sábado, 3 de abril de 2010

O surreal "Púcaro Búlgaro" no Regina Vogue

Cena de o "Púcaro Búlgaro"

O “Púcaro Búlgaro”, encenação de Aderbal Freire-Filho para o texto homônimo de Campos de Carvalho, é a atração do Teatro Regina Vogue neste final de semana, nos dias 3 e 4 de abril. O personagem central do romance é Hilário, que no verão de 1958 descobre um púcaro búlgaro numa pequena sala do Museu Histórico de Filadélfia. A partir daí, obsecado por esse fato, move mundos e fundos a fim de organizar uma expedição que pudesse comprovar ou não a existência da Bulgária (já que da existência dos púcaros ele não duvida).

Em seu apartamento no alto da Gávea, recebe toda a sorte de personagens esdrúxulos, candidatos a tomar parte na viagem – um alfarrabista interessado em abrir uma fábrica de acentos circunflexos na Bulgária, um descendente do sábio hindu que inventou o zero, um professor de bugarologia e bugarosofia, um sujeito chamado Expedito, e que pelo nome se acha credenciado para a expedição, um ex-habitante de Pizza que descobriu que a cidade, e não a torre do mesmo nome, é que está inclinada – enfim, um grupo surreal, dos quais alguns são aceitos para participar da aventura.

Entre os meses de outubro e dezembro de 60, período em decorre a ação do romance, são ultimados os preparativos, escolhido o meio de transporte e traçado o roteiro rocambolesco (com a ajuda inestimável do professor de Bugarologia) que farão Hilário e seus expedicionários para tentar descobrir (“ou não descobrir”) se a Bulgária existe mesmo. Ao final, depois que o expedicionário Expedito foge com a empregada da casa (amante de Hilário) e um cheque de dois milhões, o restante grupo de expedicionários transforma a iminente partida para a Bulgária numa inocente partida de pôquer e desiste da empreitada.

Ficha Técnica

Autor: Campos de Carvalho

Romance–em–cena de Aderbal Freire-Filho

Elenco: Augusto Madeira/José Mauro Brant, Candido Damm, Gillray Coutinho, Isio Ghelman e Raquel Iantas

SERVIÇO

Púcaro Búlgaro

Shopping Estação - Piso 2 - Curitiba - PR

De 03 de abril - 21h e 04 abril - 19:30h
Sábados e Domingos
Duração aproximada: 120 minutos
Censura: 14 anos
Gênero: Comédia
Ingressos: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia
Informações: 2101-8292


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Não era pegadinha do "Dia da Mentira"

Não era pegadinha do "Dia da Mentira": fui excluído mesmo!

No "post" anterior comentei sobre um telefonema que me foi dado pelo Marcos Damaceno. Ele não havia antecipado uma possível brincadeira para consolidar esse primeiro de abril de 2010 como o "Dia da Mentira". Não era pegadinha. Era mesmo verdade.

O que o Marcos Damaceno havia antecipado, por telefone ontem à noite, foi anunciada hoje a formação da Turma Avançada da Oficina Permanente de Dramaturgia no site do Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná e meu nome, que apareceu na primeira lista que o próprio Damaceno anunciou, no dia 17 de março de 2010, foi mesmo excluído.

Assim, estou excluído da lista inicialmente publicada e, portanto, não poderei, pela força da anunciada decisão do Damaceno, participar da Turma Avançada da Oficina Permanente de Dramaturgia. É o que o Damaceno anunciara ontem mesmo e é o que seus pares - Roberto Alvim e Anna Zétola - decidiram também, anuiram e mandaram publicar a lista oficial. Pelo visto, com a concordância e a decisão referendada pelos demais integrantes da referida lista, meus ex-colegas na turma iniciante do ano passado.

O que devo fazer?

Há alguns caminhos que poderei escolher.

Mas ainda não me dei por vencido. Ainda não. Não, mesmo!






Dia da Mentira - Piada sem graça

Por tradição e não sei onde foi que isso começou e nem qual a razão da escolha desta data - vou pesquisar depois e ver se descubro - o dia primeiro de abril é o Dia da Mentira. Dia de fazer pegadinhas, de contar mentiras, de dar sustos, de inventar uma história inacreditável, assustadora e, no final, dizer que é tudo mentira e gritar: Primeiro de Abril!!!

Tem gente que adora manter a tradição. Tem gente que não gosta nada de receber um trote ou ser alvo de uma brincadeira que se revela, depois, sem a mínima graça ou sentido.

Ontem, dia 31 de março de 2010, dia de triste memória para os brasileiros pelo que aconteceu há 46 anos, exatamente às 19h42 recebi uma ligação do celular de número 41 8493 3809 e a pessoa (meu conhecido e também conhecido dos possíveis leitores deste post) adiantou, em um dia, em algumas horas, a sua pegadinha.

Embora alguns gostem da tal brincadeira, pelo espírito gozador, talvez, mas o que se sabe é que ninguém - em sã consciência - gosta de brincadeiras sem graça. Piada, então, nem se fala. Mas o tom da aparente pegadinha naquele telefonema não era de brincadeira. Não era mesmo. Até por todo o contexto e pelo que aconteceu e foi devidamente registrado nos últimos meses e, mais especificamente, nos últimos dias.

A voz que eu ouvi na ligação recebida era do Marcos Damaceno, o autor e diretor de teatro, e coordenador do Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná, ao qual está vinculada a Oficina de Dramaturgia, que teve no ano passado e terá este ano a coordenação do também autor e diretor Roberto Alvim.

Disse-me com seu peculiar jeito de falar e com tom sentencioso, o seguinte (o R em negrito são minhas respostas):

D - Rogério, você pode falar agora?

R - Sim - desliguei o som da televisão onde eu assistia ao jogo do Inter de Porto Alegre e Cerro do Uruguai. Posso falar, sim. Diga!

D - Amanhã vamos publicar a lista dos integrantes da turma avançada da Oficina com o Alvim...

R - Sim... e você está me ligando...

D - Estou ligando para informar que...

R - ... que meu nome foi excluído. Foi excluído?

D - Sim. Foi excluído. E você sabe a razão...

R - Mas vocês divulgaram por e-mail a lista e meu nome estava lá.

D - Sim, aquela lista será substituída por outra, oficial.

R - Mas a lista foi publicada. Até publiquei no meu blog.

D - Então, mas a lista nova vai substituir aquela lista que não terá efeito.

R - Damaceno, a decisão da exclusão do meu nome da turma avançada foi só sua? O Roberto Alvim e a Anna Zétola também concordaram com a exclusão do meu nome?

D - Sim... a Anna Zétola, até, está muito chateada com o que aconteceu, com seu comportamento.

R - Damaceno, o problema da divulgação de uma nova lista sem o meu nome é preocupante.

D - Você sabe. Muitas pessoas, os demais integrantes da Oficina se manifestaram contrários à sua presença no grupo, na turma avançada.

R - Damaceno, se isso for mesmo verdade, se publicarem outra lista sem o meu nome eu poderei querer discutir isso até na Justiça, pois me sentirei constrangido, excluído assim. Poderei querer discutir isso na Justiça.

D - Você sabe o que deve fazer. Então vamos discutir na Justiça, sim! Fique à vontade...

(o telefonema terminou)


quarta-feira, 31 de março de 2010

Dramaturgia - Novos autores - SESI São Paulo

Inscrições para o
Núcleo de Dramaturgia SESI SP
vão até 30 de abril

O Serviço Social da Indústria, Departamento Regional de São Paulo – SESI-SP – e o British Council, a organização internacional do Reino Unido para oportunidades educacionais e relações culturais, dentro das diretrizes de uma ação cultural que busca a democratização do acesso à cultura e da produção de bens culturais, abrem inscrições de novos autores para o projeto Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council. Para tanto, informa aos interessados os procedimentos e as condições necessárias para a referida inscrição.

Processo de seleção

O processo de seleção é dividido em três etapas:

  • Primeira etapa – todos os textos inscritos serão avaliados por profissionais selecionados como avaliadores e preparados pela coordenadoria literária do projeto.
  • Segunda etapa – uma vez selecionados os melhores textos, o autor passará por uma entrevista com a coordenação geral e coordenação literária do Núcleo de Dramaturgia.
  • Terceira etapa – os novos autores selecionados na entrevista passarão por um processo de aprimoramento e desenvolvimento das técnicas dramatúrgicas, sob supervisão da coordenação literária do projeto, durante o período de um ano.

Condições de Participação

Os textos que não estiverem de acordo com as condições deste edital serão automaticamente desclassificados. Os novos autores deverão respeitar as seguintes condições de participação:

  • ter idade acima de 16 anos;
  • não ter texto teatral publicado ou encenado profissionalmente;
  • preencher todos os campos da ficha de inscrição corretamente;
  • enviar um ato, extrato ou texto na íntegra, com no mínimo 15 e no máximo 20 laudas (21 mil a 28 mil caracteres)*.

* De acordo com a ABRATES – Associação Brasileira de Tradutores – uma lauda possui 30 linhas e até 70 caracteres com espaço por linha. Resumindo, uma lauda equivale a 2.100 caracteres por página, com espaços.

Informações importantes

  • o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council disponibiliza material de estudo, profissional treinado e curso gratuitamente, porém, não se responsabiliza por gastos pessoais dos participantes do projeto;
  • peças teatrais infantis e musicais serão aceitos;
  • não serão aceitas adaptações ou reescrituras de obras;
  • textos de autores que participaram de festivais, mas que não tiveram estréia profissional serão aceitos como inéditos.

Como ser um Novo Autor:
Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição e anexar um extrato do texto que criaram, com no mínimo 15 e no máximo 20 laudas (21 mil a 28 mil caracteres). O prazo final para o recebimento dos textos de Novos Autores será no dia 30 de abril de 2010. Todo esse material deve ser encaminhado unicamente pelo correio para:

Serviço Social da Indústria
Divisão de Desenvolvimento Sociocultural
Avenida Paulista, 1313 – Andar Intermediário
CEP: 01311-923 – São Paulo – SP


Escrever na frente do envelope: “Núcleo de Dramaturgia”.

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Edital Núcleo de Dramaturgia SESI - British Council (PDF - 120Kb)
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Faça o download da Ficha de Inscrição (PDF - 76Kb)


*Não aceitaremos textos rasurados e/ou ilegíveis.

Dúvidas e Informações: sesicultural@sesisp.org.br



terça-feira, 30 de março de 2010

No primeiro ensaio - artigo de Domingo Ortega


No texto "No Primeiro Ensaio - Notas para quem se encarrega da direção cênica", o autor espanhol Domingo Ortega, fala dos primeiros passos que o diretor deve dar ao iniciar o trabalho no primeiro dia de ensaio de uma nova montagem teatral.

Ortega, jovem diretor espanhol, é professor da Universidade Carlos III de Madrid, onde desenvolve um programa denominado "Aula de Teatro". Sobre o trabalho de Domingo Ortega, conheça um pouco aqui.

O texto foi publicado na RTC - Revista Teatro Celcit, de Buenos Ayres, Argentina, em outubro de 2006. Traduzi e publico aqui a parte inicial do texto.

Quem se interessar em ler o texto integral, basta clicar no título abaixo.

É importante a criação de um ambiente de ensaio, um espaço cálido, e, na falta dele, o calor da palavra do diretor que construa uma lareira de fogo controlado no centro da sala, uma iluminação especial que se distancie do trabalho cotidiano, sobretudo a luz branca dos néons, que possa ser utilizada como signo de entrada de novo na cotidianidade, o cheiro, que nos atraia para a ritualidade do início do trabalho, a música, com a que dê início na focalização de tanta abstração como tenha em seu imaginário, o figurino que mude por completo o ator, psicológica e fisicamente, predispondo-o para o tipo de ensaio que vamos realizar (gestual, corporal, psicológico, textual).

A voz do diretor, junto das anotações que vai indicando, deve fundamentar-se na cordialidade para com o grupo. Um diretor no primeiro ensaio deve mostrar diante de todos segurança vocal e gestual, saber o que quer em cada momento. Sobretudo recolher a suspeita. Sinceramente, não saberá o que dizer, como mover-se, o temor de um fracasso o invadirá. Porém ninguém tem que saber, seu trabalho é a solidão.

(...)

Veja esse vídeo de Domingo Ortega - Escola do Espectador - Aula de Teatro.

sábado, 27 de março de 2010

A força do contrário

O que brota provoca pensamentos

O que me faz pensar? É a ausência de um pensamento? Seria o vazio que se instala em mim? Fico a pensar e aquela ausência ganha um minúsculo corpo. Não há mais o absoluto vazio. Algo apareceu para ocupar um pequeno espaço em mim. Como por mágica – seria coisa de Deus ou do Diabo – já não sinto que o nada estava ali. O nada se transforma – a tal mágica, ou milagre, quem sabe um truque barato – ganha força, passa a avolumar-se, cresce mesmo. Agora, estou pensando. Mas ainda é um pensamento sem orientação. Não sabe para onde deseja ir. Sim, o pensamento se incorporou e se faz presente, mas para onde deseja ir e para onde vai?

Estou pensando ou estou fazendo uso da linguagem? Pensamento é palavra? Estou confuso, confesso. Pensamento sem palavra não existe. A palavra me ajuda a fazer uma análise do que de lógico tenho ao pensar. Mas palavra só não diz nada – que digam os vários dicionários disponíveis em todo o mundo. Um pensamento também não diz nada. Para que eu pense alguma coisa, formule um pensamento e o transforme em palavras, é preciso ter em mente que preciso passar para a frente isso tudo. Guardar naquele espaço vazio que havia em mim – que há em mim, em você, também – não colabora em nada. É preciso fazer com que o pensamento, com as palavras, tenha sentido ao ser levado para alguém. A palavra deve voar – verba volent – e, assim, eu poderei me fazer entender.

Tendo alguém a quem minha palavra se destina e de quem virá alguma resposta, instala-se um diálogo. Duas vozes. Do meu lado, vai essa inquietude, esse vazio que se fez pensamento e se transformou em palavras. Talvez eu possa argumentar alguma coisa. Provocar. Instigar. Propor um desafio, quem sabe. Do outro lado, aquela outra pessoa também agora pode ocupar seu vazio com algumas das minhas precárias reflexões. Poderá motivar-se com o que foi dito inicialmente. Com as palavras pode responder-me, questionar-me, dizer se estou certo ou errado. Ou não dizer nada. Concordar ou discordar. Ou se omitir. Dar seu apoio ou fugir de minhas palavras como aquele tal foge da cruz ou aquele outro foge do que tem de certo. Ou pode por mais lenha na fogueira. Ou apagar o fogo. Ou fugir com medo de tudo ou de nada. Neste instante o outro me responde. Na verdade, vejam bem, na verdade, ele não me responde. Ele apenas se manifesta para mostrar que também estava com aquela mesma dúvida sobre o vazio. No choque dessas coincidências – vazio versus vazio – um pouco nele e um pouco em mim ganha corpo. Nasce. O que brota provoca pensamentos. As palavras passam a justificar coisa e tal, tal e coisa. Palavras saem da minha boca. Se propagam, voam. Buscam endereços, destinatários. Entendedores. E pegas pelo outro, são devolvidas com outras letras, não são as mesmas palavras, são outras, mas alguma coisa tem em comum. As palavras que vão e as palavras que voltam, chegam a cada um dos ouvintes, com um forte desejo. Querem ser reconhecidas como válidas. Valendo-se da capacidade de argumentação, as palavras que voam, de cá para lá e de lá para cá, querem não apenas ser reconhecidas. Elas precisam de algo mais forte. Querem servir como instrumento perfeito de manipulação. Ou de convencimento. Querem dizer uma coisa dizendo outra. Querem provocar algo, insinuando exatamente o contrário. Querem dizer sim, quando são a negação de alguma coisa sempre.

Assim, diante desse dilema da palavra necessária dentro do diálogo que se estabeleceu por uma simples razão de alguém ter falado alguma coisa, começa, agora, o que poderíamos determinar como um diálogo teatral. A força do contrário.

Um improvável diálogo para um chuvoso sábado de manhã. Quem sabe, daqui a algumas horas faça sol. E as palavras encontrem o caminho para a qual foram pensadas, ditas e endereçadas.

Homem

Você não esperava que eu fosse aceitar suas condições sem discuti-las, não é?

Mulher

De você eu sempre espero tudo. Nada também.

Homem

Sempre assim. Quer se impor às custas da minha boca fechada, não é?

Mulher

Quando você a abre, sei que coisa boa não virá!

Homem

Não é isso que você me diz quando eu a beijo.

Mulher

Já aconteceram tempos melhores.

Homem

É mesmo. Eu aprendi a questioná-la.

Mulher

Você desaprendeu a beijar.

Homem

Não me ocupo mais em apenas lhe ser agradável.

Mulher

Agradaria muito se você continuasse de boca fechada e me beijasse mais.

Homem

Não seria essa receita ideal para você?

Mulher

Não quer que eu fale mais?

Homem

Só o necessário. Quero que fale com a boca, mas em outro contexto.

Mulher

Sempre tenho que ficar quebrando a cabeça para entender o que você quer, mas que não diz claramente o que quer.

Homem

O mesmo se aplica a você. Não tenho o dom da adivinhação.

Mulher

Nem se esforça, um pouco que seja, para entender outras linguagens em mim, não é?

Homem

Você se ocupa demais com sua própria boca. É ela que prevalece em você. Até ao ficar em silêncio, sua boca sempre está no centro de tudo.

Mulher

Isso pode significar que de boca fechada eu seja mais convincente?

Homem

Não é bem exatamente isso.

Mulher

O que é, então?

Homem

Feche a boca e segure minha mão.

Mulher

Sua mão?

Homem

Sim.

Mulher

E...

Homem

Agora eu só preciso disso.

A leitura dramática de "Teia"

A paixão conquistada e desmedida

Pagú Leal, Abner Valentim e Janja

Douglas Daronco, autor de "Teia"

Edson Bueno, Janja, Pagú Leal, Douglas Daronco e Abner Valentim

Elineia, Luciana, Douglas, Edna, Cristina e Regina

O texto "Teia", de Douglas Daronco, teve sua primeira leitura dramática ontem à tarde (15h00) no Teatro José Maria Santos, dentro da programação do Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná no Festival de Teatro de Curitiba. Daronco produziu o texto durante a Oficina de Dramaturgia coordenada por Roberto Alvim.

A leitura, dirigida por Edson Bueno, teve as participações de Pagú Leal, Janja e Abner Valentim. O texto de Daronco trata do triângulo amoroso entre uma mulher viúva, sua melhor amiga e o falecido marido dela. Num clima de sensualidade e desejos latentes, quase reprimidos, o texto é apresentado e os personagens alternam o tempo real com lembranças e nenhum arrependimento pela traição que entre eles integrava seus cotidianos repleto de falta de desejo e amor - entre o casal - e do desejo incontrolável entre o homem e sua amante e, depois, entre as duas mulheres, a paixão conquistada e desmedida.

A peça terá sua segunda leitura, amanhã (domingo), às 18h00. A entrada é gratuita.