quinta-feira, 1 de julho de 2010

"O que eu gostaria de dizer" retorna hoje ao Rio de Janeiro

"O que eu gostaria de dizer" começa hoje no Rio

A Companhia Brasileira de Teatro está de volta à cidade e apresenta a montagem do espetáculo “O Que Eu Gostaria de Dizer”, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, de 1º a 25 de julho (de quinta a domingo). O elenco é formado por Luís Melo, Bianca Ramoneda e Márcio Vito. Direção de Marcio Abreu.


Pontuada por toques de ironia e humor, a peça trata do drama da fragilidade humana. O próprio caráter frágil da existência física e o tênue limite das relações entre pessoas compõem uma discussão contemporânea e arrebatadora.


No palco, um casal (vivido por Bianca Ramoneda e Márcio Vito), à beira de uma ruptura, expõe suas diferenças. Enquanto isso, numa interposição quase cinematográfica de realidades, Luís Melo vive um homem experiente que se comunica mais diretamente com o público, revelando as angústias da condição humana e a passagem do tempo.


A partir deste núcleo, a dramaturgia foi criada com livres inspirações na obra “O homem ou é tonto ou é mulher”, do escritor português Gonçalo Tavares, e em textos produzidos num processo colaborativo entre diretor e atores. Eles e a companhia foram co-produtores e também co-autores. O diálogo é também a essência do processo de criação deste trabalho.


"O que eu gostaria de dizer” é um encontro feliz entre a companhia, o elenco e o público. A montagem teve sua estreia nacional no Rio de Janeiro, em 2008, e agora volta pra reencontrar o público carioca, após dois anos de turnê, com patrocínio da CAIXA.


O trabalho teve uma mostra de processo no Festival de Curitiba de 2008. Na época, com o nome provisório de “Deserto”, ganhou o palco do “Novelas Curitibanas”. Estas seções de “working progress” tiveram boa repercussão, contribuindo para o amadurecimento do espetáculo.


PARCERIAS


O projeto também contou com parceiros ilustres. Coube ao músico Pedro Luís compor a trilha, juntamente com Antônio Saraiva. A música, importante elemento do espetáculo, foi toda criada originalmente para a montagem. O cenário, assinado por Fernando Marés, incorpora esculturas cenográficas de Cláudio Alvarez. São estruturas como a de casas, que expõem o cotidiano dos personagens e levam o público para dentro de seus detalhes.


COMPANHIA BRASILEIRA DE TEATRO


A Companhia Brasileira de Teatro, que conta com patrocínio da Petrobras, por meio do programa Petrobras Cultural, foi criada por Marcio Abreu, em 1999, em Curitiba, contando também com Giovana Soar e Nadja Naira. Desde então, vem desenvolvendo um trabalho voltado para a pesquisa teatral, a criação de espetáculos e a formação de público. Algumas vertentes e linhas de atuação são identificadas na sua trajetória, como a criação de dramaturgia original; releitura de clássicos; encenação, tradução e edição de dramaturgia contemporânea inédita. Entre seus trabalhos, está a recente temporada bem sucedida no Rio de Janeiro com o espetáculo “Vida”.


FICHA TÉCNICA:


Elenco: Luís Melo, Bianca Ramoneda e Márcio Vito. Direção: Marcio Abreu Dramaturgia: Bianca Ramoneda, Luis Melo, Marcio Abreu, Márcio Vito Preparação de atores: Rossella Terranova Direção musical: Pedro Luís Produção Executiva: Cássia Damasceno Co-realização: Companhia Brasileira de Teatro, Bianca Ramoneda, Luís Melo e Márcio Vito Patrocínio: Caixa Econômica Federal


SERVIÇO:


Espetáculo “O QUE EU GOSTARIA DE DIZER”

Duração: 60 minutos

CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca) Telefone: (21) 2544 4080 Datas: de 1º a 25 de julho de 2010 (De quinta a domingo)

Horários: de quinta-feira a sábado, às 20h. Domingos às 19h.

Ingressos: R$ 10,00 (Inteira) e 5,00 (Meia)

Classificação: 12 anos

Bilheteria: de terça a domingo, de 10h às 20h

Lotação máxima do teatro: 226 lugares (mais 04 para cadeirantes)

Acesso para portadores de necessidades especiais.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pixaim no Teatro José Maria Santos dia 9 de julho

Pixaim, no Teatro José Maria Santos


O espetáculo "Pixaim" estreia no próximo dia 09 de julho, no (Teatro José Maria Santos), com entrada R$ 10,00 e R$ 5,00. Produzido pela Cia. Nossa Senhora do Teatro Contemporâneo, ele faz parte da programação de comemoração dos 30 anos de carreira do artista e produtor Isidoro Diniz.



A peça foi inspirada na antologia de contos contemporâneos de autores de origem africana Terra de Palavras, organizada por Fernanda Felisberto, e vai apresentar os textos dos brasileiros Lande Onawale ("Mukondo e A Bailarina") e Kátia Santos ("Meu Deus, Cadê Esse Menino!"). O título do espetáculo teve como referência o conto "Pixaim", de Cristiane Sobral, e também apresenta a poesia "Mulata Exportação", de Elisa Lucinda.



Sob direção de Rafael Camargo, "Pixaim" trata da questão da invisibilidade do povo afrodescendente brasileiro, abordando situações cotidianas da vida de negros e negras no Brasil. A narrativa é fragmentada, permeada por vídeos e imagens projetadas no palco que contextualizam a forte presença da cultura destas populações na nossa história.



A montagem conta com cinco atores negros em cena. "A idéia é mostrar a história e não reiterar apenas a escravidão. A forma como o negro é tratado hoje revela como eram tratados na época da escravidão e de como este imaginário se construiu e se manteve ao longo dos séculos", explica Diniz.



Texto contundente

Os fragmentos incluem depoimentos dos atores falando sobre preconceito e discriminação, inspirados nas experiências de cada um. "A intenção é dar voz às situações cotidianas, com o objetivo de identificar que o racismo brasileiro existe e, ao mesmo tempo, participar de um processo novo na sociedade brasileira que possa minimizar as questões relacionadas à cor, gênero, raças, religiosidades e orientação sexual. É na diferença que se constituem as identidades brasileiras", comenta a assistente de direção Kátia Drumond.



A estética do espetáculo valoriza a palavra e a imagem: apenas um espaço de cor branca e os atores. Não há figurino nem o tempo cronológico formal. "A tensão está na substituição de situações pelos atores em cenas entrecortadas com imagens fotográficas, vídeo e música. Um movimento de possibilidades de ser e estar replica o comportamento da intolerância, do preconceito velado e do desrespeito corriqueiro em situações cotidianas. Um quebra-cabeça é montado e o final fica a cargo do espectador", enfatiza Camargo.

Ficha Técnica


Direção de produção e pesquisa: Isidoro Diniz
Direção e dramaturgia: Rafael Camargo
Assistência de direção, pesquisa e direção de movimento: Kátia Drumond
Direção de arte: Áldice Lopes
Direção musical: Ricardo Verocai
Designer gráfico: Marco Minini
Iluminação: Waldo Leon

Execução: Elisa Martini

Pesquisa de imagens: Leco de Souza e Marcel Szymanski
Edição de imagens: Leco de Souza


Elenco: Simone Magalhães, Cássia Damasceno, Cássia Gomes, Adriano Carvalhaes, Marcel Szymanski


Serviço -

"Pixaim"


09.07 a 25/07 - de sexta e sábado 20h e domingo, às 19h.


Teatro José Maria Santos
Reserva – Bilheteria do Teatro.
Entrada R$ 10,00 e R$ 5,00

Das coisas da vida: de sorte e de azar

Por ter feito uma opção de vida e de escolha de caminho - a partir do meu quinto decênio de existência (já se passaram 11 carnavais desde então) - tenho me esforçado para entender um pouco o que é o universo do teatro e a dramaturgia tem me atraído mais. Ganhei o direito de escolher um caminho pela minha trajetória profissional e pessoal, principalmente pelas minhas escolhas e meus erros. Minha sorte - e bota sorte nisso - é que nunca me acomodei com ganho nenhum, grandes - raríssimos, pequenos, esporádicos. Nem me deixei abater pelas perdas, sempre intensas, porém enriquecedoras, com suas sinalizações sutis do tal caminho que eu havia escolhido.

Desde 2004 quando cheguei a Curitiba, por contingências de uma oportunidade de trabalho que se configurou, a bem da verdade, por um grande sonho se não fosse simplesmente um enorme engano, tenho procurado me informar sobre a arte da dramaturgia. Já em 2005, durante o Festival de Teatro, pude participar de uma oficina de dramaturgia, importante foi para mim algumas descobertas lá. Nos anos seguintes - se passaram 5 edições desde então - o Festival de Teatro, que até mudou de nome para se transformar em Festival de Curitiba, deixou de oferecer as tais oficinas para quem habita o tempo da dramaturgia que se faz neste primeiro decênio da novo século.

Há, na cidade, na capital paranaense, uma grande e importante faculdade estatal (FAP)que oferece cursos para a formação de atores e de diretores. Recentemente uma faculdade particular, a PUC-PR, abriu novos cursos e incluiu um para formar atores e outro para diretores de teatro. Vários grupos na cidade, uns que conseguem se manter com menos dificuldades, oferecem cursos de teatro, mas somente na mesma linha de formação de atores. É uma opção integrar as escolas desses grupos de teatro. Mas para quem deseja se tornar um ator de formação acadêmica, de nível universitário, tem que frequentar os cursos com currículos mais precisos e carga horária mais ampla, nas faculdades - PUC ou FAP - para depois, ao cabo de quatro anos poder ganhar o tão sonhado registro no DRT.

Teatro não se faz apenas com atores e atrizes formados em faculdades ou em cursos de grupos e escolas de teatro. Para se fazer teatro há a necessária participação de outros profissionais - o produtor (a profissão é diretor de produção), o cenógrafo, o aderecista, o coreógrafo, o iluminador, o figurinista... e outras funções e atividades bem específicas se juntam numa imensa lista de profissionais que podem obter registro no DRT no campo das atividades profissionais ligadas ao teatro. Mas o que falta na lista e no que vem a ser o próprio teatro?

Claro, na tal lista acima referida falta a função, ou a profissão, ou o empenho de pessoas que se dedicam a uma atividade que não é técnica só por ser uma função que pode - e deve ser - artística por excelência. A atividade, a função do autor de textos para teatro, o dramaturgo, o escritor dramático.

Tentei, nos seis anos que vivi em Curitiba, encontrar onde eu poderia me informar e me formar como alguém que pudesse aprender ou reconhecer em si algum pendor ou habilidade para escrever para teatro. Não obtive boas respostas. E como eu já havia, 11 anos antes, iniciado meus estudos solitários em cima da dramaturgia, continuei minha procura, sem deixar, no entanto, de continuar estudando e escrevendo. Como jornalista e fazendo assessoria de imprensa, pude assim, me aproximar de algumas produções de teatro, divulgando aqui e em outros estados, peças de teatro. E continuei a escrever, pesquisar, estudar, dedicando-me integralmente a isso.

Para minha alegria, no começo do ano passado, uma amiga passou uma informação por e-mail de que o SESI Paraná estava recebendo inscrições para interessados em dramaturgia dentro de uma oficina de cunho permanente e que integrava, a partir de então, o chamado Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná, inspirado em modelo criado há anos pelo SESI paulista e com o apoio do British Council. Bem, não foi fácil ter conseguido inscrever-me na tal oficina do SESI. Mas minhas justificativas acabaram me levando a ocupar uma das três vagas disponíveis no grupo da tarde da referida oficina comandada e orientada pelo Roberto Alvim.

Resumo da ópera. A oficina caiu feito uma luva para minha busca de quase seis anos. E agarrei a oportunidade com mais vontade. Durante nove meses dediquei cerca de 12 horas de trabalho, debruçando-me na leitura de textos dramatúrgicos, textos teóricos (esporádicos e esparsos na bibliografia sugerida pelo Alvim), mas fui pesquisar cada tema focalizado com consultas diárias na internet e em sebos e livrarias, onde comprei e tive acesso a vários livros que tratavam da dramaturgia como matéria principal. Mas ninguém pode estudar e conhecer um pouco sobre os meandros da dramaturgia se não fizer algo fundamental: escrever, escrever, escrever muito. E foi o que fiz.

Nas pesquisas que fiz deparei-me com vários textos de autores de língua espanhola. Cheguei a um site da Argentina. Lá, na Argentina, no site do CELCIT, eles tem um Maracanã de referências e muitos Pelés na teoria dramatúrgica, até porque não dividem muito a questão de quem é Pelé argentino, Maradona venezuelano, Ronaldo uruguaio, ou Kaká peruano. Todos são craques venerados independente de qual território oficial tenham nascido. O importante é que todos são craques da dramaturgia e da língua de um certo Cervantes. Sim, o pai daquele sonhador de nome Quixote.

Para aprender um pouco mais sobre dramaturgia - e até dramaturgia brasileira - vali-me da goleada que os argentinos nos dão na questão do estudo e da difusão da arte dramatúrgica. Claro, não fui pesquisar apenas na fonte do Mercosul, nem descobri maravilhas mais próximas dos Andes. O Brasil, claro, tem muita coisa boa em termos de estudos de teatro e da dramaturgia - matéria do meu interesse. Mas o que tem mais qualidade está diretamente ligado, vinculado mesmo ao "interior dos muros" das universidades brasileiras. E pouco aqui se publica, em termos de teoria, sobre dramaturgia em livros. Teses, dissertações, sim, há muitas. Mas o acesso a elas não é muito fácil. Sendo curioso e sabendo caminhar pelo que as ferramentas de pesquisa da Internet oferece, pode-se conseguir textos bem interessantes.

Um dramaturgo, pelo que pude descobrir, não se faz apenas pela pesquisa ou pelo estudo dessa arte. Um dramaturgo se faz, sobretudo, através do exercício diário de uma atividade que amedronta, mas que no final do dia pode dar muito prazer. Ou, várias vezes, pode intimidar, amedrontar, assustar, afastar. Também pode estimular, provocar. Como é meu caso.

Como tenho escrito diariamente ao longo dos meus quarenta e dois anos, escrever não era algo que poderia tornar-se um obstáculo para mim. As questões teóricas, de forma, claro. Poderiam ser barreiras para a escrita. Talvez, até, pudessem ser vistas com desdém, afinal, quem já exerce o papel de dramaturgo - aliás, por aqui, coisa bem restrita a um grupo muito pequeno de habilidosos autores - não ia aceitar bem a chegada de um jornalista curioso e observador na sua praia. E a velha música me veio à mente: "não fuja da raia... agora... eu vou invadir sua praia..."

Sem muita cerimônia, sem pedir licença, mas ganhando o direito de ser incluído no grupo da tarde da Oficina do Roberto Alvim do Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná no ano passado, invadi a praia, repleta de "colegas" com idades de poderem ser meus filhos, uns, claro, não poderiam ter sido, mesmo que eu pudesse ter sido mais precoce do que fui, já que minha filha mais velha fará, nos próximos dias, 42 anos. Invadi a praia e passei a exigir de mim um pouco mais do que, acredito, muitos daqueles jovens se exigiam. Passei a escrever, a pesquisar, a ler, a me interessar muito por cada tema levantado nos encontros quinzenais com o Alvim. E fui, aos poucos, transformando as novas informações, os textos lidos, como solo compactado, sedimentado, para eu construir minha esteira asfáltica, minha estrada rumo à ainda desconhecida dramaturgia que em mim estava e que só poderia ser acessada através da palavra escrita mesmo. Nunca pelas discussões estéreis ou masturbatórias. Para escrever, escreva. Para sonhar, sonhe. Se não colocar a mão na massa, não se faz pão, nem teatro.

Por questões que ainda para mim não estão claras, não pelo que aconteceu - isso está muito claro - mas pelas razões do Roberto Alvim, da Anna Zétola, do Damaceno e de seus acólitos, fui excluído do grupo "avançado" - avançado, por ter passado a primeira etapa, a etapa inicial da oficina que se diz permanente. E minha exclusão se deu, pelo que me foi dito ao telefone pelo Damaceno, por falta de vaga. E não fui excluído por falta de comprometimento, nem de trabalho, nem de dedicação, muito menos de efetiva produção dramatúrgica. Afinal, quem escreveu oito textos de teatro (dois escritos de fevereiro a abril de 2010) e traduziu duas peças de autora franco-argentina, não foi para a oficina com a função ou a idéia de se transformar em obstáculo para as discussões ou a evolução dos demais participantes.

Assim, não concordo e rechaço qualquer insinuação de meus desafetos - muitos ex-colegas na oficina que não se mostram corajosos para se identificarem em suas críticas contra mim - de que "fui uma mala difícil de ser carregada". Até porque, tenho que confessar o quão difícil foi conviver com a arrogância de muitos ex-colegas - e, muito particularmente, do coordenador do Núcleo, o jovem Marcos Damaceno - o que usufruiu muito da minha dedicação e esforço, do trabalho que lhe ofereci e que ele tão bem soube aproveitar e que, depois, contrariado nos seus interesses com minha negativa de não me submeter aos caprichos, simplesmente excluí-me da nova turma com a justificativa de que não havia vaga, esquecendo-se que, por e-mail (que tenho bem guardado) minha presença havia sido anunciado anteriormente.

Bem... para finalizar, peço a ajuda de Mário Quintana:

AZAR

Quando guri, eu tinha de me calar, à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem.

(do livro CADERNO H, página 167, Editora Globo - São Paulo - 2006 - 2a. edição)

Por enquanto, eu me calo. Mas não deixarei de estar atento a tudo. E sem deixar de ler, de escrever e de fazer o trabalho que me propus. E que tem apresentado resultados, podem acreditar.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Quatro exemplares de livro com textos de teatro


O volume 9 com textos da Nana Rodrigues e da Cláudia Brito

A Nana Rodrigues deixou comigo para serem doados a interessados quatro exemplares do volume 9 da coleção de textos do Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná. O volume 9 a Nana divide a edição com a Cláudia Brito. O texto da Nana é "Para Consumo Imediato" e o da Cláudia é "Paraíso 46".

Quem desejar receber um dos quatro exemplares, basta fazer seu pedido no comentário abaixo deste post. Depois pode me enviar um e-mail informando seu endereço para que eu possa encaminhar o exemplar pelo correio.

Autores e as peças da coleção "Primeiras obras"

Os livros da coleção "Primeiras Obras"

Os livros da coleção "Primeiras Obras" - que estou distribuindo gratuitamente alguns exemplares - recebi 2 coleções completas (20 volumes) e mais 5 exemplares do volume 8 (Damaceno) - tem as seguintes peças em cada volume, a saber:

Volume 1 - Otávio Martins (118 páginas)
A turba
Depois da Chuva
Últimas notícias de uma história só

Volume 2 - Gabriela Mellão (228 páginas)
Nijinski
A história dela
Parasita
Em camadas
Desolador

Volume 3 - Ivam Cabral (96 páginas)
Chove muito lá fora
Uma arquitetura para a morte
Gerard, a tragédia
De quem sois?

Volume 4 - Sérgio Roveri (192 páginas)
A coleira de Bóris
Não contém glúten
Ensaio para um adeus inesperado

Volume 5 - Vera Sá (123 páginas)
Caos
Romance
O homem-poltrona

Volume 6 - Sérgio Mello (224 páginas)
Temporada de caça
Aos ossos que tanto doem no inverno
Ladeira em carrinhos de supermercado
Explicando a morte para crianças de 6 anos
Summer

Volume 7 - Rudrifran Pompeo (111 páginas)
A casa

Volume 8 - Marcos Damaceno (101 páginas)
Água revolta
Para Luís Melo
(Árvores Abatidas ou para Luís Melo foi o título do espetáculo que estreiou o texto)

Volume 9 - Lucianno Mazza (253 páginas)
A memória dos meninos
Carne viva
No meio do caminho
Temporal
Três t3mpos

Volume 10 - Dramamix 2007 (esgotado - tem 478 páginas)

Escolham o volume e anotem o pedido num comentário abaixo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Livros disponíveis para doação

Ainda estão disponíveis os seguintes volumes para serem doados. Coleção Primeiras Obras - SP Escola de Teatro:

Atualizado em 29 de junho de 2010 - 22h02

Volume 1 - Otávio Martins (1 exemplar)
Volume 2 - Gabriela Mellão (esgotado)
Volume 3 - Ivam Cabral (1 exemplar)
Volume 4 - Sérgio Roveri (1 exemplar)
Volume 5 - Vera Sá (2 exemplares)
Volume 6 - Sérgio Mello (1 exemplar)
Volume 7 - Rudrifran Pompeo (2 exemplares)
Volume 8 - Marcos Damaceno (7 exemplares)
Volume 9 - Lucianno Mazza (2 exemplares)
Volume 10 - Dramamix 2007 (esgotado)

Escolham o volume e anotem o pedido num comentário abaixo.

domingo, 27 de junho de 2010

O teatro brasileiro perde Alberto Guzik

O teatro brasileiro perdeu, ontem, Alberto Guzik (biografia aqui). Reproduzo, aqui, os dois últimos posts dele em seu blog, no dia 15 de fevereiro de 2010 quando ele se internou para submeter-se a uma cirurgia delicada. Leia sobre ele no site da SP Escola de Teatro onde era um dos coordenadores pedagógicos.

os dias e as horas - blog do alberto guzik

15/02/2010

neste amanhecer

neste deslumbrante amanhecer, em plena segunda-feira de carnaval, embarco em minha viagem rumo à travessia do rio letes e à descida para o hades. quando voltar, relatarei o que vi e vivi. o hades não é um reino fácil de se visitar. ninguém retorna de lá sem estar transformado. sei disso. e prometo partilhar com os leitores destes dias e destas horas aquilo que vou vivenciar. dionisos me acompanha na viagem, além de ótimos amigos e do amor de muita gente. evoé.



Escrito por alberto guzik às 07h02
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recado

não posso me afastar deste espaço sem deixar uma palavra para todos os diretores, arte-educadores, colaboradores e artistas aprendizes da sp escola de teatro - centro de formação das artes do palco. estamos no limiar da transformação do sonho em realidade. e se a realidade for áspera, como muitas vezes é, não se esqueçam jamais, de que as raizes dela estão no sonho. no sonho de construir a melhor escola de teatro que este país ja teve. uma escola tão boa, tão ampla, tão aventureira, que possa nos ajudar a mudar também este país, que anda tão precisado de sonhos. meus queridos. não estou fisicamente com vocês aí, agora, mas estou por inteiro aí, também. tenham a certeza disso. e nunca, nunca esqueçam que este projeto nasceu de um sonho, e de que é pelo sonho que tem de ser alimentado. viva a sp escola de teatro. lembrem-se de que somos todos servidores de dionisos. evoé!



Escrito por alberto guzik às 06h58
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