
Marina Person demorou um tempão para concluir um filme sobre um cineasta muito especial para ela e sua família. O filme foi feito com base em um roteiro muito conhecido por ela, pois o principal personagem era seu pai, o cineasta Luís Sérgio Person.



A Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro será lançada em Curitiba durante o Festival de Teatro de Curitiba iniciado nesta terça-feira, dia 16 de março de 2010. A Enciclopédia auxiliará o mapeamento do teatro brasileiro se utilizando de um modelo colaborativo de produção intelectual, artística e técnica – sistema que oferece um novo paradigma para a construção e verificação de conteúdos.
A SP Escola de Teatro se valerá dessa ferramenta para criar o maior e mais completo acervo de verbetes sobre profissionais de teatro de todo o Brasil, além de ensaios e artigos sobre as artes do palco.
Além de compartilhar conhecimentos, a Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro se estrutura mobilizando o resgate, a preservação e a organização da memória da cena teatral brasileira, com o objetivo de facilitar a pesquisa de todos os envolvidos com a área.
A ideia é trabalhar não só com conteúdos já existentes, mas, principalmente, com a produção de inéditos, sejam eles verbetes com perfis de artistas, artigos que relatem experiências diversas da cena ou ensaios de estudiosos e pensadores sobre as amplas perspectivas do fazer teatral.
A Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro pretende o compartilhamento de conteúdos referentes às Artes Cênicas com e pelos quatro cantos do País, bem como receber destes lugares produções pouco divulgadas ou inéditas. E, por fim, tem a intenção de beneficiar a produção e a difusão cultural, valendo-se de sua originalidade e de seu ineditismo.
A SP Escola de Teatro se lança neste desafio ambicioso com a crença de que este projeto nasce com a perspectiva de se tornar, em breve, uma fonte de referência nacional para as Artes Cênicas.
Para participar é bem simples, basta preencher o questionário.
Para participar envie e-mail para:
enciclopedia@spescoladeteatro.org.br
Divulgue esta iniciativa aos artistas que você conhece.
Mais informações no site www.spescoladeteatro.org.br



Convite para o lançamento dos livros
Os 30 anos do Teatro do Ornitorrinco
Uma das principais companhias teatrais do Brasil, Teatro do Ornitorrinco, com Cacá Rosset e Christiane Tricerri, comemora 30 anos de carreira com lançamento de livro editado pela Imprensa Oficial, que reúne primoroso conjunto de memórias .
Em 2008, o Teatro do Ornitorrinco comemorou seus 30 anos em grande estilo, com a montagem de A Megera Domada, de Shakespeare, que recebeu em três meses, 40 mil espectadores no Teatro Sérgio Cardoso. Dando continuidade a festança, Cacá Rosset e Christiane Tricerri, em parceria com a Imprensa Oficial, lançam livro biográfico no próximo dia 30 de novembro, no restaurante SPOT em São Paulo.
Tricerri foi convidada pela Imprensa Oficial para escrever um livro sobre a trajetória do grupo. Na ocasião, decidiu que o melhor seria formatá-lo por meio de entrevistas, incluindo todos aqueles que passaram pelo grupo, como José Rubens Chachá, Rosi Campos, Ary França, Eduardo Silva, José de Anchieta e uma das fundadoras do grupo com Cacá Rosset e Luis Roberto Galízia, a atriz Maria Alice Vergueiro.
Após quase três anos de feitura de um registro, eis que com quatro quilos nasce um filhote robusto do mascote de estimação dos palcos brasileiros. Oitenta horas de conversas, pesquisas em jornais nacionais e internacionais, realizadas pelo jornalista Guy Corrêa, que colheu depoimentos de vários atores, atrizes, e profissionais que participaram da história e das estripulias (sempre esquecendo de alguém, é claro!) desse ovíparo-mamífero.
O livro é uma fiel proposta de pesquisa jornalística, com tom poético, seja com os diversos depoimentos, pelas fotos marcantes de Bob Wolfenson, Ary Brandi e Gal Oppido, ou pela força do design gráfico de Victor Nosek.
De acordo com Christiane Tricerri, o intuito é o de organizar toda a história teatral do grupo, e dar unidade e coerência àquilo que “per si” já nasceu sem essas características: “pois, como disse Woddy Allen, o ornitorrinco é a prova de que Deus tem senso de humor, e no humor a lógica inexiste para dar lugar à imaginação, à transgressão e ao prazer.” “O livro é a continuação da festa e da celebração que dão significado a toda a nossa obra”, afirma Christiane.
A edição é pautada em todas as 19 montagens realizadas desde a criação do grupo, e conta com prefácios assinados por Jacob Guinsburg, José Celso Martinez Corrêa, Jefferson del Rios, Hugo Possolo, Sérgio Dávila, Teté Ribeiro, e um texto da própria atriz e organizadora do livro, Christiane Tricerri.
Mais sobre o livro "Teatro do Ornitorrinco", veja aqui.
Livro: Teatro do Ornitorrinco
Imprensa Oficial de São Paulo
Paginas: 540
Isbn: 978-85-7060- 680-8
COLEÇÃO PRIMEIRAS OBRAS
A Imprensa Oficial em parceria com os Satyros Literatura e a Associação dos Artistas Amigos da Praça, lançam a coleção Primeiras Obras.
O evento integra a programação do Festival de Curitiba.
A coleção Primeiras Obras contemplará 20 volumes com textos dramatúrgicos, lançados em duas etapas distintas.
Nesse lançamento, serão apresentados os 10 primeiros volumes da Coleção:
Gabriela Mellão, com prefácio de Alberto Guzik
Ivam Cabral, com prefácio de Erika Riedel
Lucianno Maza, com prefácio de Alcides Nogueira
Marcos Damaceno, com prefácio de Roberto Alvim
Otavio Martins, com prefácio de Silvana Garcia
Rudifran Pompeu, com prefácio de Evaristo Martins de Azevedo
Sergio Mello, com prefácio de Mário Bortolotto
Sergio Roveri, com prefácio de Otavio Frias Filho
Vera de Sá, com prefácio de Jefferson Del Rios
O décimo volume é uma coletânea de 29 autores e reúne o melhor do DramaMix de 2007 (evento que integra as Satyrianas).
Alex Gruli
Ana Rüsche
Andréa Bassitt
Antonio Rocco
Bráulio Mantovani
Célia Forte
Claudia Vasconcellos
Contardo Calligaris
Duilio Ferronato
Eduardo Sterzi
Gerald Thomas
Germano Pereira
Jarbas Capusso
João Luiz Sampaio
José Simões
Jucca Rodrigues
Lucia Carvalho
Marici Salomão
Mário Viana
Mário Bortolotto
Marta Góes
Nicolás Monastério
Noemi Marinho
Renata Pallottini
Roberto Alvim
Priscila Nicolielo
Paulo Vereda
Rogério Toscano
Sabina Anzuategui
DramaMix/Satyrianas
As Satyrianas – Uma Saudação à Primavera são um evento realizado (desde 1991) pela Companhia de Teatro Os Satyros para marcar o aniversário do grupo.
A primeira foi organizada em 1991, quando Os Satyros administravam o Teatro Bela Vista, na rua Major Diogo, antes da companhia residir na Europa, onde permaneceu por 7 anos. Em 1998, Curitiba (onde a Cia. Já teve uma sede) recebeu a 2a. edição das Satyrianas. Desde 2002, o evento vem sendo realizado anualmente em São Paulo.
O DramaMix é uma das atividades que integram as Satyrianas e reúne cerca de 78 textos curtos que são apresentados uma única vez num período de 78 horas. Os dramaturgos convidados escreveram textos especialmente para o evento.
SERVIÇO:
Lançamento, 21/03
11h
Paço da Liberdade
Praça Generoso Marques, Centro,
Curitiba

Numa praça pública, um mendigo, um gari, uma cigana e uma moça caipira perdida. Cenário trivial do cotidiano. Humor, simplicidade e o amor na sua forma mais pura, embalados por uma deliciosa trilha musical ao vivo.
Escrevinhando conta as aventuras do ingênuo e analfabeto João Batista, ex-lavrador que, iludido pela idéia de que na cidade grande ganha-se a vida com mais facilidade, deixa sua terra e a noiva esperando e vai tentar a sorte na capital. Mas ele logo descobre que a vida na cidade é mais difícil do que pensara e acaba virando mendigo; Conhece o gari José de Jesus, a quem pede ajuda para escrever uma carta à noiva que não vê há cinco anos. Da ingenuidade e ignorância de um, esperteza e boas-intenções do outro, surgem inesperados resultados.
Elenco:
Ronald Pinheiro
Fernanda Rocha
Luiz Reikdal
Trilha musical de Beto Collaço e Michel Wilian
Texto: M.Z. Zakrzewski
Direção: M.Z. Zakrzewski e Ronald Pinheiro
Produção: Master Encena
Informações: (41) 9113-3929
SERVIÇO Datas:
17/03 - 15:00, 18/03 - 18:00, 19/03 - 21:00, 20/03 - 12:00
Gênero: Comédia
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00
Local: Museu Oscar Niemeyer

Quando Lewis Carroll (pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson) acertou com o editor Alexander Macmillan, em 1864, para publicar o livro “Alice no País das Maravilhas”, discutiram quem poderia ilustrar o livro, cujo original tinha desenhos do próprio Lewis. Foi apresentado a ele o ilustrador da revista Punch, John Tenniel. Era o estilo de desenho que ele desejava. O livro inicial tinha outro título, menos páginas e Lewis, ao conversar com Tenniel decidiu amplia-lo, mudando, de imediato o seu nome de “As Aventuras de Alice sob a Terra” para “Alice no País das Maravilhas”, com o dobro das páginas iniciais.
Lewis levou a sério a idéia de ampliar seu livro. Foi assim que “a história do Rato ficou bem diferente, o Chá Louco não existia antes e a cena do julgamento, no final do livro, que ocupava duas páginas na primeira versão, foi transformada em dois capítulos de 26 páginas”, segundo revela Morton N. Cohen, autor de “Lewis Carrol – Uma biografia”, publicado pela Editora Record em 1998 (669 páginas). O exemplar eu comprei numa liquidação das Livrarias Curitiba, bem baratinho, no ano passado.
Os primeiros dois mil livros que foram publicados em junho de 1865 não agradaram nem a Lewis nem a Tenniel. Mesmo arcando com o prejuízo de
A venda foi espantosa. Em 1898, ano da morte de Lewis Carrol, a Macmillan colocara no mercado mais de 150 mil exemplares de “Alice no País das Maravilhas” e mais de cem mil de “Alice Através do Espelho”, a continuação da saga daquela menina aventureira.
Tenniel fazia "cartoons" políticos na revista inglesa Punch. Ele obrigou Lewis Carrol a eliminar um capítulo do livro "Alice Através do Espelho" porque, ao tentar ilustrá-lo, decidiu que "um marimbondo de peruca é algo que está completamente fora do domínio da arte", segundo Cohen.
O filme de Tim Burton chega ao Brasil no próximo mês. Em recente entrevista, Tim Burton diz que seu “Alice” não é uma alegoria sobre a volta à infância, nem um filme para crianças. Para ele, o interesse é explorar histórias nas quais os personagens compreendem a vida a partir de um ponto de vista novo e estranho. Assim, Burton interpretou os personagens de Lewis Carrol com esse “novo e estranho ponto de vista”. Os personagens de Burton no filme nasceram da leitura do diretor sobre os desenhos originais de Tenniel, respeitando o espírito dos personagens que se transformaram em autênticos ícones.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
(ou guia para quem é mais curioso do que eu)
Pesquisei sobre o livro com a biografia de Lewis Carroll e o site da Livrarias Curitiba indica que o preço agora é sob consulta.
Aqui, um pouco sobre o livro de Morton N. Cohen editado pela Record.
Sobre John Tenniel e suas ilustrações da primeira edição de "Alice No País das Maravilhas", veja aqui.