sábado, 23 de julho de 2011

Estúdio Luis Louis - Mímica total do Brasil - Últimas vagas

Estúdio Luis Louis: Centro de Pesquisa e Criação da Mímica Total do Brasil
Últimas Vagas

2° Semestre de 2011 – Matrículas abertas!
Nesse semestre teremos turmas iniciantes e avançadas de Mímica Total & Teatro Físicocom o Luis Louis e Clown com o Fernando Vieira. Todos os cursos são direcionados para atores, bailarinos, clowns, peformers e estudantes dessas áreas. Começa em Agosto, garanta já a sua vaga!
Confira abaixo toda programação:

*Mímica Total e Teatro Físico* - com Luis Louis (vide programa)
 • Módulo 1: De 10/08 à 30/11 de 2011. Quartas-feiras, das 19:30h as 22:30h.
Objetivos Gerais:
Um intenso estudo e vivência da arte da Mímica e do Teatro Físico, sob o olhar da Mímica Total, que entende a mímica como ato de corporificação da vida, integrando pensamento, corpo e voz. Esta jornada mapeia a evolução das práticas, das técnicas e do pensamento desta arte, que contempla o surgimento do ator-performer (autor/ator, criador/obra) e do corpo como o próprio pensamento (corpo pensante). O programa aborda os fundamentos da Mímica Clássica, Moderna e Contemporânea, esta última também chamada de Teatro Físico. 
O processo tem como objetivo potencializar a presença do ator e desenvolver uma gramática corporal refinada, possibilitando meios e liberdade para transformar pensamentos, idéias e emoções em realidade física. Fortalecer a posição e a atitude do ator colocando-o no centro do processo de criação.

 • Módulo 2: De 09/08 à 29/11 de 2011. Terças-feiras, das 19:30h as 22:30h.
Objetivos Gerais:
Verticalizar o estudo da Mímica Total intensificando o estudo do personagem, narrador e persona, técnicas avançadas, improvisação, desconstrução e criação de seu manifesto. É um semestre muito exigente dedicado a todos que já cursaram o módulo 1 e desejam mergulhar em novos desafios.

*Clown* - com Fernando Vieira (vide programa)
 De 08/08 à 28/11. Segundas-feiras, das 19:30h às 22:30h

• Programa:
Jogos de integração de grupo, Contato com o “nariz-máscara”, História do Clown, Aquecimento de atenção: “Seu mestre mandou”, Apresentação do figurino, História do Clown Branco e Augusto, A consciência do Clown: Mr. Marcel, As emoções do Clown, A voz do clown, O corpo e a postura, Animais, Escatologias e o Sexo do Clown, Contato com o Bufão, A paródia, A observação do cotidiano, O circo, A observação do outro, A liberdade, Improvisação individual, em dupla e em grupo


Inscrições:
• Solicitar ficha de inscrição pelo e-mail: cursos@cialuislouis.com.br, ou, pelo tel.            (11)3129-8852      .
• Mensalidades: R$ 310,00 (cada curso)

• Local: Estudio Luis Louis - Rua Frei Caneca, 322 - 3° andar Consolação, São Paulo/SP.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Leitura do texto "O dia em que morreu Leminski"

Três personagens: a alma feminina, um outro, ele e seus dilemas.
Naiara Bastos, Val Salles e Felipe Custódio, os atores.
Com direção de Léo Moita e a participação dos atores Felipe Custódio, Val Salles e Naiara Bastos (que faz aniversário hoje), será realizada leitura dramática do texto "O dia em que morreu Leminski", de minha autoria, no dia 24 de agosto de 2011, a partir das 18h30, no Auditório Paul Garfunkel, na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba.


A data marca a passagem dos 67 anos de nascimento do polêmico poeta paranaense Paulo Leminski. No mesmo dia será aberta na BPP uma exposição de fotos e com textos de Leminski, produção do MIS - Museu da Imagem e do Som de Curitiba.


Sinopse

Um escritor, numa tarde, acorda assustado em seu apartamento no meio de livros que estão sendo encaixotados para uma mudança. Ele quer transportar seus livros e levá-los para um lugar “seguro e seco”. Ao acordar, recebe a visita de um de seus personagens, ou um dos seus heterônimos, que veio ajudá-lo a embalar os livros para essa mudança. Depois que o personagem sai, entra uma personagem, outro heterônimo de alma feminina, que o provoca com lembranças de épocas em que o escritor se embebedava e assistia a freqüentes assembléias de livros em suas estantes. Os três personagens, um personagem e dois heterônimos, relembram fatos da vida do escritor que sabe que esta será sua última mudança e que, em breve, ele deixará de ser poeta para virar poesia, que deixará de ser autor para ser personagem, que vai deixar de ser escritor para transformar-se num livro.

Personagens

Demétrio Trindade - o escritor que está de mudança. Será interpretado pelo ator Felipe Custódio.

Marcelo Antero - heterônimo do escritor, outro personagem, um amigo. Val Salles fará o personagem.

Lílian Pedrozo - uma alma feminina, outro heterônimo, uma amiga e presença constante na vida do escritor. Naiara Bastos fará a personagem.


Uma fala do personagem Demétrio Trindade


(...)
Um livro de poucas páginas quando fica ao lado ou sobre um livro de muitas páginas parece que fica enciumado e começa a inchar, a inchar... Fica inflado de vontades. Quer ser um livro da pesada. Percebe? Quer ser um livro da pesada! E, quando pego ele com outros, seu peso é insuportável. Esse livrinho é insuportavelmente pesado. Parece que ganhou peso na companhia de outros com melhor conteúdo. Livros mais graves. Esses livros, que arrasto feito corrente de fantasmas ingleses, ainda vão me matar. Sei. Ainda vão me matar. Não que sejam venenos. Ou que sejam explosivos. Ou uma mortífera arma. Ou que estejam como uma imensa torre ou uma ponte prestes a desabarem. Prontos a soterrar alguém, não. Esses livros ainda vão me matar, pois são misteriosos demais para meu entendimento. Estão ainda fora do meu alcance. São desafiadores demais. Impenetráveis demais. Demais misteriosos. Ali, na prateleira – agora esparramados pelo chão – ficam me espreitando e esperando que eu os descubra, que os leia, ou releia... Que retome a leitura parada em esquecidas páginas... Esses livros ainda vão me matar, tenho certeza. Vão me matar de sede. Vão me matar de fome. Talvez me matem de tristeza. Não tenho certeza, nem tento entender se será eles mesmo eles a causa de minha morte. Esses livros vão me matar. Que isso fique bem claro. Pois com eles estabeleci um tipo de dependência, sabe... Eles são indispensáveis para mim e eu sou um possível leitor para eles. Mesmo não sendo leitor, sou um fiel depositário de tantos escritos.
(...)

Vaquinha para confeccionar camisetas



Antigamente a gente fazia vaquinha para várias coisas: comprar uma bola de capotão, o uniforme do time, carne e cerveja para um churrasco.
Os sonhos eram enormes e custavam tão pouco. E a vaquinha era mágica.
Aquela vaquinha tem novo nome:
Agora é crowdfunding.
O que sempre existiu como vaquinha não deixou de ser vaquinha. É mesmo vaquinha.
Com um nome novo, o objetivo é o mesmo: financiar um sonho, um desejo, uma vontade.
Crowdfunding – financiamento público, na tradução brasileira – foi a solução que encontrei para empreender a realização de uma idéia, na verdade, um sonho.
O sonho agora é montar minha primeira peça de teatro (das 16 já escritas por mim). O projeto da peça está em fase de aprovação pela Lei Rouanet no Ministério da Cultura. Mas, para ajudar a divulgar o projeto, que será viabilizado pela lei federal de incentivo à cultura, vou realizar uma leitura pública da peça “O dia em que morreu Leminski”, na data em que o poeta Paulo Leminski completaria 67 anos – 24 de agosto de 2011. Vai acontecer no auditório Paul Garfunkel, na Biblioteca Pública do Paraná em Curitiba.
E onde é que entra a tal vaquinha? Aquele que tem o nome de crowdfunding?
A idéia é divulgar o projeto com a leitura e, na leitura, doar camisetas para que os interessados em cultura, teatro, poesia, música, literatura, levem a lembrança do polêmico poeta paranaense, o polaco loco paca, o Leminski, numa camiseta que foi criada e que desejo que os amigos ajudem a produzir financiando em uma vaquinha, que tem agora um novo nome: crowdfunding.
Os amigos poderão financiar de 2 a 5 camisetas. E, no milagre da multiplicação, 2 vão virar 4, 3 serão 6, 4 se transformarão em 8 e 5, vejam só, vão gerar outras 5 camisetas. Os colaboradores/financiadore​s, os participantes da nossa vaquinha, receberão, em 10 de agosto (o local da retirada será combinado entre a produção do evento e o apoiador/financiador), as camisetas que financiou e as camisetas que foram multiplicadas serão doadas no evento do dia 24 de agosto de 2011, na Biblioteca Pública do Paraná, e durante a divulgação do projeto. Este projeto que precisa agora das suas colaborações, nesta vaquinha.

Como funciona

Os colaboradores/financiadore​s doarão de 2 a 5 camisetas. Receberão de 2 a 5 camisetas e outras 2, 3, 4 ou 5 (conforme colaborarem/financiarem) serão doadas na promoção da leitura da peça, na Biblioteca Pública do Paraná.

Sobre o evento, veja este link aqui.

Os valores das colaborações/doações são:

2 camisetas (2 + 2) = R$ 48,00
3 camisetas (3 + 3) = R$ 72,00
4 camisetas (4 + 4) = R$ 96,00
5 camisetas (5 + 5) = R$ 120,00

As camisetas serão confeccionadas em malha preta de fio penteado 30.1 em policromia. A empresa Fuzetto Camisetas, de Curitiba (PR) é quem vai confeccionar as camisetas que já foram compradas antecipadamente.
As camisetas serão confeccionadas nos tamanhos M, G e GG, na modelagem tradicional brasileira.
Como doar/financiar
Depositar o valor correspondente ao número de camisetas a serem doadas/financiadas em agências da Caixa Econômica Federal ou Agências de Loterias credenciadas pela Caixa.
Conta corrente 0192-5 – Agência da Caixa 1524 – Operação 003 – Cliente Nova Forma Assessoria.

Informar o depósito/doação e indicar os tamanhos das camisetas

Através do e-mail rogeriobviana@yahoo.com.br​ os doadores/financiadores informarão o valor depositado, anexando cópia do depósito efetuado e indicarão os tamanhos das camisetas que vão receber.

VÁLIDO SÓ PARA CURITIBA
NÃO SERÃO ENVIADAS CAMISETAS PARA OUTRAS CIDADES



Esta é a estampa  em policromia das camisetas que estão sendo
confeccionadas em malha preta - fio penteado 30.1

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vertigem no Teatro José Maria Santos


VERTIGEM

27 de Julho a 14 de Agosto de 2011 – Quarta a Sábado às 20h e Domingo às 19h

Teatro José Maria Santos – Rua Treze de Maio, 655 – Centro
Ingressos R$20 (inteira)R$10 (professor, estudante, acima de 60 anos e classe artística)

Agendamento de sessões especias para grupos fechados - subitacompanhia@gmail.com 
Fone 41 9996 4100

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mostra Cena Breve Curitiba - sétima edição


A CiaSenhas Teatro e a Núcleo Produções propõem a realização da Mostra Cena
Breve Curitiba – a linguagem dos grupos de teatro com o objetivo de criar um
espaço de encontro, experimentação e reflexão, onde os grupos de teatro poderão
compartilhar suas propostas estéticas em cenas de até 15 minutos.
Em sua 7ª edição, a Mostra abre inscrições para grupos de teatro que desenvolvem
um trabalho continuado de pesquisa e criação teatral, e reafirma a intenção de
fortalecer a produção artística de coletivos teatrais responsáveis pela diversidade
estética da cena contemporânea.
Em 2011, a Mostra receberá 16 cenas que farão 02 sessões diárias (às 19h e às
21h) no Teatro Novelas Curitibanas. Destas, 4 cenas serão escolhidas para uma
curta temporada, encerrando a programação. Este formato amplia a participação
dos grupos e proporciona à cena novos encontros com a platéia.
Aceite o desafio e inscreva sua cena!


Informações e inscrições para o Cena Breve aqui.
Vejam mais no blog da Cia.Senhas.

Por que o Brasil não tem indignados?

Fiz a tradução do texto oportuno do jornalista espanhol Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal "El País" e que está sendo reproduzido por vários sites e blogs brasileiros.

A cobrança que Arias faz é legítima. Até porque ele, morando no Brasil, não aceita que nós sejamos cordeiros e cordatos com relação ao que a corrupção política tem trazido de malefícios para todos nós. Permitir que os políticos continuem a fazer o que fazem, que retirem de contratos e contas públicas o dinheiro que falta para a melhoria da saúde (abalada, sempre), transportes (deficiente), infraestrutura (precária), educação (abandonada), segurança (ineficaz), é assinar um atestado de burrice. Coisa que eu não sou e não assumo assim. Também não aceitarei ser chamado de conivente. E contra isso eu quero lutar ainda mais fortemente. Hoje, mais uma vez, estou deixando de publicar, aqui, um espaço para os estudos do teatro e da dramaturgia, para, como cidadão brasileiro, assinalar, aí sim, traduzir para o português o que escreveu com tamanha lucidez o jornalista Juan Arias. E minha tradução de um tema político, para mim se transformou num tema de consciência e de lucidez. Tudo o que um escritor, um estudioso da dramaturgia, tem que ter: consciência e lucidez. Para não permitir, sobretudo, que essa "nossa coletiva omissão" se transforme num atestado eterno de termos permitido, em nosso tempo, que os políticos fizessem de nossa história uma verdadeira e inaceitável tragédia.



Por que o Brasil não tem indignados?

Juan Arias – EL PAÍS – Espanha

O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha demitido dois de seus principais ministros, herdados do governo de seu antecessor, Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci, uma espécie de primeiro ministro, e o de Transportes, Alfredo Nascimento), demitidos sob os escombros da corrupção política, pode-se perguntar aos sociólogos por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos tenha chegado a fazer extensiva a idéia de que “todos são uns ladrões” e que “ninguém vai para a cadeia”, não exista o fenômeno, hoje em voga em todo o mundo, do movimento dos indignados.
É que os brasileiros não sabem reagir diante da hipocrisia e falta de ética de muitos dos que os governam? É que não lhes importam que os políticos que os representam, no Governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios, sejam descarados sabotadores do dinheiro público? Se perguntam, não poucos analistas e blogueiros políticos.
Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes têm apresentado até agora a menor reação diante da corrupção dos que os governam. Curiosamente, a mais irritada diante do assalto aos cofres públicos por parte dos políticos, parece ser a primeira presidente mulher, a ex guerrilheira Dilma Rousseff, que demonstrou publicamente seu desgosto pelo “descontrole” em andamento em áreas de seu governo. A presidente já retirou de seu governo – diz que ainda não terminou a limpeza – dois ministros chaves, com o agravante de que foram herdados de seu sucessor, o popular Lula da Silva, que lhe pedira para mantê-los no governo.
Hoje a imprensa diz que Dilma começou a desfazer-se de certa “herança maldita” de hábitos de corrupção do passado. E por que não provoca eco nas pessoas na rua, ressuscitando aqui também o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam as redes sociais? O Brasil, depois da ditadura militar, saiu às ruas inspirado pela marcha das “Diretas já”, para pedir a volta das urnas, símbolo da democracia. Também o fez para obrigar ao ex presidente Collor a deixar seu cargo diante das acusações de corrupção que pesavam sobre ele. Mas hoje o país está calado diante da corrupção em andamento. As únicas causas capazes de levar para a rua até dois milhões de pessoas agora são os homossexuais, os seguidores das igrejas evangélicas na festa de Jesus e os que pedem a liberação da maconha.
Será que os jovens não têm motivos para exigir um Brasil não somente cada dia mais rico (ou menos pobre, pelo menos), mais desenvolvido, com maior força internacional, se não também menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, onde um cidadão comum, depois de 30 anos de trabalho, se aposente com 650 reais (400 euros), enquanto um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros)?
Em breve o Brasil será a sexta maior potência econômica do mundo, mas no momento é o mesmo em desigualdade social e na defesa dos direitos humanos. Entretanto trata-se de um país onde não se permite à mulher abortar, o desemprego de pessoas de cor alcança uns 20% - contra 6% de brancos – e a polícia é uma das mais violentas do mundo.
Há quem justifique a apatia dos jovens pelo fato de que uma propaganda bem sucedida os convenceu de que agora o Brasil é invejado por todo o mundo (e é em outros aspectos). Ou que a saída da pobreza para 30 milhões de pessoas tem levado a acreditar que tudo está bem, sem compreender que um cidadão da classe média européia equivale mesmo hoje a um rico daqui.
Outros justificam pelo fato dos brasileiros serem gente pacífica, pouco dada a protestos, e que gosta de viver feliz com o que têm e que trabalha para viver, em vez de viver para trabalhar. Tudo isso também é certo, mas não se explica ainda por que, em um mundo globalizado, onde se conhece no mesmo instante tudo o que acontece no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada, os brasileiros não lutem para que o país, apesar de ser mais rico, também seja mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis. Assim é o Brasil que os honestos sonham deixar para seus filhos, um país onde as pessoas, no entanto, não perderam o gosto de desfrutar do pouco ou muito do que tem e que seria ainda melhor se surgisse um movimento de indignados, capaz de limpá-lo das sujeiras da corrupção que agridem todas as esferas do poder.


(tradução de Rogério Viana)


Leiam mais sobre o texto de Juan Arias, no blog do Reinaldo Azevedo, da revista VEJA.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Gargólios" de Gerald Thomas - uma crítica de Reinaldo Azevedo

Leia a crítica de Reinaldo Azevedo sobre a montagem "Gargólios" de Gerald Thomas. Leia neste link.


GARGÓLIOS


Gargólios é o espetáculo que a London Dry Opera Company apresenta em curta temporada em duas cidades paulistas. Até 24 de julho tem sessões no teatro do SESC Vila Mariana, em São Paulo e, nos dias 30 e 31 de julho, será a vez do Teatro do SESC Santos.
A história mostra um garoto cego, cujo nome tem origem muçulmana, e que busca um endereço em Nova York. Pergunta a várias pessoas e leva nas mãos um bilhete (referência a Samuel Beckett) e uma rosa morta (referência a Jean Genet). “Se Freud estivesse vivo, provavelmente diria que somos os nossos próprios ‘E’ (maiúsculo) piores inimigos”, diz Thomas.
Gargólios tem direção associada e de movimento de Daniella Visco, iluminação de Caetano Vilela, cenografia, figurino e objetos de cena de Jan-Eric Skevik, além de trilha sonora de John Paul Jones, que inclui solo de piano original composto especialmente para a encenação. A peça é encenada em Inglês, com legendas em português.
Com direção de Gerald Thomas, após três anos sem encenar no Brasil, este é seu segundo trabalho com a companhia londrina. Para o diretor, o espetáculo lida com aquilo que não queremos ver, mas também com aquilo que fomos antes da era dos atentados.
Gargólios
SESC Vila Mariana
Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às18h
Tel.:             (11) 5080-3000          (11) 5080-3000