - Fábula para seis ou mais vozes


Nos três últimos encontros com o Roberto Alvim ele falou nas muitas instâncias de tempo e de espaço que um texto teatral pode ter. Citou o francês Armand Gatti, ele que foi o criador do termo "teatro de possibilidades". Alvim citou e pediu que todos lessem o texto de outro francês, o Michel Vinaver (A procura de emprego), e também os textos da inglesa Sarah Kane (Ânsia) e "Quarteto", do alemão Heiner Muller.

Nos textos dos autores citados (ele também citou Richard Maxwell), há uma narrativa fragmentada, muitas vezes ela vem em fluxo contínuo e o tempo e espaço não são lineares. Alguns personagens podem contar histórias - simultâneas ou não - de mais personagens. Nos textos pode aparecer o que se chama de "transmigração de consciências" e até a "transmutação do sujeito". Ele é ela, ela é ele. Eles são elas, pode ser que sim, pode ser que não. Alvim destacou que é "preciso ter fé na linguagem" e que "só através da palavra pode-se mudar o tempo e espaço".

Acho que concordei com ele. Tivemos que fazer um exercício em casa, depois, escrevemos um exercício no encontro de 24 de novembro, lá no Teatro José Maria Santos. O que escrevi em casa, para espanto dos meus colegas, decidi não apresentar naquela tarde. Fiquei ouvindo o que os colegas escreveram. Muitas vezes a gente aprende mais quando fecha os olhos e escuta do que quando lê de olhos bem abertos, mas com o espírito voando solto por aí.

A brincadeira dos colegas no momento em que eu declarava não ter "feito" o exercício, acabou provocando em mim o desejo, a vontade mesmo, de escrever algo novo, usando um pouco do que tenho ouvido como inspiração e não como plágio ou cópia. Passei alguns dias. Na manhã de sexta-feira, ao acordar, achei que podia utilizar como título (sempre começo meus trabalhos pelo título) o que agora apresento: Parent(es)is - Fábula para seis ou mais vozes.

Minha idéia era deixar vir alguma coisa onde houvesse a presença de familiares, pais, mães, irmãos, parentes, enfim. Mas, também, para que entre esses "parentes" pudessem aparecer alguns "bastardos", uns filhos da puta que sempre surgem para nos causar problemas ou, até, para nos darem muito prazer. Também, como o título possa sugerir, entre parêntesis, que a criação pode ser cruzada, não pela minha própria consciência, mas pelo que de inconsciente os personagens pudessem sugerir durante a escrita do texto. Deixei o parêntesis sempre em aberto. Como quis, deliberadamente, deixar um parêntesis entre os personagens que fossem aparecendo, ocasionalmente ou como os agentes de uma primeira voz, não dei nome a eles e pedi para que a gramática me ajudasse: assim, antes de ter Patrícia, Eliane, Douglas, Pagu, Roberto ou Rogério, eu utilizei EU, TU, ELE, NÓS, VÓS, ELES. Sim, não personagens, mas pronomes. Os que são singulares e os que são plurais.

Vou mostrar alguns trechos do novo texto nos "posts" que farei a seguir. Se puderem aguentar e ler e, quem sabe, comentarem, eu e as vozes pronominais agradeceremos muito.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

São Paulo ganha escola de formação para profissionais das artes cênicas

Uma escola de teatro proposta por artistas, com o objetivo de formar profissionais especializados nas artes cênicas. Essa é a idéia por trás da São Paulo Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, que será inaugurada hoje, dia 25 de novembro de 2009, na capital paulista pelo Governo do Estado de São Paulo.


A Escola de Teatro funcionará inicialmente na Oficina Cultural Amácio Mazaroppi, no bairro do Brás, e oferecerá oito cursos regulares, com carga horária mensal de 96 horas, que abrangem o amplo espectro do fazer teatral: iluminação, técnicas de palco e cenografia, atuação, direção, humor, sonoplastia, e dramaturgia.

Os cursos são dirigidos a jovens maiores de 18 anos (com 2º grau completo) e artistas que buscam aperfeiçoar seus conhecimentos na área do teatro. Serão abertas 1.200 vagas, ao ano, sendo 200 para artistas-aprendizes regulares e as demais para artistas-aprendizes dos cursos de difusão cultural.

“A Escola integra as ações de formação cultural realizadas pelo Governo do Estado e irá formar técnicos qualificados como iluminadores, técnicos de som e palco, cenógrafos entre outros”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, João Sayad.

Coordenados por Guilherme Bonfanti (iluminação), J.C. Serroni (técnicas de palco e cenografia), Rodolfo García Vázquez (atuação), Hugo Possolo (direção), Marici Salomão (dramaturgia), Raul Barretto (humor) e Raul Teixeira (sonoplastia) – os cursos têm coordenação pedagógica de Alberto Guzik, assessorado por Sérgio Salvia Coelho, e direção de Ivam Cabral.

Em novembro, tem início um concurso público para a seleção e contratação dos professores que irão lecionar na Escola e também as inscrições para o processo seletivo dos artistas-aprendizes. “Com base na experiência profissional dos coordenadores de cada curso, o projeto pedagógico da Escola preparará o artista-aprendiz para os desafios do mercado”, destaca Alberto Guzik.

A proposta da Escola é adequar os estudantes a processos nos quais não haverá predomínio de um diretor, dramaturgo ou ator, mas uma contribuição horizontal e harmônica de cada integrante do projeto. “O artista formado pela Escola vai participar de um universo múltiplo e dinâmico, no qual cada setor dialoga plenamente com o outro”, finaliza o diretor pedagógico.

Os artistas-aprendizes regulares devem cumprir quatro horas de aulas de terça a sábado, durante dois anos. Já os artistas-aprendizes dos cursos de difusão cultural terão quatro horas de aula, uma vez por semana, durante quatro meses. A escola também estará aberta à população que poderá conferir a palestras, debates e workshops.

“Reunimos profissionais de diferentes coletivos teatrais para pensar em uma Escola que atenda às necessidades da classe e, ao mesmo tempo, forme cidadãos conscientes e participativos”, afirma o diretor da São Paulo Escola de Teatro, Ivam Cabral.

Instalações


O prédio da Oficina Cultural Amácio Mazaroppi, onde funcionará a São Paulo Escola de Teatro até sua sede ficar pronta, foi projetado em 1911 para abrigar a antiga Escola Normal do Brás. Depois sediou a Escola Padre Anchieta e hoje, além de ser um patrimônio histórico do Estado (tombado pelo Condephaat em 1988), abriga a Oficina que é responsável pelo resgate da cultura popular e pelo intercâmbio entre artistas com atividades de formação e inclusão cultural voltado para o público amador e profissional.

Com a chegada da São Paulo Escola de Teatro ao local, a Oficina será adaptada para receber cerca de mil artistas-aprendizes, até a sua sede administrativa ficar pronta, no segundo semestre de 2010, na Praça Roosevelt. O imóvel, que passa por reformas, possui mais de 1,7 mil m². No local, além de salas de aula, teatro, auditório, haverá espaço de exposições, biblioteca, camarins, salas multimídia, ateliês, vestiários e espaços para ensaio.

Ações do Governo na área de teatro


O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, desenvolve políticas públicas voltadas para as artes cênicas em seus programas de produção e difusão. Um dos exemplos é o Circuito Cultural Paulista, programa que em 2009, promove 175 apresentações de 45 grupos teatrais em diversos municípios do Estado, até o final do ano. Para 2010, a linguagem predominante do Circuito será o teatro, com o objetivo de aumentar em pelo menos 30% o número de contratações.

Ainda no que diz respeito à difusão, durante a Virada Cultural Paulista, que, em 2009, levou a 20 cidades, 563 atrações culturais a um público de mais de 1 milhão de pessoas, foram apresentadas 87 peças de teatro entre elas Querô, do Folias d’Arte, Ménage com Domingas Person e O Barril com Angela Dip.

A produção teatral também é atendida pelo Programa de Ação Cultural – ProAC, nas suas duas formas de apoio: editais ou incentivo fiscal (ICMS). Com o incentivo do ProAC, atores e diretores não só conseguiram ganhar os palcos, mas também conquistar prêmios importantes como a peça As Rainhas – Duas Atrizes em Busca de um Coração, de Cibele Forjaz, que levou, entre outros, a 21ª edição do Prêmio Shell, deste ano.

Além disso, em parceira com Organizações Sociais de Cultura, são oferecidos os teatros Sérgio Cardoso, Teatro de Dança e o São Pedro na capital, e no interior do Estado, o Auditório Claudio Santoro, o Teatro Procópio Ferreira e o Teatro Estadual de Araras “Maestro Francisco Paulo Russo”, com programação regular de espetáculos.

Mais informações à imprensa:


Approach – Secretaria de Estado da Cultura


Karla Dunder – (11) 2627-8162 – kdunder@sp.gov.br
Ciro Bonilha – (11) 2627-8243 – cbonilha@sp.gov.br

Flavia Faiola – (11) 2627-8166 – ffaiola@sp.gov.br

Hoje, lançamento da SP Escola de Teatro

PROGRAMAÇÃO - LANÇAMENTO DA SP ESCOLA DE TEATRO - CENTRO DE FORMAÇÃO DAS ARTES DO PALCO

O lançamento da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco será realizado no dia 25 de novembro.
Nos dias subsequentes ao evento, de 26 a 29 de novembro, uma série de apresentações e palestras vão ocupar a sede provisória da SP Escola de Teatro no Brás.

Serão duas palestras diárias, às 16h00 e às 19h30, intercaladas por leituras dramáticas e espetáculos de grupos teatrais nacionais e internacionais.

PROGRAMAÇÃO

Dia 25 de novembro
Lançamento oficial (convidados)

Dias 26 a 29 de novembro
(aberto ao público)

Após seu lançamento oficial, no dia 25 de novembro, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, com sede provisória na Avenida Rangel Pestana, 2.401, Brás, abre suas portas para o público. A programação deste grande encontro cultural oferece conferências, exposições e espetáculos com entrada gratuita. Estas apresentações marcam o início das atividades da Escola. Os cursos regulares têm início em fevereiro de 2010.


Quinta-Feira, 26 de novembro

16h – Conferência sobre Cenografia: O coordenador do curso de Cenografia e Figurino da SP Escola de Teatro, J.C. Serroni, apresenta conferência com José Dias*.

*José Dias – Cenógrafo atuante no teatro e na televisão. Mestre e Doutor pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA–USP). Nos palcos, colabora com Aderbal Freire Filho, Moacyr Góes, Bibi Ferreira, Antônio Mercado, entre outros diretores. Algumas de suas mais marcantes criações são Campeões do Mundo (1980), de Dias Gomes, O Preço (1988), de Arthur Miller, e A Trágica História do Dr. Fausto (1989), de Christopher Marlowe.

17h30 Cia. Brasileira de Teatro e o ator Luis Melo apresentam montagens
A Cia. Brasileira de Teatro apresenta work in progress do espetáculo Descartes com Lentes, texto do escritor e poeta curitibano Paulo Leminski. O espetáculo ainda está em construção e o público vai acompanhar o processo de montagem da peça. Em seguida, o diretor Marcio Abreu e o ator Luis Melo apresentam leitura dramática do texto Um Calcanhar Avariado e outras Histórias, de Manoel Carlos Karam.

19h – Conferência sobre Humor: O coordenador do curso de Humor da SP Escola de Teatro, Raul Barretto, apresenta conferência com Jorge Rodrigues Loredo*.

*Jorge Rodrigues Loredo Ator e humorista, Loredo, também advogado, é mais conhecido por sua personagem “Zé Bonitinho”. Do tipo galanteador, a personagem tem sua história contada no documentário Câmera, Close!, de Susanna Lira. “Zé Bonitinho” surge na década de 60 e continua aparecendo em programas como A Praça é Nossa, do SBT, o que demonstra a capacidade do artista em perpetuar a mesma figura em diferentes gerações. Jorge Loredo integra o elenco de filmes como Chega de Saudades, lançado em 2008 e Quando o Tempo Cair, de 2006.


Sexta-Feira, 27 de novembro

16h – Conferência sobre Direção Teatral: O coordenador do curso de Direção da SP Escola de Teatro, Hugo Possolo, apresenta conferência com o ator e diretor Emílio Di Biasi*.

*Emílio Di Biasi – Paulistano, figura de destaque no cenário teatral brasileiro, Emílio é referência tanto em interpretação quanto em direção, de teatro ou televisão. Nos anos de 1960, ao lado de Abujamra e Antônio Ghigonetto, funda o Grupo Decisão. Na década de 1980, dirige as marcantes montagens A Vida de Carlos e Carlos (1987) e ppp@WllmShkspr.br (1988), com Os Parlapatões, esta última lhe rende prêmio de melhor direção da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (Apetesp) naquele ano.

17h30 – Apresentação de Eduardo Okamoto.. O ator fará uma demonstração de trabalho baseada no espetáculo Agora e Na Hora de Nossa Hora, que conta a história de Pedrinha, uma sobrevivente da Chacina da Candelária que viu morrer oito meninos de rua. Os métodos de criação da peça são descritos pelo ator em torno de três pilares fundamentais: preparação corporal, observação de pessoas como base para a criação da personagem e criação dramatúrgica.

19h – Conferências sobre Técnicas de Palco: J.C. Serroni, coordenador do curso de Técnicas de Palco da SP Escola de Teatro, apresenta conferência com Raul Belém Machado*.

*Raul Belém Machado – Cenógrafo, figurinista e arquiteto, o mineiro Raul Belém Machado é um dos mais importantes profissionais de sua área no Brasil. Atualmente ocupa o cargo de diretor artístico do Palácio das Artes da Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte, MG, onde participa ativamente de montagens de óperas, balés e peças teatrais. Também trabalha com educação, onde coordena núcleos de ensino das artes cênicas dentro e fora da Fundação Clóvis Salgado.


Sábado, 28 de novembro

16h – Conferência sobre Sonoplastia: O coordenador do curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro, Raul Teixeira, apresenta conferência com Tunica Teixeira*.

*Tunica Teixeira – Nasce em Santos, litoral paulista e, ainda jovem, faz uma escolha em favor do teatro que muda a sua vida. Em 1971, abandona a Faculdade de Rádio e TV para se dedicar à sonoplastia de peças teatrais. No mesmo ano, estreia nos palcos na montagem de Corpo a Corpo, de Oduvaldo Viana Filho, e direção de Antunes Filho. Desde então, assina trilhas para os mais importantes espetáculos e colabora com os principais grupos teatrais de São Paulo, sendo reconhecida com diversos prêmios Shell e Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (Apetesp).

17h30 – Apresentação de Jan Ferslev, do grupo Odin Teatret: Demonstração de trabalho do irrequieto músico e ator dinamarquês Jan Ferslev, do grupo Odin Teatret. A companhia, na qual está há mais de 20 anos, foi fundada por Eugenio Barba, na Noruega. Numa mistura de teatro, música e dança, Jan revela as nuances dos espetáculos produzidos por seu grupo, que mostra as diferenças e semelhanças entre dançarinos, atores e músicos. Revela, assim, a disciplina para desenvolver o controle do corpo e da voz como pontos de partida para a criação de partituras físicas e vocais.

19h – Conferência sobre Dramaturgia: Marici Salomão, coordenadora do Curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, apresenta conferência com Luís Alberto de Abreu*.

*Luís Alberto de Abreu - Poucos nomes na dramaturgia brasileira conseguem fazer tão bem a ligação entre o popular e o erudito como Luís Alberto de Abreu. Nascido em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo, Luís transita com desenvoltura por vários campos do fazer teatral, sendo grande entusiasta do processo colaborativo da escrita. Trabalha com Antunes Filho, no CPT (Centro de Pesquisa Teatral), com Antônio Araújo, do Teatro da Vertigem e com Gabriel Villela, entre outros. Fundador da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes ao lado de Ednaldo Freire, o dramaturgo desenvolve sólido trabalho de comédias populares com a companhia.


Domingo, 29 de novembro

14h – Conferência sobre Atuação: O coordenador do curso de Atuação da SP Escola de Teatro, Rodolfo García Vázquez, apresenta conferência com a atriz Denise Fraga*.

*Denise Fraga – Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, Denise Fraga mora em São Paulo há mais de duas décadas. Com formação teatral e experiência de mais de 20 anos nos palcos, é fundadora, ao lado de Moacir Chaves, do Grupo Cite-Teatro, que levava escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro montagens com textos dos principais comediantes brasileiros do Século XIX, como Martins Pena e França Junior. Como atriz, interpretou, durante seis anos, a empregada doméstica “Olímpia”, em Trair e Coçar é Só Começar, um dos maiores sucessos teatrais brasileiros de todos os tempos.

17h30 – Apresentação do espetáculo Medea Del Olimar: Obra de Mariana Percovich, da Cia. Complot, do Uruguai. Espetáculo baseado em fato real sobre uma mãe que mata a filha, no interior do Uruguai. O fato é apresentado como metáfora que transcende a crônica policial. A dramaturga e diretora opta por escrever para uma só atriz, valorizando a multiplicidade de vozes dentro do monólogo. O espetáculo é interpretado por Bertha Moreno.

19h – Conferência sobre Iluminação: O coordenador do curso de Iluminação da SP Escola de Teatro, Guilherme Bonfanti, apresenta conferência com Roberto Gil Camargo*.

*Roberto Gil Camargo Diretor e iluminador, com experiência em teatro e dança. É autor de quatro livros sobre sonoplastia e iluminação. Além disso, publica artigos sobre luz no Brasil e no exterior. Defende tese de doutorado em Iluminação, na PUC-SP, sob orientação da professora e crítica Helena Katz. Leciona Iluminação no curso de graduação em Teatro na Universidade de Sorocaba e atua como professor convidado de Lighting Design no Instituto Politécnico do Porto, na cidade de Portugal, desde 2004.

EXPOSIÇÕES

(Abertura - 26 de novembro)

Espaços Teatrais: A Evolução da Arquitetura Cênica na História e a sua Interação com o Som e a LuzA exposição de J.C. Serroni, realizada numa parceria do Espaço Cenográfico com a SP Escola de Teatro, revela a evolução do espaço cênico através dos tempos, da Grécia aos nossos dias. A montagem é acompanhada de um desenho de luz que dá ao espaço da exposição uma atmosfera evidentemente teatral. A mostra pode ser caracterizada como a primeira produção da SP Escola de Teatro já que é realizada por um dos seus coordenadores, e demonstra a preocupação pelo ensino técnico que a Escola oferece.

Fotografia de Palco- Nos últimos 25 anos, as lentes da fotógrafa Lenise Pinheiro captam flagrantes dos mais importantes espetáculos de teatro no País. A editora Senac São Paulo e as Edições SESC SP reúnem estes registros no livro Fotografia de Palco 25 anos, utilizado como suporte desta exposição. A mostra é um recorte histórico que revela a memória do teatro nacional. Mais do que um registro, é um trabalho artístico captado com perícia e sensibilidade pela fotógrafa.

Instante Eterno - O fotógrafo paulistano Bob Sousa, que também captura imagens de palco, apresentará parte de seu acervo nesta exposição realizada dentro da programação de lançamento da SP Escola de Teatro. O artista registra, há cinco anos, grande parte das recentes montagens na capital paulista. Entre elas, peças como “Os Sertões – A Luta I”, “Confissões das Mulheres de 30” e “A Filosofia na Alcova”.

Perpetuar o Efêmero - Adalberto Lima fotografa para documentar, lembrar e perpetuar o efêmero das apresentações do teatro de grupo. O sentido da continuidade das pesquisas e aprofundamento do fazer teatral que esses grupos desenvolvem são questões que atraem o fotógrafo. Alguns pontos comuns entre os diversos grupos, mesmos que sutis, poderão ser observados nas fotos que compõem esta mostra.

Entrada gratuita

SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco
Avenida Rangel Pestana, 2.401 – Brás, São Paulo SP
T 11 2292-7988 – 2292-8143
info@spescoladeteatro.org.br


Mais em: http://spescoladeteatro.org.br/a_escola/a_escola.php

domingo, 22 de novembro de 2009

Manson Superstar no "Novelas Curitibanas"

Cartaz da peça "Manson Superstar"

A companhia Vigor Mortis estreou na quinta-feira,19 de novembro de 2009, sua mais nova produção: MANSON SUPERSTAR. A peça conta a história de Charles Manson que em 1969 ordenou que um grupo de jovens seguidores matasse a atriz Sharon Tate, grávida de oito meses e meio do diretor Roman Polanski. A história que chocou o mundo todo quarenta anos atrás é resgatada pela Vigor Mortis por suas inúmeras peculiaridades. “Quanto mais você pesquisa sobre a história da ‘família manson’ , mais você quer investigar”, afirma o diretor Paulo Biscaia Filho, “E de fato existem dezenas e dezenas de documentários e livros sobre o assunto. E o que desejamos montar é um documentário cênico. Uma peça-documentário-musical”. Quem se assustar com a palavra “musical” na expressão, não pense que a Vigor Mortis está se deslocando completamente de gênero. A música entra nesta peça de formas curiosas. “Não estamos fazendo um musical per se. Ou seja, algo onde a música vem de uma dimensão imaginária. Aqui a música entra fazendo parte da cena. Manson queria ser um músico de sucesso e a música está sempre presente em sua vida. Não só não quisemos ignorar este aspecto, mas também desejamos potencializar algo que poderia dar uma nova imagem a esta história.”

Além da música, a peça traz outro elemento incomum: os personagens falam em inglês com legendas em português. “Há poucas falas”, diz o diretor, “a maior parte do que é ‘dito’ , é ‘cantado’, mas o que não é cantado deveria ter a sonoridade do ambiente. Por isso optamos por manter a língua original do material. As palavras não são tão importantes quanto a atmosfera neste caso. Existem citações célebres de Manson, é fato, mas isso pode ficar para o público pesquisar depois do espetáculo. Seria um pleonasmo a gente trabalhar estes elementos aqui.”


Clip da estreia: http://vimeo.com/7724715


Mais sobre MANSON SUPERSTAR em:


http://www.vigormortis.com.br/Stage/manson_Superstar.html



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Samir Yazbek dá palestra e workshop sobre dramaturgia em Curitiba

O autor e diretor de teatro Samir Yazbek participa, de 8 a 11 de dezembro, em Curitiba, de palestra e workshop sobre dramaturgia, em eventos promovidos pelo Núcleo de Dramaturgia patrocinado pelo SESI Paraná.

No dia 8 de dezembro, a partir das 20 horas, no Teatro José Maria Santos, Yazbek vai proferir a palestra “A Importância da Dramaturgia Hoje”, e deve focalizar a importância da dramaturgia num mundo em que os meios de comunicação de massa se expandem a cada dia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente no site do Núcleo de Dramaturgia.

“Dramaturgia em Movimento” é o tema do workshop exclusivo aos integrantes da Oficina Permanente do Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná que Yazbek vai coordenar e onde vai apresentar o estudo de conceitos e as mais variadas correntes estéticas e ideológicas que culminam nas possibilidades de uma dramaturgia contemporânea. O workshop será apresentado no Teatro José Maria Santos, das 19 às 23 horas.

Quem é Yazbek

O dramaturgo e diretor teatral Samir Yazbek começou a fazer teatro como autor, diretor e ator amador. Aos 21 anos, foi dirigido por Edson D´Santana, remanescente do Teatro de Arena, no monólogo que escreveu e interpretou, "Uma Família à Procura de um Ator". Mais tarde ingressou no Centro de Pesquisa Teatral do SESC, coordenado por Antunes Filho, com quem trabalhou quase ininterruptamente por oito anos em atividades ligadas à dramaturgia. Na seqüência, por dois anos, foi assistente de dramaturgia do professor Antonio Januzelli, doutor em improvisação no Curso de Artes Cênicas da USP. Também foi professor de interpretação e dramaturgia em escolas particulares de São Paulo, além de ter lecionado por sete anos consecutivos na Faculdade de Comunicação da FAAP.

Entre as peças de sua autoria estão: "O Fingidor" (Prêmio Shell/99 de melhor autor; selecionado para o Programa Nacional Biblioteca da Escola, do Governo Federal, que em 2004 distribuiu a peça para 475 mil alunos da rede pública de ensino; representante brasileiro do XXV Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica do Porto e do I Encontro Luso-brasileiro de Cultura, Serpa, Portugal; representante brasileiro no XX Festival de Cádiz; escolhida como um dos cem melhores espetáculos de teatro e dança, em edição comemorativa dos primeiros oito anos da revista "Bravo"); "A Terra Prometida" (eleita pelo jornal O Globo como um dos dez melhores espetáculos de 2002); "O Regulamento"; "A Máscara do Imperador"; "A Entrevista" e "O Invisível".

Yazbek é ainda organizador da coletânea "Uma Cena Brasileira", da Editora Hucitec, que traz depoimentos de alguns dos mais importantes atores e atrizes brasileiros, tais como Eva Wilma, Juca de Oliveira, Laura Cardoso, Maria Alice Vergueiro, Paulo Autran, Raul Cortez, Renato Borghi e Walderez de Barros. Também é autor de "O Teatro de Samir Yazbek", lançado pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com a edição de suas peças "O Fingidor", "A Terra Prometida" e "A Entrevista". Escreve artigos para os jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e Revista Bravo! Ministra oficinas de dramaturgia.

SERVIÇO

Palestra com Samir Yazbek
Dia 8 de dezembro – 20 horas
Teatro José Maria Santos
Inscrições gratuitas (número limitado de vagas)

Workshop com Samir Yazbek
Dias 9 a 11 de dezembro – das 19 às 23 horas
Teatro José Maria Santos
Inscrições exclusivas aos integrantes da Oficina Permanente do Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná

http://www.sesipr.org.br/nucleodedramaturgia/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

São Paulo lança centro de formação das Artes do Palco

No próximo dia 25 de novembro, a partir das 19h00, acontece, em São Paulo, o lançamento da SP ESCOLA DE TEATRO – CENTRO DE FORMAÇÃO DAS ARTES DO PALCO. Durante o evento, estarão abertas para visitação as exposições fotográficas:

Fotografia de Palco, de Lenise Pinheiro
Instante Eterno, de Roberto Souza
Perpetuar o Efêmero, de Adalberto Lima

e a exposição Espaços Teatrais: A Evolução da Arquitetura Cênica na História e a sua Interação com o Som e a Luz, de J.C. Serroni.

Também haverá pocket show da cantora Vanessa Bumagny; apresentações do performer Luiz Maurício e da Banda Paralela; e a exibição do documentário "SP Escola de Teatro", dirigido por Laerte Késsimos.

E ainda homenagem ao professor
Jacó Guinsburg, e às escolas: EAD, Escola Livre de Santo André, Célia Helena, Conservatório de Tatuí e Escola Macunaíma

Na ocasião, será apresentada a Coleção Primeiras Obras, uma parceria da Imprensa Oficial com Satyros Literatura, dos volumes:

1 – Otávio Martins, com prefácio de Silvana Garcia
2 - Gabriela Mellão, com prefácio de Alberto Guzik
3 – Ivam Cabral, com prefácio de Erika Riedel
4 – Sergio Roveri, com prefácio de Otavio Frias Filho
5 – Vera de Sá, com prefácio de Jefferson Del Rios
6 – Sérgio Mello, com prefácio de Mário Bortolotto
7 – Rudifran Pompeu, com prefácio de Evaristo Martins de Azevedo
8 – Marcos Damaceno, com prefácio de Roberto Alvim
9 – Lucianno Maza, com prefácio de Alcides Nogueira
10 – DramaMix 2007, com prefácio de Alberto Guzik e obras de: Alex Gruli, Ana Rüsche, Andréa Bassitt, Antonio Rocco, Bráulio Mantovani, Célia Forte, Claudia Vasconcellos, Contardo Calligaris, Duilio Ferronato, Eduardo Sterzi, Gerald Thomas, Germano Pereira, Jarbas Capusso Filho, João Luiz Sampaio, José Simões, Jucca Rodrigues, Lúcia Carvalho, Marici Salomão, Mário Bortolotto, Mário Viana, Marta Góes, Nicolás Monastério, Noemi Marinho, Paulo Vereda, Priscila Nicolielo, Renata Pallottini, Roberto Alvim, Rogério Toscano e Sabina Anzuategui