segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Uma certeira flecha


Nem um dia se passa sem notícias suas

Comentários críticos

Rogério Viana


Joaquim, bem sucedido cirurgião, acaba de perder o pai e se interna na casa onde sua família viveu para resgatar, de baús e de sua memória, mais que simples objetos – discos, livros, roupas. Naquela casa, onde passou sua vida até os 27 anos, ele vai para inventariar lembranças e emoções e descobrir quanto importante será remexer em objetos e reviver o que havia ficado ao longo do caminho e o que lhe será revelado no instante em que estiver lá, na solidão de suas lembranças.

Joaquim é Edson Celulari, na montagem de “Nem um dia se passa sem notícias suas”, texto de Daniela Pereira de Carvalho, dirigida por Gilberto Gawronski, que está em cartaz no Teatro do Leblon, na sala Tonia Carrero, no Rio de Janeiro.

Ao pegar uma luminária móvel de uma fraca e quente luz amarela – dessas utilizadas por mecânicos para iluminar motores de carros – Joaquim é surpreendido pela entrada em cena de Juliano, seu irmão mais novo, que aparece segurando, entre cortinas transparentes, uma outra luminária móvel, de uma luz mais forte, porém, branca e fria.

Está posta em cena o que vai acontecer. O calor das lembranças e dos acontecimentos reais esmaecidos pelo tempo, passam a ecoar na frieza de uma realidade antes jamais entendida ou percebida pelo competente cirurgião. Ele, que salva vidas, relembra ter ficado impotente diante da trágica cena de encontrar seu irmão morto, que se transformou numa ilha rodeada de sangue e pedaços de si mesmo ao ter se suicidado com um tiro na cabeça.

No instante em que Juliano entra em cena, os objetos que iam ser resgatados, deixam de ser importantes e o que Joaquim passa a viver está apenas dentro dele mesmo, no seu olhar para aquelas coisas. Joaquim olha para dentro de si e empreende um acerto de contas com o passado, na solidão de um espaço onde o que apenas tem vida é ele próprio. Aquele lugar, criado por Daniela Pereira de Carvalho, é um mundo onde “o presente foge, o passado volta e o futuro passa”.

A peça foi escrita para ser encenada por Edson Celulari e seu sobrinho Pedro Garcia Netto e, talvez, amparado nesta indelével marca da consanguinidade, os dois atores tenham conseguido empreender um jogo orgânico, potente e eficaz que foi construído pela segura e discreta direção de Gawronski em cima do texto de Daniela Pereira de Carvalho.

Sem exageros melodramáticos, Celulari e Garcia Neto – tio e sobrinho – fazem verter insuspeitas lágrimas, quando os irmãos se encontram, no tempo onírico da memoria, mas, depois, muito mais potente, no campo físico mesmo, quando pai e filho, o adulto seguro se encontra com um deslumbrado e amoroso filho, que revela e demonstra sua forte ligação com seu avô recém falecido e com o tio que ele só conheceu por fotos e de quem é uma perfeito cópia física.

A montagem tem algumas sutis citações, pelo menos percebidas por mim: nas cenas iniciais, num tipo de “A chorus line” improvisado, o diretor faz Celulari lembrar e citar a ex mulher do ator, a atriz e bailarina Cláudia Raya. Cita, também, pela bela trilha sonora de música norte-americana, um passado musical e dançante daquelas famílias – da que se faz presente como personagens e na que tio e sobrinho vivem fisicamente ao se tocarem, em longos abraços, e numa dança que flui tão bonita e tão desajeitada como a dança da vida e o afeto em cada olhar, em cada palavra, em cada lágrima que a tristeza de Joaquim só consegue verter para dentro de si mesmo, mas que é viva, presente e esperançosa pelo filho adolescente, que se diz “emo” e que pega da casa do avô, um simbólico arco e flecha. Aquele que ele, com certeza, vai arremessar suas esperanças para um futuro menos trágico e dolorido que o presente vivido pelo seu pai, no confronto de suas lembranças com o passado.

A emoção da montagem atingiu o alvo e, na plateia, o aplauso veio com a certeza de ter sido atingida por uma certeira flecha: os afetos primários de todos nós podem ser sempre resgatados se tivermos os olhos abertos para o revelado pela bela poesia que a jovem autora Daniela Pereira de Carvalho criou para tio e sobrinho, dois irmãos, pai e filho. Nós e eles. O real e o sonho. O prazer de sorrir depois da catarse de um choro que veio espontâneo numa noite chuvosa do Rio de Janeiro.

NEM UM DIA SE PASSA SEM NOTÍCIAS SUAS - Texto de Daniela Pereira de Carvalho. Direção de Gilberto Gawronski. Com Edson Celulari e Pedro Garcia Netto. Sala Tônia Carrero do Teatro do Leblon. Quintas, 18h (a partir de 15/09), sexta e sábado às 21h30, domingo às 20h.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Uma certa maçã mordida


Como provocação e homenagem, numa tentativa de haikai em duas versões:

meu mundo ficou
maior depois daquela
maçã mordida


o mundo ficou
menor depois daquela
maçã mordida

(à memória do Steve Jobs)

Eu mordi a tal maçã em 92 quando editei umas das primeiras revistas brasileiras inteiramente num Macintosh e que era só de coisas boas, deliciosas e que engordam muito: "Gelados & Doces", na cidade de São Carlos. Todo o trabalho foi feito na Takano, a empresa paulistana que produzia, à época, os fotolitos para grandes editoras e gráficas e que iniciava um trabalho com edição de publicações exclusivamente de forma digital. E a melhor plataforma era aquele revolucionário Mac. Desde, então, fiquei Macmaniac!

Depois, em 94, comprei três Macintosh e editei outras tantas revistas na cidade de Piracicaba.

--- minutos depois do post acima ---

Publiquei o texto acima e, minutos depois minha mulher pediu-me que eu lesse, para ela, algum texto da Bíblia que eu ganhara nesta terça-feira, da nossa amiga Carmem Villaça de Veron.

Foi assim que abri o zíper do pequeno exemplar da Bíblia e folheei aleatoriamente suas páginas e, deixei que me dedo apontasse para uma de suas páginas.

Fiquei muito surpreso com a primeira palavra que li: macieira.

E então eu li o versículo inteiro (Cântico dos Cânticos - 2:3):

Como a macieira entre as árvores
da floresta,
assim é o meu amado
entre os outros homens.

Pois é, como explicar isso?

O amor de Salomão, a beleza dos seus cânticos, tem, nesta dimensão planetária de uma nova forma de comunicação entre os homens, a presença de Jobs, aquela infindável e inesgotável "macieira", um dos mais amados "entre os outros homens".

Quem tiver uma resposta que, por favor, faça uma outra pergunta...

Rogério Viana, Curitiba - Paraná - Brasil - 6 de outubro de 2011 - às 11h03

domingo, 2 de outubro de 2011

Novo texto traduzido: "Caramelo de nova york", do venezuelano Juan Martins

Juan Martins em seu escritório em Maracay, Venezuela
Há uns dias fui contatado pelo professor de literatura, editor, crítico, autor e diretor de teatro da Venezuela, Juan Martins, através do grupo do Celcit, no Facebook. O premiado autor venezuelano se mostrou interessado pela minha provocação de que "o teatro e a dramaturgia brasileira não deveriam ficar de costas para o que acontece com montagens e a escritura de textos teatrais nos países da América Latina". Eu defendi a necessidade de estabelecermos um maior e mais contínuo intercâmbio com quem também faz teatro nos países de língua espanhola e que estão tão próximos de nós, no continente sul americano.

Juan Martins, que é professor de Literatura Latinoamericana na UPEL - Universidad Pedagógica Experimental Libertador, é filho de imigrantes portugueses (de São Miguel, Açores) e abriu para mim a possibilidade de trocarmos informações sobre o que ele escreve para e sobre teatro em Maracay, onde mora. Visitei três blogs que ele publica (informarei todos logo abaixo) e vi que poderíamos iniciar uma troca de informações e de olhares sobre teatro e dramaturgia.

Assim, pedi que ele me enviasse dois de seus textos para que eu pudesse traduzi-los para o português. Filho de portugueses que é, Juan conhece nossa língua e gostou da ideia de ver um dos seus textos traduzidos para o português brasileiro. Ele, então, enviou-me dois textos e em uma semana fiz a tradução de seu texto "Caramelo de nova york" (assim mesmo, escrito em letras minúsculas).

"Caramelo de nova york" recebeu, na Venezuela, em 2007, o prêmio "Bienal de Literatura Miguel Ramón Utrera". Vejam informações sobre o texto e o prêmio que ele recebeu no site "Resonancias Literarias" da Venezuela.

O texto de Juan Martins em síntese é o encontro de duas mulheres - Betty e Elisa - que vivem um melodramático desenlace em um vagão de metrô de Nova York. São seres alienados que agoniados pelas convenções sociais optam por confrontarem suas existências de uma maneira nada convencional.

Aqui, um pequeno trecho de "Caramelo de nova york":

(...)

Betty – Vou falar sobre a mulher. Preciso de silêncio.
Elisa – Ah...
Betty – As mulheres...
Elisa – Você e eu somos mulheres.
Betty – Não somos uma minoria.
Elisa – Eu sei. Olhe ao seu redor.
Betty – Representamos cinquenta e cinco por cento da humanidade.
Elisa – Sei...
Betty – Não somos uma minoria. Representamos a maioria. Temos nossos direitos...
Elisa – Sei...
Betty - ... A dar nossas opiniões. A sentir e realizar nossos sonhos. Não deixemos que façam por nós...
Elisa – Claro que não...
Betty – Nós fazemos a diferença... Não eles, os homens, o sistema.
Elisa – Sistema?
Betty – Existe uma pequena linha entre realizar e sentir o valor que nós mulheres temos para não deixar as coisas passarem. Não devemos ter vergonha de sermos mulheres.
Elisa – Explique, porque utiliza palavras que ninguém entende...
Betty – Falo muito sério.
Elisa – Eu também falo. Nenhuma mulher vai entender que está falando de um potente pênis, saboroso, elegante e quente que vai fazê-la sentir-se feliz.
Betty – Não é assim que quero falar de sexo nem de mulher...
Elisa – Ah... não! Veja Betty, nós mulheres queremos ser felizes. Por um instante. Com tanta falta de homens...
Betty – Está me interpretando mal...
Elisa – Não acredito, eu faço por bem. E digo bem do sexo.
(...)

Os blogs de Juan Martins:




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Novas dramaturgias - um site com textos de teatro


@dramaturgia: antologia de novas escritas cênicas, organizada por Beatriz Resende, Daniela Amorim e Juliana Pamplona, com patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura, quer divulgar o que há de mais importante, inovador, polêmico e instigante na escrita cênica contemporânea, dando ao público facilidades de acesso a textos que já não precisam esperar por publicações em outros suportes.


Unir textos teatrais escritos na última década (2000 – 2010), que podem ser baixados em sua versão completa, a recursos diversos da web, promovendo a convergência de múltiplas linguagens e fornecendo informações sobre os autores é uma aposta na ampliação da discussão sobre o fazer dramatúrgico hoje. Dar visibilidade a tendências presentes na dramaturgia contemporânea brasileira, fazendo circular as obras e superando barreiras geográficas é um dos objetivos do site.


Escritores e organizadores querem, com esse trabalho, aproximar o novo fazer teatral do público, dos leitores e dos críticos em espaço virtual disponível a todos os interessados na dramaturgia contemporânea.


Além dos textos, há entrevistas em vídeo e escritas com os autores.
Acessem os textos dos autores clicando sobre o nome:

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Oficina de Texto Dramático na Biblioteca Pública do Paraná



De 24 a 28 de outubro, a Biblioteca Pública do Paraná promove oficina de texto dramático com o diretor e dramaturgo Marcos Damaceno. As inscrições devem ser feitas até o dia 15 de outubro, pelo email oficina@bpp.pr.gov.br

Os interessados devem encaminhar para esse endereço um breve currículo e um formulário respondendo as seguintes questões:

1) Por quê você quer participar da oficina de dramaturgia?
2) Quais as últimas peças de teatro a que você assistiu?
3) Quais as últimas peças que você leu?

O material será avaliado pelo próprio Damaceno. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Esta é a sétima edição da Oficina BPP de Criação Literária em 2011. Já passaram pela Biblioteca grandes nomes da literatura brasileira contemporânea, como Michel Laub, Luiz Ruffato, Humberto Werneck, entre outros.

Marcos Damaceno é diretor e dramaturgo. Escreveu os espetáculos Água Revolta (2003), Sobre Tempos Fechados (2007) e o monólogo Árvores Abatidas ou Para Luís Melo (2008), baseado na obra do austríaco Thomas Bernhard. Todos os textos foram encenados pela Marcos Damaceno Companhia de Teatro, sediada em Curitiba.


Serviço
Oficina BPP de Criação Literária – Texto Dramático, com Marcos Damaceno.
De 24 a 28 de outubro, das 14h às 18h.
Inscrições: 15 de setembro a 15 de outubro.
Na Sala de Reuniões, no terceiro andar da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133, Centro, Curitiba-PR), (41) 3221-4974.
Aulas gratuitas. Vagas limitadas.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Seance - As algemas de Houdini





Elenco de "Seance - As algemas de Houdini"
(foto de Marco Novack)


SEANCE - AS ALGEMAS DE HOUDINI


2011 está sendo um ano extremamente produtivo para a Vigor Mortis e seu diretor Paulo Biscaia Filho. A boa safra teve início no Rio de Janeiro com a celebrada estreia de “Os catecismos segundo Carlos Zéfiro” que lotou sessões no CCBB-RJ antes de fazer casa cheia no Guairinha em uma rápida temporada curitibana. Em abril, com uma produção da MKF, Biscaia estreou “Avenida Independência 161 - Trilha Sonora para Coisas Irreversíveis”. Pouco depois, lançou os curtas do projeto “Nevermore - Três pesadelos e um delírio de Edgar Allan Poe”, que já teve exibições no festival RioFan, em um programa ao lado do polêmico “A Serbian Film”, além de sessões no México e Estados Unidos. Em julho, Biscaia rodou seu segundo longa metragem: “Nervo Craniano Zero”. Baseado na peça homônima, o filme está em fase de edição e deve estrear no ano que vem.

No meio deste turbilhão, e antes de apresentar as montagens “Manson Superstar” em Brasília e circular “Graphic” pelo nordeste do país, a companhia que produziu “Morgue Story”, na quarta feira, dia 21 de setembro, estreou sua nova montagem : “SEANCE - AS ALGEMAS DE HOUDINI”.

“Quem acha que já viu tudo o que a Vigor Mortis pode fazer, está enganado.”, afirma Biscaia, “SEANCE segue a tradição da companhia como mais uma viagem cênica dentro da linguagem filmes de horror, mas diferente de tudo o que já fizemos”. O diretor explica que a nova peça faz referência aos filmes da célebre produtora britânica Hammer, que ficou famosa com os filmes de Christopher Lee e Peter Cushing. A montagem quer recriar o prazer de assistir a esses filmes em programações madrugueiras de TV nas décadas de 70 e 80 somada a um viés político.

“Nos deliciávamos com o pavor de ver aqueles filmes dublados com cenas de horror que hoje parecem mais canhestras que assustadoras. Enquanto víamos TV, o verdadeiro terror estava acontecendo em salas de tortura do governo militar. Esta montagem une esses dois elementos. Essa é a vocação da Vigor Mortis. Juntar coisas que aparentemente jamais dialogariam, mas cuja união é absolutamente coerente”.

A sinopse da peça explica isso. Em julho de 1969, na noite em que a Apollo XI vai supostamente pousar na lua, quatro figuras peculiares são convocadas a um encontro por um homem misterioso. Uma psiquiatra especialista em hipnose, um padre exorcista, uma famosa médium e um mágico escapista. Este estranho grupo descobre que está em um centro de tortura de um país de regime ditatorial não identificado. Sua missão é desvendar um mistério que envolve um guerrilheiro morto e um demônio milenar.

“Claro que é trash!”, brada o diretor, ”Essa palavra está um tanto desgastada, mas se quiserem usar, estejam à vontade. Trash em cinema sempre esteve ligado ao desconhecimento de limites e abusos na comunicação com o público. É desta forma que eu vejo o termo ‘Trash’. E por isso, me orgulho de ser chamado de trash”.

O texto de SEANCE começou a ser escrito em 2005 e traz em seu ritmo e diálogos uma estética mais próxima de Morgue Story, que teve sua estreia uma no antes. Em 2009, o texto foi finalizado após ser selecionado pelo Edital Oraci Gemba do Fundo Municipal de Cultura e fez parte de publicação distribuída ela Fundação Cultural de Curitiba. No entanto, o diretor afirma que nunca se viu como um autor e sim como um diretor que escreve roteiros para suas montagens. Por conta dessa visão, a encenação do texto sofreu mudanças e a a proposta de direção não se preocupou em respeitar rubricas publicadas. “O texto foi escrito e me serviu como guia para a montagem, mas apenas encená-lo ao pé da letra seria frustrante e seguro. É necessário encontrar um risco estético no momento da materialização da peça no palco”, diz Biscaia.

O elemento mais bizarro da montagem está em uma escolha no mínimo estranha de uso do texto. Boa parte da peça é dublada. Isso mesmo. Os atores interpretam em uma língua inventada enquanto que suas próprias vozes dão texto em português e com a típica interpretação canastrona de dubladores dos anos 60. “É um lugar de interpretação que existe apenas no universo da dublagem”. O diretor explica que isso também é uma escolha relacionada a repressão.”É angustiante não poder ver ao certo o que uma pessoa está dizendo. Em todos os sentidos”, diz o diretor.

SEANCE também traz desde seu título uma referência ao lendário mágico americano Harry Houdini, famoso na virada do século XIX para o século XX por seus números de escapismo. Houdini fez fama de correntes, caixotes em lagos congelados e caixões enterrados. O personagem da peça Charles Cavalier (interpretado por Andrew Knoll, vencedor do Troféu Gralha Azul por ‘Manson Superstar’) é um discípulo de Houdini desde os atos de mágica até o hábito de desbancar falsas seances (palavra usada para descrever sessões de espiritismo), mas é por seus atos de fuga que ele traz a metáfora definitiva a montagem. Um escapista em um país prisioneiro. “Esse conceito de prisão não precisa ser ligado apenas ao governo militar, mas também aos políticos contemporâneos que são tão ‘coronelistas’ quanto Médici.”, polemiza o diretor.

A montagem também marca uma nova fase da Vigor Mortis com novas faces no elenco. Além de Andrew Knoll como o mágico, a peça traz Luiz Bertazzo (de “O Homem Piano’) como o misterioso homem de terno preto, Rubia Romani como a psiquiatra junkie, Luiz Carlos Pazello faz o padre exorcista e Guenia Lemos (que acaba de encerrar as filmagens de Nervo Craniano Zero) como a médium Margueritte.

“É um elenco criativo e empolgante. Como os personagens da peça, a princípio parece ser um grupo peculiar, mas aos poucos eles constroem uma cumplicidade que sustenta a narrativa da peça”, elogia Biscaia.

A montagem estreia no Espaço Dois. A mesma casa que abrigou em 2004 a estreia de Morgue Story, montagem que determinaria os caminhos da Vigor Mortis. Desde então a companhia não retornava ao espaço
.

Local: 

Espaço Dois, Rua Comendador Macedo, 451 - Centro, 41 3362-6224
Quando: De 21 de setembro a 23 de outubro.
De Quarta a Sábado às 21:00
Domingos as 20:00.
Sessões EXTRA : nos dias 9, 16 e 23 de outubro às 17:00.

Não haverá apresentação da peça nos dias 30/09, 01 e 02/10.

Ingresso - Quanto: 

Quartas R$2,00(inteira) e R$1,00(meia);
Quintas R$6,00(inteira) e R$3,00(meia);
Sexta a domingo: R$10,00(inteira) e R$5,00(meia).

Texto | Direção | Videos : Paulo Biscaia Filho
Direção de Produção: Marco Novack

Estrelando:Andrew Knoll - Cavalier
Guenia Lemos - Margeritte, a Médium
Luiz Carlos Pazello - Padre Lucas/ Irmã
Luiz Bertazzo - Homem de Terno
Rubia Romani -Dra. Estela Zorn
Christiane de Macedo - Mãe
Gustavo Saulle - V
Marco Novack - stand in

Cenário | Figurinos | Adereços : Paulo Vinicius
Iluminação: Wagner Corrêa
Maquiagem: Marcelino de Miranda
Sonoplastia: Marco Novack/Paulo Biscaia Filho
Ass. de Figurinos: Day Bernardini
Ass. de Produção: Nika Braun
Cenotécnico : Birapaes
Operadora de luz: Erica Mitiko
Operadora de som e videos: Thaisa Pinheiro Carvalho
Orientador de Mágica : Mágico Hugo Moraes
Design Gráfico: José Aguiar
Diagramação material gráfico:  Fabiano Vianna
Fotografia: Marco Novack
Uma Realização : Vigor Mortis Video Stage and Words


Informações: marconovack@mac.com