sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Últimas atividades da Oficina de Dramaturgia em 2009

Oficina de Dramaturgia tem dois encontros com Roberto Alvim


Os dois últimos encontros de 2009 dentro da Oficina de Dramaturgia sob o comando de Roberto Alvim vão acontecer nos próximos dias 15 e 16 de dezembro. No dia 15, terça-feira, será dada continuidade na leitura e comentários sobre os exercícios que os participantes desenvolveram sob a temática da "transmigração de consciência" e "transmutação do sujeito". O encontro será no Teatro José Maria Santos. Já no dia 16, na sala de ensaios do Marcos Damaceno, serão apresentados os novos projetos que serão desenvolvidos a partir de 2010, no segundo ano de funcionamento da Oficina de Dramaturgia que é patrocinada pelo SESI PR dentro do seu Núcleo de Dramaturgia. Após a apresentação dos novos projetos vai acontecer uma confraternização, com "amigo secreto" - os presentes deverão ser livros sobre dramaturgia e teatro.

Inscritos para o Workshop com o Samir Yazbek

O autor e diretor de teatro Samir Yazbek participa, de 8 a 11 de dezembro, em Curitiba, de palestra e workshop sobre dramaturgia, em eventos promovidos pelo Núcleo de Dramaturgia patrocinado pelo SESI Paraná.

No dia 8 de dezembro, a partir das 20 horas, no Teatro José Maria Santos, Yazbek vai proferir a palestra “A Importância da Dramaturgia Hoje”, e deve focalizar a importância da dramaturgia num mundo em que os meios de comunicação de massa se expandem a cada dia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente no site do Núcleo de Dramaturgia.

“Dramaturgia em Movimento” é o tema do workshop exclusivo aos integrantes da Oficina Permanente do Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná que Yazbek vai coordenar e onde vai apresentar o estudo de conceitos e as mais variadas correntes estéticas e ideológicas que culminam nas possibilidades de uma dramaturgia contemporânea. O workshop será apresentado no Teatro José Maria Santos, das 19 às 23 horas.

OS INSCRITOS

Relação dos inscritos para o Workshop com Samir Yazbek dias 9 a 11 de dezembro de 2009 no Teatro José Maria Santos:

1 - Alexandre França
2 - Angélica Rodrigues
3 - Bárbara Lia
4 - Cláudia Brito
5 - Cléber Braga
6 - Cynthia Becker
7 - Douglas Daronco
8 - Éberson Galiotto (Preto)
9 - J. D. Baggio
10 - Lígia Oliveira
11- Marcelo Bourscheid
12 - Max Reinert
13 - Otávio Linhares
14 - Patrícia Kamis
15 - Paulo Renato
16 - Paulo Zwolinski
17 - Rogério Viana

Os inscritos deverão efetivar a matrícula no Workshop e emitirem e imprimirem o boleto para pagamento da taxa de inscrição de R$ 12,00 através do link:


Haverá necessidade de ser preenchida, também, a matrícula para a palestra do dia 8 de dezembro, com o Samir Yazbek, e pode ser feita através do link (clicar sobre a notícia do evento, onde tem a foto do Yazbek)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pequeno trecho de "Parent(es)is - Fábula para seis ou mais vozes"

Vai um pequeno trecho de "Parent(es)is - Fábula para seis ou mais vozes".

Vós – Nunca, isso nunca. Nunca eu sentei no
colo de ninguém para ganhar doce. Ou para
ganhar qualquer coisa difícil de se conseguir. O
que veio, veio por outro tipo de esforço.
Esforço-me muito para aprender. Dou a cara
para bater. Se caio, levanto. Caio de novo.
Sempre caio. Mas é tão bom quando a gente dá
a outra face. Mas eu imediatamente uso de força
desmedida e revido. Dou uma porrada! Que
coisa mais besta é essa de dar a cara para bater
dos dois lados! Bateu, levou! É meu lema. Se o
senhor der mais desconto eu levo quatro. Pode
embrulhar.

Eu – Naquela casa de praia. Não sei, mas foi
num destes feriados prolongados onde toda a
cidade vai para a praia. Todos foram. Começou
a aparecer gente, gente. Ele tocou a campainha.
Jamais eu imaginei que ele fosse aparecer, tanto
tempo depois. Mas apareceu. Tocou a
campainha. Trazia uma caixa. Claro, tinha mais
cerveja que roupa. Tinha mais vodca, que
comida. Mas tinha, também, mais cara de pau,
que vergonha. Ele não se envergonhava de
nenhuma das aprontadas que tinha feito comigo.
Mas, fazer o quê? Eu adorava o filho da puta!

Ele – Ah, não me venha com essa conversa
mole. Esta lenga-lenga! Eu sei doutora, eu sei
que a senhora está acostumada a tratar de
crianças remelentas. Mas não fale assim
comigo. Não sou criança e estou pagando o
valor da consulta integral. Não tem desconto?
Se não tem desconto, quero tratamento integral
de gente grande. Diga logo o que tenho e não
fique com frescuras, eufemismos. Mentiras.

Provocador acidental - Viver Bem - Gazeta do Povo

Marcos Damaceno no ensaio de "Árvores Abatidas"

Ele ganhou destaque na imprensa nacional este ano com a peça Árvores Abatidas, que ironiza nomes do teatro local. Mas o dramaturgo paulista Marcos Damaceno, radicado em Curitiba, diz que dificilmente se renderá aos apelos do sucesso.

(Viver Bem - Gazeta do Povo - Curitiba - 29 de novembro de 2009)

Veja a íntegra da matéria no link:

Parent(es)is - Fábula para seis ou mais vozes

Parent(es)is - Fábula para seis ou mais vozes


Nos três últimos encontros com o Roberto Alvim ele falou nas muitas instâncias de tempo e de espaço que um texto teatral pode ter. Citou o francês Armand Gatti, ele que foi o criador do termo "teatro de possibilidades". Alvim citou e pediu que todos lessem o texto de outro francês, o Michel Vinaver (A procura de emprego), e também os textos da inglesa Sarah Kane (Ânsia) e "Quarteto", do alemão Heiner Muller.

Nos textos dos autores citados (ele também citou Richard Maxwell), há uma narrativa fragmentada, muitas vezes ela vem em fluxo contínuo e o tempo e espaço não são lineares. Alguns personagens podem contar histórias - simultâneas ou não - de mais personagens. Nos textos pode aparecer o que se chama de "transmigração de consciências" e até a "transmutação do sujeito". Ele é ela, ela é ele. Eles são elas, pode ser que sim, pode ser que não. Alvim destacou que é "preciso ter fé na linguagem" e que "só através da palavra pode-se mudar o tempo e espaço".

Acho que concordei com ele. Tivemos que fazer um exercício em casa, depois, escrevemos um exercício no encontro de 24 de novembro, lá no Teatro José Maria Santos. O que escrevi em casa, para espanto dos meus colegas, decidi não apresentar naquela tarde. Fiquei ouvindo o que os colegas escreveram. Muitas vezes a gente aprende mais quando fecha os olhos e escuta do que quando lê de olhos bem abertos, mas com o espírito voando solto por aí.

A brincadeira dos colegas no momento em que eu declarava não ter "feito" o exercício, acabou provocando em mim o desejo, a vontade mesmo, de escrever algo novo, usando um pouco do que tenho ouvido como inspiração e não como plágio ou cópia. Passei alguns dias. Na manhã de sexta-feira, ao acordar, achei que podia utilizar como título (sempre começo meus trabalhos pelo título) o que agora apresento: Parent(es)is - Fábula para seis ou mais vozes.

Minha idéia era deixar vir alguma coisa onde houvesse a presença de familiares, pais, mães, irmãos, parentes, enfim. Mas, também, para que entre esses "parentes" pudessem aparecer alguns "bastardos", uns filhos da puta que sempre surgem para nos causar problemas ou, até, para nos darem muito prazer. Também, como o título possa sugerir, entre parêntesis, que a criação pode ser cruzada, não pela minha própria consciência, mas pelo que de inconsciente os personagens pudessem sugerir durante a escrita do texto. Deixei o parêntesis sempre em aberto. Como quis, deliberadamente, deixar um parêntesis entre os personagens que fossem aparecendo, ocasionalmente ou como os agentes de uma primeira voz, não dei nome a eles e pedi para que a gramática me ajudasse: assim, antes de ter Patrícia, Eliane, Douglas, Pagu, Roberto ou Rogério, eu utilizei EU, TU, ELE, NÓS, VÓS, ELES. Sim, não personagens, mas pronomes. Os que são singulares e os que são plurais.

Vou mostrar alguns trechos do novo texto nos "posts" que farei a seguir. Se puderem aguentar e ler e, quem sabe, comentarem, eu e as vozes pronominais agradeceremos muito.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

São Paulo ganha escola de formação para profissionais das artes cênicas

Uma escola de teatro proposta por artistas, com o objetivo de formar profissionais especializados nas artes cênicas. Essa é a idéia por trás da São Paulo Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, que será inaugurada hoje, dia 25 de novembro de 2009, na capital paulista pelo Governo do Estado de São Paulo.


A Escola de Teatro funcionará inicialmente na Oficina Cultural Amácio Mazaroppi, no bairro do Brás, e oferecerá oito cursos regulares, com carga horária mensal de 96 horas, que abrangem o amplo espectro do fazer teatral: iluminação, técnicas de palco e cenografia, atuação, direção, humor, sonoplastia, e dramaturgia.

Os cursos são dirigidos a jovens maiores de 18 anos (com 2º grau completo) e artistas que buscam aperfeiçoar seus conhecimentos na área do teatro. Serão abertas 1.200 vagas, ao ano, sendo 200 para artistas-aprendizes regulares e as demais para artistas-aprendizes dos cursos de difusão cultural.

“A Escola integra as ações de formação cultural realizadas pelo Governo do Estado e irá formar técnicos qualificados como iluminadores, técnicos de som e palco, cenógrafos entre outros”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, João Sayad.

Coordenados por Guilherme Bonfanti (iluminação), J.C. Serroni (técnicas de palco e cenografia), Rodolfo García Vázquez (atuação), Hugo Possolo (direção), Marici Salomão (dramaturgia), Raul Barretto (humor) e Raul Teixeira (sonoplastia) – os cursos têm coordenação pedagógica de Alberto Guzik, assessorado por Sérgio Salvia Coelho, e direção de Ivam Cabral.

Em novembro, tem início um concurso público para a seleção e contratação dos professores que irão lecionar na Escola e também as inscrições para o processo seletivo dos artistas-aprendizes. “Com base na experiência profissional dos coordenadores de cada curso, o projeto pedagógico da Escola preparará o artista-aprendiz para os desafios do mercado”, destaca Alberto Guzik.

A proposta da Escola é adequar os estudantes a processos nos quais não haverá predomínio de um diretor, dramaturgo ou ator, mas uma contribuição horizontal e harmônica de cada integrante do projeto. “O artista formado pela Escola vai participar de um universo múltiplo e dinâmico, no qual cada setor dialoga plenamente com o outro”, finaliza o diretor pedagógico.

Os artistas-aprendizes regulares devem cumprir quatro horas de aulas de terça a sábado, durante dois anos. Já os artistas-aprendizes dos cursos de difusão cultural terão quatro horas de aula, uma vez por semana, durante quatro meses. A escola também estará aberta à população que poderá conferir a palestras, debates e workshops.

“Reunimos profissionais de diferentes coletivos teatrais para pensar em uma Escola que atenda às necessidades da classe e, ao mesmo tempo, forme cidadãos conscientes e participativos”, afirma o diretor da São Paulo Escola de Teatro, Ivam Cabral.

Instalações


O prédio da Oficina Cultural Amácio Mazaroppi, onde funcionará a São Paulo Escola de Teatro até sua sede ficar pronta, foi projetado em 1911 para abrigar a antiga Escola Normal do Brás. Depois sediou a Escola Padre Anchieta e hoje, além de ser um patrimônio histórico do Estado (tombado pelo Condephaat em 1988), abriga a Oficina que é responsável pelo resgate da cultura popular e pelo intercâmbio entre artistas com atividades de formação e inclusão cultural voltado para o público amador e profissional.

Com a chegada da São Paulo Escola de Teatro ao local, a Oficina será adaptada para receber cerca de mil artistas-aprendizes, até a sua sede administrativa ficar pronta, no segundo semestre de 2010, na Praça Roosevelt. O imóvel, que passa por reformas, possui mais de 1,7 mil m². No local, além de salas de aula, teatro, auditório, haverá espaço de exposições, biblioteca, camarins, salas multimídia, ateliês, vestiários e espaços para ensaio.

Ações do Governo na área de teatro


O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, desenvolve políticas públicas voltadas para as artes cênicas em seus programas de produção e difusão. Um dos exemplos é o Circuito Cultural Paulista, programa que em 2009, promove 175 apresentações de 45 grupos teatrais em diversos municípios do Estado, até o final do ano. Para 2010, a linguagem predominante do Circuito será o teatro, com o objetivo de aumentar em pelo menos 30% o número de contratações.

Ainda no que diz respeito à difusão, durante a Virada Cultural Paulista, que, em 2009, levou a 20 cidades, 563 atrações culturais a um público de mais de 1 milhão de pessoas, foram apresentadas 87 peças de teatro entre elas Querô, do Folias d’Arte, Ménage com Domingas Person e O Barril com Angela Dip.

A produção teatral também é atendida pelo Programa de Ação Cultural – ProAC, nas suas duas formas de apoio: editais ou incentivo fiscal (ICMS). Com o incentivo do ProAC, atores e diretores não só conseguiram ganhar os palcos, mas também conquistar prêmios importantes como a peça As Rainhas – Duas Atrizes em Busca de um Coração, de Cibele Forjaz, que levou, entre outros, a 21ª edição do Prêmio Shell, deste ano.

Além disso, em parceira com Organizações Sociais de Cultura, são oferecidos os teatros Sérgio Cardoso, Teatro de Dança e o São Pedro na capital, e no interior do Estado, o Auditório Claudio Santoro, o Teatro Procópio Ferreira e o Teatro Estadual de Araras “Maestro Francisco Paulo Russo”, com programação regular de espetáculos.

Mais informações à imprensa:


Approach – Secretaria de Estado da Cultura


Karla Dunder – (11) 2627-8162 – kdunder@sp.gov.br
Ciro Bonilha – (11) 2627-8243 – cbonilha@sp.gov.br

Flavia Faiola – (11) 2627-8166 – ffaiola@sp.gov.br

Hoje, lançamento da SP Escola de Teatro

PROGRAMAÇÃO - LANÇAMENTO DA SP ESCOLA DE TEATRO - CENTRO DE FORMAÇÃO DAS ARTES DO PALCO

O lançamento da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco será realizado no dia 25 de novembro.
Nos dias subsequentes ao evento, de 26 a 29 de novembro, uma série de apresentações e palestras vão ocupar a sede provisória da SP Escola de Teatro no Brás.

Serão duas palestras diárias, às 16h00 e às 19h30, intercaladas por leituras dramáticas e espetáculos de grupos teatrais nacionais e internacionais.

PROGRAMAÇÃO

Dia 25 de novembro
Lançamento oficial (convidados)

Dias 26 a 29 de novembro
(aberto ao público)

Após seu lançamento oficial, no dia 25 de novembro, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, com sede provisória na Avenida Rangel Pestana, 2.401, Brás, abre suas portas para o público. A programação deste grande encontro cultural oferece conferências, exposições e espetáculos com entrada gratuita. Estas apresentações marcam o início das atividades da Escola. Os cursos regulares têm início em fevereiro de 2010.


Quinta-Feira, 26 de novembro

16h – Conferência sobre Cenografia: O coordenador do curso de Cenografia e Figurino da SP Escola de Teatro, J.C. Serroni, apresenta conferência com José Dias*.

*José Dias – Cenógrafo atuante no teatro e na televisão. Mestre e Doutor pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA–USP). Nos palcos, colabora com Aderbal Freire Filho, Moacyr Góes, Bibi Ferreira, Antônio Mercado, entre outros diretores. Algumas de suas mais marcantes criações são Campeões do Mundo (1980), de Dias Gomes, O Preço (1988), de Arthur Miller, e A Trágica História do Dr. Fausto (1989), de Christopher Marlowe.

17h30 Cia. Brasileira de Teatro e o ator Luis Melo apresentam montagens
A Cia. Brasileira de Teatro apresenta work in progress do espetáculo Descartes com Lentes, texto do escritor e poeta curitibano Paulo Leminski. O espetáculo ainda está em construção e o público vai acompanhar o processo de montagem da peça. Em seguida, o diretor Marcio Abreu e o ator Luis Melo apresentam leitura dramática do texto Um Calcanhar Avariado e outras Histórias, de Manoel Carlos Karam.

19h – Conferência sobre Humor: O coordenador do curso de Humor da SP Escola de Teatro, Raul Barretto, apresenta conferência com Jorge Rodrigues Loredo*.

*Jorge Rodrigues Loredo Ator e humorista, Loredo, também advogado, é mais conhecido por sua personagem “Zé Bonitinho”. Do tipo galanteador, a personagem tem sua história contada no documentário Câmera, Close!, de Susanna Lira. “Zé Bonitinho” surge na década de 60 e continua aparecendo em programas como A Praça é Nossa, do SBT, o que demonstra a capacidade do artista em perpetuar a mesma figura em diferentes gerações. Jorge Loredo integra o elenco de filmes como Chega de Saudades, lançado em 2008 e Quando o Tempo Cair, de 2006.


Sexta-Feira, 27 de novembro

16h – Conferência sobre Direção Teatral: O coordenador do curso de Direção da SP Escola de Teatro, Hugo Possolo, apresenta conferência com o ator e diretor Emílio Di Biasi*.

*Emílio Di Biasi – Paulistano, figura de destaque no cenário teatral brasileiro, Emílio é referência tanto em interpretação quanto em direção, de teatro ou televisão. Nos anos de 1960, ao lado de Abujamra e Antônio Ghigonetto, funda o Grupo Decisão. Na década de 1980, dirige as marcantes montagens A Vida de Carlos e Carlos (1987) e ppp@WllmShkspr.br (1988), com Os Parlapatões, esta última lhe rende prêmio de melhor direção da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (Apetesp) naquele ano.

17h30 – Apresentação de Eduardo Okamoto.. O ator fará uma demonstração de trabalho baseada no espetáculo Agora e Na Hora de Nossa Hora, que conta a história de Pedrinha, uma sobrevivente da Chacina da Candelária que viu morrer oito meninos de rua. Os métodos de criação da peça são descritos pelo ator em torno de três pilares fundamentais: preparação corporal, observação de pessoas como base para a criação da personagem e criação dramatúrgica.

19h – Conferências sobre Técnicas de Palco: J.C. Serroni, coordenador do curso de Técnicas de Palco da SP Escola de Teatro, apresenta conferência com Raul Belém Machado*.

*Raul Belém Machado – Cenógrafo, figurinista e arquiteto, o mineiro Raul Belém Machado é um dos mais importantes profissionais de sua área no Brasil. Atualmente ocupa o cargo de diretor artístico do Palácio das Artes da Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte, MG, onde participa ativamente de montagens de óperas, balés e peças teatrais. Também trabalha com educação, onde coordena núcleos de ensino das artes cênicas dentro e fora da Fundação Clóvis Salgado.


Sábado, 28 de novembro

16h – Conferência sobre Sonoplastia: O coordenador do curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro, Raul Teixeira, apresenta conferência com Tunica Teixeira*.

*Tunica Teixeira – Nasce em Santos, litoral paulista e, ainda jovem, faz uma escolha em favor do teatro que muda a sua vida. Em 1971, abandona a Faculdade de Rádio e TV para se dedicar à sonoplastia de peças teatrais. No mesmo ano, estreia nos palcos na montagem de Corpo a Corpo, de Oduvaldo Viana Filho, e direção de Antunes Filho. Desde então, assina trilhas para os mais importantes espetáculos e colabora com os principais grupos teatrais de São Paulo, sendo reconhecida com diversos prêmios Shell e Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (Apetesp).

17h30 – Apresentação de Jan Ferslev, do grupo Odin Teatret: Demonstração de trabalho do irrequieto músico e ator dinamarquês Jan Ferslev, do grupo Odin Teatret. A companhia, na qual está há mais de 20 anos, foi fundada por Eugenio Barba, na Noruega. Numa mistura de teatro, música e dança, Jan revela as nuances dos espetáculos produzidos por seu grupo, que mostra as diferenças e semelhanças entre dançarinos, atores e músicos. Revela, assim, a disciplina para desenvolver o controle do corpo e da voz como pontos de partida para a criação de partituras físicas e vocais.

19h – Conferência sobre Dramaturgia: Marici Salomão, coordenadora do Curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, apresenta conferência com Luís Alberto de Abreu*.

*Luís Alberto de Abreu - Poucos nomes na dramaturgia brasileira conseguem fazer tão bem a ligação entre o popular e o erudito como Luís Alberto de Abreu. Nascido em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo, Luís transita com desenvoltura por vários campos do fazer teatral, sendo grande entusiasta do processo colaborativo da escrita. Trabalha com Antunes Filho, no CPT (Centro de Pesquisa Teatral), com Antônio Araújo, do Teatro da Vertigem e com Gabriel Villela, entre outros. Fundador da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes ao lado de Ednaldo Freire, o dramaturgo desenvolve sólido trabalho de comédias populares com a companhia.


Domingo, 29 de novembro

14h – Conferência sobre Atuação: O coordenador do curso de Atuação da SP Escola de Teatro, Rodolfo García Vázquez, apresenta conferência com a atriz Denise Fraga*.

*Denise Fraga – Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, Denise Fraga mora em São Paulo há mais de duas décadas. Com formação teatral e experiência de mais de 20 anos nos palcos, é fundadora, ao lado de Moacir Chaves, do Grupo Cite-Teatro, que levava escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro montagens com textos dos principais comediantes brasileiros do Século XIX, como Martins Pena e França Junior. Como atriz, interpretou, durante seis anos, a empregada doméstica “Olímpia”, em Trair e Coçar é Só Começar, um dos maiores sucessos teatrais brasileiros de todos os tempos.

17h30 – Apresentação do espetáculo Medea Del Olimar: Obra de Mariana Percovich, da Cia. Complot, do Uruguai. Espetáculo baseado em fato real sobre uma mãe que mata a filha, no interior do Uruguai. O fato é apresentado como metáfora que transcende a crônica policial. A dramaturga e diretora opta por escrever para uma só atriz, valorizando a multiplicidade de vozes dentro do monólogo. O espetáculo é interpretado por Bertha Moreno.

19h – Conferência sobre Iluminação: O coordenador do curso de Iluminação da SP Escola de Teatro, Guilherme Bonfanti, apresenta conferência com Roberto Gil Camargo*.

*Roberto Gil Camargo Diretor e iluminador, com experiência em teatro e dança. É autor de quatro livros sobre sonoplastia e iluminação. Além disso, publica artigos sobre luz no Brasil e no exterior. Defende tese de doutorado em Iluminação, na PUC-SP, sob orientação da professora e crítica Helena Katz. Leciona Iluminação no curso de graduação em Teatro na Universidade de Sorocaba e atua como professor convidado de Lighting Design no Instituto Politécnico do Porto, na cidade de Portugal, desde 2004.

EXPOSIÇÕES

(Abertura - 26 de novembro)

Espaços Teatrais: A Evolução da Arquitetura Cênica na História e a sua Interação com o Som e a LuzA exposição de J.C. Serroni, realizada numa parceria do Espaço Cenográfico com a SP Escola de Teatro, revela a evolução do espaço cênico através dos tempos, da Grécia aos nossos dias. A montagem é acompanhada de um desenho de luz que dá ao espaço da exposição uma atmosfera evidentemente teatral. A mostra pode ser caracterizada como a primeira produção da SP Escola de Teatro já que é realizada por um dos seus coordenadores, e demonstra a preocupação pelo ensino técnico que a Escola oferece.

Fotografia de Palco- Nos últimos 25 anos, as lentes da fotógrafa Lenise Pinheiro captam flagrantes dos mais importantes espetáculos de teatro no País. A editora Senac São Paulo e as Edições SESC SP reúnem estes registros no livro Fotografia de Palco 25 anos, utilizado como suporte desta exposição. A mostra é um recorte histórico que revela a memória do teatro nacional. Mais do que um registro, é um trabalho artístico captado com perícia e sensibilidade pela fotógrafa.

Instante Eterno - O fotógrafo paulistano Bob Sousa, que também captura imagens de palco, apresentará parte de seu acervo nesta exposição realizada dentro da programação de lançamento da SP Escola de Teatro. O artista registra, há cinco anos, grande parte das recentes montagens na capital paulista. Entre elas, peças como “Os Sertões – A Luta I”, “Confissões das Mulheres de 30” e “A Filosofia na Alcova”.

Perpetuar o Efêmero - Adalberto Lima fotografa para documentar, lembrar e perpetuar o efêmero das apresentações do teatro de grupo. O sentido da continuidade das pesquisas e aprofundamento do fazer teatral que esses grupos desenvolvem são questões que atraem o fotógrafo. Alguns pontos comuns entre os diversos grupos, mesmos que sutis, poderão ser observados nas fotos que compõem esta mostra.

Entrada gratuita

SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco
Avenida Rangel Pestana, 2.401 – Brás, São Paulo SP
T 11 2292-7988 – 2292-8143
info@spescoladeteatro.org.br


Mais em: http://spescoladeteatro.org.br/a_escola/a_escola.php