sábado, 13 de agosto de 2011

Cruzada contra a corrupção: Algema neles! Algema nos corruptos

Criei a ilustração acima e e vou mandar imprimir uma camiseta. Em seguida fiz o seguinte comentário no blog do Augusto Nunes, da revista VEJA. Saiu assim:


Augusto, seu texto “Eles só têm medo de algemas” deu-me uma ideia. Criei uma ilustração e vou mandar estampar numa camiseta e desfilarei com ela aqui em Curitiba. Na ilustração uma imagem de uma algema e acima dela a frase “Algema neles!”. Na parte inferior direita, ao lado da algema, outra frase: “Lugar de corruptos é na cadeia”. Sei que é apenas uma atitude isolada, mas se todos nós criássemos alguma coisa parecida, aquela onda que pintou o país de verde e amarelo na época da queda de Collor poderá se repetir. Será que poderá se repetir? Uma andorinha só não faz verão, não é? Mas lá pelas bandas de Taquaritinga ou em Piracicaba, onde morei e trabalhei, lembro-me muito bem do “estrago” que milhares de andorinhas faziam quando sobrevoavam sobre nossas cabeças nas praças. Então… vamos ser uma solitária andorinha ou vamos formar uma “revoada” de bem alimentadas andorinhas e despejar nossa indignação nas cabeças desses safados todos?

E o Augusto Nunes, respondeu assim:


Excelente ideia, Rogério. E você está certo. Vamos substituir o “Algemas para todos!” por “Algema neles!”. abração


O comentário do Augusto Nunes está neste link.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

No clima da biblioteca, atores ensaiam a leitura de "O dia em que morreu Leminski"

O texto e o resumo da primeira leitura de "O dia em que morreu Leminski" na
visão e na foto feita pelo diretor Léo Moita na Riopública onde mora no Ahú.
Os próximos quatro ensaios da leitura do texto "O dia em que morreu Leminski" vão acontecer no auditório Paul Garfunkel na Biblioteca Pública do Paraná, nos dias 15 e 16, 22 e 23 de agosto.

O diretor Léo Moita pretende proporcionar aos três atores - Felipe Custódio, Naiara Bastos e Val Salles - a experiência de respirarem a atmosfera de uma biblioteca no seu dia-a-dia e, também, de poderem sentir as vibrações emanadas por milhares de livros que lá estão guardados. Léo Moita quer criar a sensação dos atores sentirem na pele o que possa ser uma metafórica "intertextualidade". A conversa que diferentes livros estabelecem entre si na criação de uma outra obra de arte, um outro texto, um novo livro. Uma nova peça de dramaturgia.

No texto de Rogério Viana, há referência a uma constante assembléia de livros que conversam entre si nas prateleiras onde estão ou estiveram e o personagem Demétrio Trindade (vivido por Felipe Custódio) ultima os preparativos para a mudança desses livros e pretende levá-los para um lugar "seco e seguro". Instigado por Marcelo Antero (vivido por Val Salles) e ainda mais provocado por Lílian Pedrozo (pela atriz Naiara Bastos), Demétrio Trindade (uma tríade em si mesmo) reconhece que antes de deixar de ser um autor para se transformar em personagem, antes de ser poeta para virar poesia, terá que se defrontar com muitas dificuldades e lembranças. Terá que justificar ou reconhecer erros, mas, sem talvez arrepender-se. Terá, também, que fazer um tipo de prestação de contas e essa se dará com a tradução que ele fez de uma canção inglesa que está no "hit parade" daquele ano de 1989 e que ele, mesmo sem querer, ouve numa rádio quase que diariamente. A mesma rádio que, naquele dia, emudece e sente a falta de uma voz feminina que parece ter desaparecido num dia frio do mês de junho de 1989.

No seu monólogo inicial, Demétrio Trindade, ainda sonolento, disperso, faz algumas reflexões sobre a definitiva mudança que terá que fazer. Ele parece não aceitar que estejam mudando de lugar os seus livros, mexendo em seu mundo todo particular, interferindo na relação dele com seus livros. E ele diz:

(...) Como detesto ter que mexer em coisas que sempre estiveram bem onde sempre estiveram. Não, deixa lá... Está bem? Deixa lá. Pra que tirar tudo e depois pegar tudo e por no mesmo lugar? Deixa como está. Não mexe, porra! Não mexe! Dá para respeitar minha bagunça organizada? Quando eu tiver um aspirador de pó, eu limpo. Já disse, eu limpo. Mas deixa tudo como está, ok? E não me venha com implicância... Você não aprendeu que detesto essas pequenas implicâncias que não tem nenhum sentido. Nem são práticos ou lógicos. Já disse. Há uma lógica nos meus livros esparramados aqui, ali... Lá diante. Deixe como estão, está bem? Não mexa em nada. Eu encontro o que quero pelo cheiro. Você não sabe como é preciso o meu olfato. Quando quero encontrar um livro, eu deixo meu olfato funcionar... E meu nariz fica como o ponteiro de uma bússola buscando o seu norte. E quando ele aponta para uma direção. É batata! O que procurava está lá. Um pouco mais acima. Um pouco mais abaixo. Mas está lá. É batata! (...)

A leitura pública

A leitura dramatizada do texto "O dia em que morreu Leminski", de Rogério Viana, vai acontecer no próximo dia 24 de agosto de 2011 (quarta feira), a partir das 17h30, no auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná. A direção da leitura será de Léo Moita, jovem diretor formado pela FAP e que nasceu dois meses antes da morte de Paulo Leminski em 1989. Os personagens são Demétrio Trindade, Marcelo Antero e Lílian Pedrozo e serão vividos por Felipe Custódio, Val Salles e Naiara Bastos, respectivamente. Os próprios nomes dos personagens podem indicar alguma coisa sobre a "tríade" que vive em Demétrio, ele mesmo uma trindade, mas também pode jogar luz no nome de Marcelo Antero, ele sempre presente, fiel amigo que ocupa instâncias distantes do universo do escritor que empreenderá uma definitiva viagem. Lílian Pedrozo, a que completa o tripé de personagens, tem referências em algumas certezas que se confirmaram depois na história de Demétrio e do personagem real - Paulo Leminski - que o inspirou. Com um sobrenome toponímico, Lílian reveste-se de uma candura que é só aparência e de uma dureza que é insinuante e que pode parecer querer fazer o bem, mas isso não consegue. Ou não, como saber?
Léo Moita acompanha a leitura de Val Salles, Felipe Custódio e Naiara Bastos


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vem aí CYRK do Trio Quintina

Vejam o vídeo de lançamento do CYRK. Clique aqui.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Leituras dramáticas de autores paranaenses

Inscreva seu texto para as leituras dramáticas 
Quinzenalmente, às segundas e terças feiras, a partir de 12 de setembro e até 8 de novembro de 2011, serão realizadas leituras dramáticas de textos inéditos (que não tenham sido nem montados ou lidos em público) de autores paranaenses no Teatro Rodrigo D´Oliveira, em Curitiba (PR), das 20h30 às 21h30.
Os autores interessados em inscreverem seus textos deverão encaminhar:
1 - Texto dramatúrgico inédito (enviar em PDF ou Word)
2 - Nome de quem dirigirá a leitura
3 - Nomes dos atores que farão a leitura dos personagens

As leituras serão realizadas nos dias:

Setembro - 12 e 13, 19 e 20

Outubro - 3 e 4, 17 e 18 

Novembro - 7 e 8

Serão lidos 10 textos.

Os textos inscritos serão avaliados pelos curadores Well Guitti, Rodrigo d´Oliveira e Rogério Viana.

e-mails para: leiturasdramaticas@yahoo.c​om.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Crítico chama Roberto Alvim de "Príncipe das Sombras"

O blog de LUCAS MAYOR publicou uma crítica à montagem "45 minutos" dirigida por Roberto Alvim, com Caco Ciocler e texto de Marcelo Pedreira.

Mayor não deixou por menos. Nem por mais. Foi direto ao ponto e, lá, apontou para o estilo de Roberto Alvim, a quem ele chama de "príncipe das sombras".

Leiam aqui a crítica e, logo abaixo, a resposta indignada e feroz de Alvim. Mayor, ao contrário do que acontece aqui em Curitiba, não faz parte daqueles que concordam com tudo o que Alvim diz. E talvez por este motivo, tenha enfurecido Alvim de um jeito que ainda não havíamos visto antes.

Então, para mostrar como se dá a crítica e a resposta à crítica, seguem os "posts" (crítica e comentários que se seguiram).

45 minutos
Finalmente um ator sobrevive a Roberto Alvim (e à Juliana Galdino, certamente). É difícil. Muitos já tentaram, mas todos foram abafados pelo estilo do homem. Não sei se por receio, admiração, respeito, sincronia estética, falta de preparo ou visão reduzida, todos dizem sim, amém, príncipe das sombras.
Resultado: vemos sempre o Roberto Alvim, e nunca os atores das peças do Roberto Alvim. Não estou dizendo que isso seja um demérito, nada disso. É só uma constatação ligeira. O mesmo ocorre com os “dramaturgos” formados pelo Roberto. O estilo do homem é tão marcante que todos os aspirantes parecem habitar o mesmo corpo. Pouco a pouco eles vão se desintoxicando, claro, mas o processo é lento e as seqüelas são irreversíveis. Mas divago.
Caco Ciocler faz 45 minutos (3.5/5), monólogo dirigido por Roberto Alvim. A forma minimal (de uma precisão cênica invejável) de Roberto está toda lá, mas com um acréscimo. Caco Ciocler toma pra si as palavras de Marcelo Pedreira, e a sua enunciação denota que aqui prevalece o estilo do ator e não o do encenador.
Imagino que não tenha sido fácil para o encenador abrir mão do seu “trabalho sueco-enunciativo”, mas sem dúvida todos saíram ganhando. Há um ator aqui. Há um encenador acolá. Há uma dramaturgia que não quer ser agradável ou atraente, e mesmo concessiva, embora seja. Há uma recusa que não é recusa, na verdade, mas artimanha. Uma artimanha narrativa bem articulada e legatária de uma dicção beckettiana e de uma situação kafkiana.
O texto tão logo surgiu já me remeteu ao Bartleby, do Melville, e Um artista da fome, do Kafka. Isso pra ficarmos no mundo das referências mais diretas. Nota-se claramente uma crítica à arte como entretenimento corriqueiro, aliviador do tédio cotidiano e tal, mas isso é o de menos. O que fica do texto é o personagem. Ele é maior do que a coisa toda. É dele que nos lembramos quando ouvimos apenas o barulho dos seus passos ao longe, e depois a porta sendo violentamente fechada.
Marcelo Pedreira escreveu um personagem que você não consegue apagar com borracha escolar. É preciso rasgar a folha. Caco Ciocler deu ao personagem uma dimensão humana nunca antes vista nas montagens do Alvim. O público continua batendo palmas para o palco nu de Roberto Alvim, só que dessa vez ele teve de dividir as palmas com um ator.
Bem, preparem-se para ler a resposta indignada de Alvim. Indignada e desaforada, claro.


vc não faz a menor idéia do que seja direção, seu babaca. vc não faz a menor idéia de que os passos ao longe, a porta que fecha, a maneira como o ator age, a própria idéia de personagem que te agradou, tudo isso é direção… mas lendo teu blog vejo que teus gostos estéticos são o contrário do que eu acredito em arte. então, enfia o teu sarcasmo no rabo e vai estudar, antes de expôr a tua ignorância abissal (acerca de tudo o que constitui o teatro) em público.

E a tréplica de Mayor veio com estilo. Assim:
Lucas Mayor disse:
Peraí que eu tô tirando a coisa do rabo. A coisa, vi agora que tirei do rabo, não é sarcasmo, é só o jeito que eu rio. Você não leu direito. Leia novamente. Em momento algum eu disse que isso (“passos ao longe, a porta que fecha, a maneira como o ator age, a própria idéia de personagem que te agradou”) não fazia parte da direção. Eu afirmei que diferentemente das suas outras montagens, nessa o ator existe para além da enunciação.
Caco Ciocler contribui efetivamente no processo, e isso é visível em sua atuação. Você vai me dizer (não perca tempo) que os atores, todos eles, contribuem decisivamente no processo das suas montagens, e o babaca aqui não vai acreditar em você porque o babaca aqui viu suas peças e viu seus atores, e viu como a coisa se dá. A coisa se dá assim: você compõe seu mundo estético (olha o babaca de ignorância abissal falando de estética em público) e os atores existem como signos. E só. Eu respeito sua pesquisa estética (embora eu seja de uma ignorância abissal). Eu respeito seus atores e o trabalho deles (embora eu seja babaca e fale em público acerca de estética). Eu até acho que pra todos eles o seu processo funcione e seja decisivo pra suas carreiras, no sentido formativo da coisa (mas o quanto antes é bom que eles partam).
Eu só não engulo e nem enfio no rabo o fato de que a sua pesquisa formal elide o aspecto autoral dos atores. Você é o centro, sempre. Em 45 minutos eu te vi como acessório, como parte da coisa e não como a coisa em si. Em suma, você estava mais invisível na cena. Deu pra notar, finalmente, que houve interlocução entre as partes, e que nenhuma era mais determinante do que a outra. Minto: Caco foi determinante. Você foi acessório.
Assim, ó: papai do céu fez pessoas diferentes. E é essa diferença que nos torna seres singulares. Realmente meu mundo estético (será que babacas de ignorância abissal possuem isso?) é muito diferente do seu. No meu mundo estético as pessoas não estão fazendo ARTE. Elas só estão se expressando mesmo. Eu não vou mandar você enfiar nada no rabo porque dói pra burro, ainda há pouco tirei a coisa que você mandou eu enfiar, e acho que você ainda vai precisar muito desse seu rabo aí.

Mais sobre o "bafo", visitem o blog de LUCAS MAYOR, clicando aqui.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ensaio para a leitura de "O dia em que morreu Leminski"

Felipe Custódio, Val Salles e Naiara Bastos

Felipe Custódio, Naiara Bastos, Val Salles e Léo Moita
Ontem à tarde, na Riopública, onde mora o diretor Léo Moita, os atores Felipe Custódio, Naiara Bastos e Val Salles participaram de um ensaio para a leitura do texto "O dia em que morreu Leminski", de Rogério Viana e que terá leitura dramática no dia 24 de agosto de 2001, no auditório Paul Garfunkel, às 17h45, na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba.

Mais sobre a leitura dramática, clique aqui.