segunda-feira, 31 de maio de 2010
Cia. do Abração ganha crítica no Jornal do Brasil
Revogado Edital do "Novelas Curitibanas"

REGOVAÇÃO DO EDITAL Nº 043/10 – SELEÇÃO DE PROJETOS
“TEATRO NOVELAS CURITIBANAS -TEMPORADA
Os proponentes que já hajam enviado seus projetos para o processo de seleção ora revogado deverão retirá-los na Diretoria responsável pelo Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – PAIC, no prazo de 15 (quinze) dias contados da publicação do presente, para futura reapresentação no âmbito do novo Edital a ser publicado, se assim for de seu interesse.
Os projetos não retirados no prazo acima estabelecidos serão eliminados pela Diretoria competente.
O QUE DIZ O ITEM 7.9?
(...)
7.9 - A FCC, havendo razões superiores que justifiquem, poderá revogar este Edital a qualquer momento, sem que tal fato permita alegação de prejuízo aos interessados, ou a terceiros, sob qualquer fundamento de direito.
(...)
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O menino que sonhou voar: Albertinho e o céu de Paris




A Cia. do Abração, de Curitiba, estreará em 12 de junho de 2010, às 20h00, em sua sede, “SobreVoar”, sua nova montagem teatral que fala do menino Albertinho, seus sonhos, medos, desafios, obstáculos, persistência, coragem e as realizações que o levaram ao céu de Paris, cidade que o reconheceu como Santos Dumont, um brasileiro inventivo e destemido. O espetáculo será apresentado na sede da Cia. do Abração, no Bacacheri, aos sábados e domingos até o dia 8 de agosto. Durante este período, em dias e horários letivos, o espetáculo será apresentado conforme agendamento prévio, com escolas de Curitiba e foi produzido com o apoio do PAIC - Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura de Curitiba.
“SobreVoar” mostra Santos Dumont criança, na figura do menino Albertinho Dumundo. Ele, como tantas outras crianças, é apresentado como um menino que vive numa dimensão atemporal onde os desafios e os obstáculos aparecem em sonhos que se tornaram realidade após muitas tentativas, quedas e a coragem de recomeçar e de persistir. De acreditar que sempre é possível realizar seus sonhos mesmo quando as dificuldades aparecem instransponíveis ou irrealizáveis.
Os personagens habitam um espaço imaginário que pode ser, ao mesmo tempo, um hangar, uma oficina de criação, uma sala de estudos, em que se transformou o quarto do imaginativo menino Albertinho, sempre cercado por livros, dúvidas, sonhos e maravilhosas idéias em projetos mirabolantes.
Entre travesseiros, edredons, chapéus, abajur e uma mágica cama, o menino recebe a visita e dialoga com instigantes personagens: os “Engenheiros do Sonho”, uma improvável lagarta que sonha voar até a lua e as figuras desafiadoras da “Dúvida”, da “Curiosidade”, da “Auto Estima” e da “Coragem”, além de incrédulos franceses que se curvaram, depois, diante do que ele mostrou ao redor da Torre Eiffel e no céu de Paris.
O tempo é assinalado por um relógio “maluco” que pontua as ações dos personagens e dá saltos atemporais e inusitados nas descobertas que Albertinho faz e que revelam como ele conseguiu transformar a vaidade em um instrumento de improvisações e de inventividade. Todos os atores, em momentos especiais da montagem, vivem a experiência de serem Albertinho Dumundo.
“SobreVoar” é o sexto espetáculo montado pela Cia. do Abração para crianças de todas as idades e se realiza com a parceria da Abração Filmes e da Céu Vermelho Produções. A direção é de Letícia Guimarães e tem no elenco Felipe Custódio, Moira Albuquerque, Negra Silva e Simão Cunha. O texto foi produzido em processo colaborativo pelos atores com supervisão de dramaturgia de Letícia Guimarães.
Ficha técnica
Direção: Letícia Guimarães
Produção executiva: Fabiana Ferreira
Coreografia: Fabiana Ferreira
Cenografia: Marcelo Scalzo
Figurinos: Maureen Miranda
Adereços: Marcelo Scalzo e Maureen Miranda
Iluminação: Anry Aider
Sonoplastia: Karla Izidro
Arte gráfica: Blas Torres
Elenco: Felipe Custódio, Moira Albuquerque, Negra Silva e Simão Cunha.
Oficina espaço, corpo e som: Eliane Campelli
Preparação vocal: Alysson Siqueira e Karla Izidro
Preparação corporal: Fabiana Ferreira
Preparação de animação de objetos: Renato Perré
Serviço
Temporada: de 12 de junho a 8 de agosto de 2010
Horário: sábados, às 18:00 horas e domingos às 16:00 horas
Local: Sala Raul Cruz, sede da Cia. do Abração. Rua Paulo Ildefonso Assumpção, 725. Bacacheri
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)
Telefone: (41) 3362 9438
Capacidade: 60 pessoas
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: Livre, especialmente recomendada para crianças.
domingo, 23 de maio de 2010
La Traviata, em um mercado na Filadélfia
Recebi de Alice Fontana, minha amiga que mora em Milão, o e-mail com o seguinte texto e com o vídeo do YouTube que pode ser visto aqui. Clique no título do "post" e assista ao vídeo. Imperdível!
O texto do e-mail:
Imagine você no mercado público por exemplo, muito barulho, aquela confusão de gente pra todo lado e de repente alguém começa a cantar uma música completamente contagiante ...
Agora veja mais de 30 membros da Companhia de Ópera da Filadélfia, no meio do povo, em um local público - Reading Terminal Market Italian Festival (foi no dia 24 de abril de 2010) e, passando-se por transeuntes comuns, de repente começam a cantar La Traviata!
Pensa, trovarsi in un mercato, in una fiera e, al'improvviso sentire "la traviata", cantata da persone supostamente comuni, tra la gente....!!!!!
Baci
Alice Fontana
"Vida", o haicai e o performático

Vida é justo um exemplo. Não há Paulo Leminski e há todo o Paulo Leminski em Vida, a visita da Companhia Brasileira de Teatro, de Curitiba, ao universo do conterrâneo mais varrido das letras paranaenses, para espanto e deleite da cidade – agora é que são eles – e do Brasil.
Assim como a palavra não constitui signo absoluto na escrita do autor de Catatau – ela é sempre entranhada a outras pontes imaginárias, mesmo quando no osso -, o texto do diretor Marcio Abreu e a dramaturgia que assina com as atrizes Giovana Soar e Nadja Naira encerram desvios para alcançar o seu próprio objeto de desejo. Apropriam-se da liberdade de linguagem que caracterizou a existência e a produção literária desse artista para construir uma galáxia particular no palco.
O espírito é libertário, primo do literário. Lançando mão da fábula e da fantasia, Vida ergue-se sem dependência biográfica, sem a promissória estilística do poeta. A Companhia Brasileira de Teatro afirma ter investido mais de ano e meio em pesquisa de campo, bibliografia, experimentos. O espetáculo pode ser lido como um haicai performático em suas estruturas e conteúdos livres e inerentes à cena contemporânea. Descama expectativas dramáticas padrões para incorporar à narrativa procedimentos sintéticos mais evidentes da performance, das artes visuais e da música. E sem jamais ostentá-los. Um projeto afinado à trajetória de quem o move – o luminescente Leminski - e radica o ato criador à condição sem a qual não se respira.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Autor por Autor - das coisas do inconsciente coletivo

PROJETO DE PROGRAMA PARA A TVE-BAHIA
Marco conceitual
O povo e, em particular, o estudante baiano conhecem (bem) a literatura baiana e os autores contemporâneos da Bahia? Conhecem seus principais poetas, romancistas, cronistas e contistas? E as obras desses escritores são difundidas e conhecidas aqui na Bahia, na dimensão de suas importâncias dentro da Literatura Brasileira?
No processo formal do ensino da Língua Portuguesa e da Literatura Brasileira, na Bahia, onde e como são destacados os grandes autores que aqui sempre produziram inesquecíveis obras? Que instrumentos além das classes e da leitura de livros, dos grupos de estudos, das palestras, dos seminários e da discussão acadêmica, são democraticamente acessíveis aos baianos?
Estas indagações suscitam outras abordagens sobre a questão e ensejam a proposição de um programa de televisão para ser veiculado na TVE - Bahia cujo principal objetivo é o de revelar quem são os principais e mais ativos escritores baianos de contos da atualidade, qual é o conjunto de suas obras, suas características principais e o que têm contribuído para a Literatura Brasileira, dando instrumentos para que os telespectadores possam refletir sobre suas próprias vidas e estabelecer as relações pertinentes sobre as obras narradas por autores tão criativos e competentes.
Formato
O programa que está sendo proposto vai adotar, em seu formato, uma apresentação do perfil de um escritor, mostrando sua história, suas origens, a cidade e região onde ele nasceu, suas influências, seus contemporâneos, suas principais obras, seus prêmios. As imagens serão feitas na casa do autor e em outros locais que revelem o ambiente onde ele vive e trabalha. O programa vai mostrar uma análise de algumas de suas obras em depoimentos de críticos, professores de literatura, personalidades e leitores. Na parte final do programa, o autor focalizado inicia a leitura de um de seus contos dentro de um ambiente onde vai se desenvolver a ação de uma de suas histórias, num trabalho de adaptação de teledramaturgia de um de seus contos, ou da passagem de um deles, por um grupo teatral baiano.
Produção, direção e captação de patrocínio
O programa será produzido num sistema de co-produção com a TVE Bahia por uma conceituada produtora de vídeo de Salvador, em padrão digital e com as demais características técnicas que se encaixem dentro da programação daquela emissora educativa.
O programa será dirigido pelo jornalista Rogério Viana, que também será o autor do roteiro.
Obedecendo-se as determinações legais que vigem sobre a matéria, o programa será produzido com o patrocínio de uma ou mais empresas do setor privado, na forma de cotas de patrocínio e de apoio. O trabalho de captação do patrocínio será desenvolvido pelo próprio proponente.
Sinopse do primeiro programa
O baú de Pólvora
O focalizado no primeiro programa será o jornalista, crítico literário, romancista e contista Hélio Pólvora, baiano de Itabuna e que foi contemporâneo e amigo de Clarice Lispector quando trabalhava em grandes jornais no Rio de Janeiro.
O programa vai contar a história de Hélio Pólvora com imagens de antigas fotos, filmes, se houver, e quando é que surgiu o gosto pela literatura, sua entrada no jornalismo e as influências que recebeu para escrever seus primeiros trabalhos como contista, os prêmios que conquistou e sua atuação como crítico literário. A infância, os primeiros contatos com a literatura, os amigos, Jorge Amado, Jorge Medauar (recém-falecido), Clarice Lispector, a vida em Salvador, no Rio de Janeiro, o retorno a Salvador e a Ilhéus, onde ele é o diretor da Fundação Cultural de Ilhéus. Críticos, outros escritores, professores de Literatura de escolas e de universidades baianas, bem como leitores (personalidades ou gente do povo), comentarão sobre a obra de Pólvora.
Um grupo de teatro de Salvador vai adaptar um dos contos de Hélio Pólvora que será apresentado na forma de uma narrativa feita pelo próprio autor, integrando-se como espectador privilegiado da obra a ser mostrada em algumas cenas.
Autor do projeto
Jornalista e redator de publicidade Rogério Viana, autor de contos, do roteiro de cinema “Caculé”, da peça teatral “O medo de te perder” e do livro de poemas e haikais “Trinta toques”.
Rogério Viana
71 9995 4XXX (meu telefone de Salvador, na época)