terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Núcleo de Dramaturgia abre inscrições para turma 2010

O Núcleo de Dramaturgia SESI-Paraná abriu inscrições para o processo de seleção de autores para compor a nova turma. Para tanto, informa aos interessados, os procedimentos e as condições necessárias para a referida inscrição.

Não foram abertas, ainda, as inscrições para a turma que concluiu o trabalho de nove meses na Oficina de Dramaturgia com o Roberto Alvim no ano passado. Também não se conhece o regulamento e nem as condições para as inscrições para a turma que entrará no segundo ano da oficina.

Como devem ser 20 o número de participantes para essa turma e como concluíram 27 participantes nas duas turmas iniciantes no ano passado, ainda não se sabe quais são os critérios para a escolha do número de participantes na turma "avançada" deste ano. Se haverá um corte de 7 participantes ou se todos(os 27) serão aceitos na turma do segundo ano da Oficina de Dramaturgia. Não se sabe, também, quando a turma "avançada" terá início. Presume-se, no entanto, que possa ser na mesma data em que tiver início a nova turma, ou seja, no dia 13 de abril de 2010.

Para a seleção - requisitos

Os inscritos serão selecionados a partir de análise de seus currículos, de trecho de peça de sua autoria e de um pequeno questionário que deverão responder.

Aos 20 selecionados será exigido disponibilidade e comprometimento na presença nas aulas, além do pagamento da taxa de matrícula em cada workshop ou oficina que serão realizados durante os nove meses de duração do curso (de abril a dezembro de 2010).

A lista dos aprovados será divulgada no dia 15 de março de 2010 aqui neste blog e no site do Núcleo de Dramaturgia. Serão selecionados 20 novos integrantes para a turma da tarde.

Os interessados deverão enviar a FICHA DE INSCRIÇÃO devidamente preenchida, até 28 de fevereiro, e também peça de própria autoria para o e-mail


Confira o regulamento >>

Ficha de Inscrição >>

As primeiras atividades programadas e com obrigatoriedade de presença dos novos integrantes são:

· Mesa-redonda com Roberto Alvim, Mario Bortolotto, entre outros a confirmar.

Dia 20/03, sábado, às 15h30

Entrada gratuita

· Workshop “Introdução à Dramaturgia” , com Marici Salomão

De 23 a 26/03, das 10 às 14h

Matrícula: R$20,00

· Oficina Regular de Dramaturgia, com Roberto Alvim

Encontros quinzenais, sempre às terças-feiras, de abril a dezembro

Encontros do 1º trimestre: 13 e 27/04, 11 e 25/05 e 08 e 22/06 (demais datas a definir)

Horário: das 14 às 18h

Matrícula: R$20,00 por trimestre

Todas as atividades acontecem no Teatro José Maria Santos.

Informações adicionais

Workshop “Introdução à Dramaturgia”, com carga horária de 16 horas, este workshop visa introduzir novos autores nas principais técnicas e teorias da dramaturgia ocidental. Constitui-se de uma parte teórica e uma prática, na qual serão desenvolvidas cenas com posterior análise da orientadora.

PARTE TEÓRICA (Baseada nas linhas argumentativas dos principais teóricos contemporâneos)

1. A TEORIA DO DRAMA

2. A CRISE DO DRAMA

3. O TEATRO ÉPICO

4. O TEATRO PÓS-DRAMÁTICO

PARTE PRÁTICA (Baseada nos principais elementos ARISTOTÉLICOS)

1. ENREDO

2. PERSONAGEM

3. PENSAMENTO

4. DIÁLOGOS

Currículo dos ministrantes

Marici Salomão é dramaturga, jornalista e crítica na área teatral. Foi colaboradora do Caderno 2 (O Estado de S. Paulo) e revista Bravo!. Coordenou o Círculo de Dramaturgia do CPT (Centro de Pesquisa Teatral), sob supervisão de Antunes Filho, entre 1999 e 2004. Participou do primeiro Workshop do Royal Court Theatre no Brasil (2001). Atualmente é Coordenadora e Consultora Literária do Núcleo de Dramaturgia do SESI-British Council, voltado à formação de novos autores. Em outubro, a convite do British Council, visitou alguns dos principais centros de fomento à dramaturgia no Reino Unido. É jurada do prêmio Shell de Teatro e integra o Núcleo Dramáticas em Cena, de pesquisa e produção dramatúrgica, contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro (2008). É autora da peça Retiro dos Sonhos, premiada no I Concurso Nacional de Textos Inéditos do Sesi, em 1995. Teve encenados os textos Segredos (Gabriel Villela, no DramaMix), Impostura (direção de Fernanda D’Umbra, com Mario Bortolotto), Atos de Violência (direção de Helio Cícero), Maria Quitéria (direção de Fernando Peixoto), O Pelicano (direção de Maurício Paroni de Castro) e Bilhete (direção de Celso Frateschi). Participa freqüentemente como jurada, crítica e avaliadora dos principais festivais de teatro nacionais. Foi consultora do projeto Dramaturgias, do Centro Cultural Banco do Brasil (1o. semestre de 2005), co-curadora do Festival de Teatro da Cultura Inglesa (edições 2005 e 2006) e avaliadora do II Festival do Recife de Teatro. Ministra palestras e oficinas de dramaturgia em várias frentes, como Oficinas Culturais Oswald de Andrade e Projeto Ademar Guerra, ambos da Secretaria de Cultura do Estado.

Oficina Regular

A Oficina Regular é um espaço para novos autores, dedicado à análise das obras de grandes dramaturgos da contemporaneidade, assim como à escritura de novas peças de teatro. O objetivo é que cada um dos participantes desenvolva um texto original, que será constantemente submetido a críticas, sugestões, perguntas e orientações por parte do professor. O processo visa proporcionar amadurecimento e solidez às obras, permitindo ao aluno a descoberta e o desenvolvimento de sua voz como autor.

Roberto Alvim é autor e diretor de 16 peças, encenadas no Rio de Janeiro, São Paulo, França (Paris), Suíça (Laussanne) e Argentina (Córdoba). Foi diretor artístico do Teatro Carlos Gomes – Sala Paraíso (RJ) de 2001 a 2004. Foi diretor artístico do Teatro Ziembinski – Centro de Referência da Dramaturgia Contemporânea (RJ) de 2005 a 2007. Foi Professor de História do Teatro e Literatura Dramática na CAL (RJ) de 2000 a 2004. Lecionou Dramaturgia na Universidade de Córdoba (Argentina) em 2005. Foi Professor de Dramaturgia na ELT – Escola Livre de Teatro (SP) em 2008. Como diretor da companhia CLUB NOIR, encenou até o momento 3 espetáculos: ANÁTEMA (2006); HOMEM SEM RUMO (2007), indicado aos Prêmios SHELL de Melhor Direção e Melhor Iluminação, e ao Prêmio BRAVO! de Melhor Espetáculo Teatral do ano; e O QUARTO (2008 / 2009), de Harold Pinter, ganhador do Prêmio Bravo! e indicado ao Prêmio COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO de Melhor Espetáculo do ano.

Outras informações, visitem o site do Núcleo de Dramaturgia:

http://webp.fiepr.org.br:8080/webp/tools/pagingInterceptor.jsp?componentPid=9546&pageNumber=1


Antonio Abujamra no Teatro da Caixa: Começar a Terminar, de 6a. a domingo

Miguel Hernandez, Antonio Abujamra e Nathália Corrêa

"Começar a Terminar" é inspirado na obra de Samuel Beckett

O espetáculo “Começar a Terminar”, com Antônio Abujamra, Miguel Hernandez e Nathália Corrêa, é inspirado nas obras do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, e fica em cartaz de sexta (12) a domingo (14) no Teatro da CAIXA.

A montagem, que estreou no XV Festival Internacional de Teatro Porto Alegre Em Cena em 2008, é um Beckett imaginário. Antonio Abujamra, Gregório Bacic e Miguel Hernandez se debruçaram sobre o universo do dramaturgo durante meses, mais precisamente em cima o texto "Begining to End", e criaram Começar a Terminar. A partir do movimento pós-dramático em que a representação perde importância para a presença cênica, a proposta é contar a história de um homem, uma mulher e um velho prestes a morrer.

Duas enormes lâmpadas quebram a escuridão do cenário simplista e expõe um homem – velho - solitário, que relembra sua vida em seus momentos mais simbólicos, a relação com o pai, a lembrança da mãe e a reflexão existencial que, neste contexto, se confundem com o momento existencial dos próprios atores. Suas inquietações são traduzidas em palavras de diversos personagens de diferentes textos e épocas de Beckett com o tema em comum: falam da morte e da iminência do fim.

Fonte de inspiração

Profundo conhecedor de Beckett e do chamado Teatro do Absurdo, Abujamra selecionou e traduziu com Miguel Hernandez os textos com os quais montou “Começar a Terminar”. O espetáculo baseia-se em um trabalho de alta qualidade, e muito pouco conhecido, sobre Beckett: no fim da década de 1960, o ator irlandês Jack MacGowran encenou uma adaptação de trechos que considerava essenciais na obra de Beckett, seu amigo e conterrâneo. Reuniu fragmentos que tratavam da morte, tais como os conhecidos “Ato sem Palavras 1”, “From an Abandonned Work of Art” e o monólogo do personagem Lucky em “Esperando Godot”.

Após algum tempo o próprio Beckett se envolveu no projeto e mudou o nome para “Beggining to End”, além de incorporar outros fragmentos revisados de textos seus. O formato final foi encenado entre 1970 e 1973, mostrando um homem à beira da morte que conta histórias fascinantes. Assim, aparecem personagens célebres do autor, como Krapp, Lucky, Molloy, Clov, Hamm, Watt, Malone e Vladimir.

Ficha Técnica

Texto: Antonio Abujamra, baseado em obras de Samuel Beckett

Tradução: Antonio Abujamra e Miguel Hernandez

Elenco: Antonio Abujamra, Miguel Hernandez e Nathália Corrêa

Música: André Abujamra

Direção: Antonio Abujamra e Hugo Rodas

Produção: Companhia Anjos Pornográficos

Duração: 60 minutos

Entrevistas

Miguel Hernandez – (11) 3379-12391 / (11) 8364-0047

miguelhernandez2000@hotmail.com

Serviço:

Teatro: “Começar a Terminar”

Local: Teatro da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR

Data: de 12 a 14 de fevereiro

Horários: sexta e sábado 21h e domingo 19h

Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h)

Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)

www.caixa.gov.br/caixacultural


Oficina de Interpretação e investigação teatral e audiovisual

Thadeu Peronne vai ministrar Oficina de Interpretação
na "Casa do Damaceno"

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Interpretação e investigação teatral e audiovisual que é voltada para iniciantes e profissionais que queiram se exercitar e se aprofundar no processo investigativo da interpretação navegando pelo teatro e cinema. A base da oficina é o TEATRO. A investigação visa um aprofundamento no trabalho do ator e ou aluno ator, ampliando o repertório e dando vasão ao aspécto lúdico e poético da arte aplicada a auto-expressão. As diversas posições do artista de teatro:ator,cenógrafo,sonoplasta,etc. Serão 20 horas mensais com um encontro semanal de 4hs, que poderá ser aos sábados das 15:00 as 19:00hs.

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INVESTIMENTO: RS 300,00


ONDE: CASA DO DAMACENO - Rua Treze de Maio, 994.


TURMAS DE 10 ALUNOS, NO MÁXIMO.


MAIORES INFORMAÇÕES FONES 41 84167979 OU 84958439

Início da Oficina: (não foi divulgado)

Duração da Oficina: (não foi divulgado)

Programa:


O QUE É TEATRO
O ESPAÇO TEATRAL
O ATOR
CORPO
RESPIRAÇÃO
RELAXAMENTO
VOZ
IMPROVISAÇÃO
JOGOS TEATRAIS
ENFRENTAMENTO
DRAMATURGIA
A MÁSCARA DO ATOR NA CÂMERA
A EMOÇÃO
REPERTÓRIO
MONTANDO CENAS
UM POSSÍVEL CURTA METRAGEM?
O ATOR NO TEATRO
O ATOR NO CINEMA
O ATOR NA TELEVISÃO

Ministrante:


THADEU PERONNE - atua cerca de vinte anos no teatro , é ator, produtor, diretor teatral.Formado em 1995 pelo Curso Superior de Artes Cênicas da PUC e Teatro Guaira.FOI PREMIADO DUAS VEZES COMO MELHOR ATOR DO PARANA - PREMIO GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ TROFÉU GRALHA AZUL - Solte o Boi na Rua ( MELHOR ATOR COADJUVANTE 1997 dir. S. Carú) e MELHOR ATOR 1999 por A Farsa de Inês Pereira (dir. Rodolfo Vasques - Cia de Teatro Os Satyros) rececebeu novamente indicação de MELHOR ATOR em 2003 por O Mundo Mágico do Cordel .Participou por cerca de três anos e meio do Grupo de Teatro Tanahora PUC atuando em três montagens de sucesso - dirigidas pelo diretor Laercio Ruffa.Permaneceu por cerca de dois anos no CPT - Centro de Pesquisa Teatral -SESC SP coordenado pelo diretor Antunes Filho, participando do complexo estudo do método do ator ( pret-a-porter) e dos processos de montagem de Medea, Medea II e O Canto do Gregório.Trabalhou com outros grandes diretores de renome nacional e internacional como Rodolfo Vasques da Cia. Os Satyros e Gildas Milin e Michel Doesth França - Consulado França e SESC SP.Fez cursos e worshops com uma infinidade de autoridades teatrais como Augusto Boal,Walderez de Barros,Plinio Marcos, Antonio Araujo Wolquer Quandt (TEATRO SPORT), Monica Lazzar, Tonio Carvalho (TV Globo) Clode Regy e Isabele Huppert (França) , etc. No cinema estudou e participou de econtros com os diretores Eliane Caffé ( Curso Roteiro e visualização de um longa), Sokurov(Russia), Robert Guédiguian(França),Agnès Jaoui (França), Fernando Meirelles entre tantos outros. Atuou nos longas :
Sonhos Tropicais(dir.André Sturm), Corpos Celestes (Marcos Jorge) entre outros, na publicidade atuou em inúmeros comerciais nacionais como Banco Santander, Folha de São Paulo, Fiat, Masp, Greenpeace alguns premiados em Cannes.
Na TV atuou em diversos vídeos institucionais e na minissérie local Pista Dupla.Como diretor dirigiu ao lado de Mazé Portugal o espetáculo COLD MEAT PARTY do canadense Brad Fraser, sucesso de público e de crítica. Ainda atuou no monólogo OS BOBOS DE SHAKESPEARE dirigido por Laercio Ruffa outro grande sucesso de público e de crítica nacional atingindo até o momento quae 15.000 expectadores.
Por cerca de um ano fez a Direção Cênica do Coral Champagnat da PUC PR. Recentemente atuou no Espetáculo A VIAGEM - Cia Brasileira de Teatro e no Longa Centro de Gavidade, em SP. Há 10 anos ministra oficinas de interpretação.

Informação de: Maurício Morais
E-mail: mauriciomorais2@gmail.com

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Não esperem resultados certos se não fizerem a coisa certa

Um dos segredos do sucesso em qualquer área é trabalho duro, qualidade do trabalho, acessibilidade - por parte dos consumidores e usuários finais - ao produto ou serviço, preço justo, pessoas certas e qualificadas e comunicação de qualidade com precisão e "timing". A comunicação está dentro do que se convencionou chamar de "promoção". Não tem erro. Se o "mix" for dentro do que está acima, é sucesso mesmo. Tudo equilibrado, misturado bem, é tiro e queda. Melhor dizendo, atinge-se o alvo e não se provoca efeitos colaterais.

Muitas vezes a equação não está equilibrada. Pode-se ter um bom produto, ele estar acessível e com um preço adequado, as pessoas podem ter produzido algo inesquecível, de qualidade, bom mesmo, mas - e sempre há um mas, nestes casos - a coisa não anda, não rola, não atrai, portanto, não faz sucesso (no sentido de atingir a meta estabelecida). Onde está o furo? Faltou, claro, aqueles ingredientes fundamentais da comunicação. Se não comunicar corretamente e com eficácia e eficiência, não vai dar certo.

Escrevi um "post" no meu blog sobre o trabalho de comunicação do Festival de Curitiba.

Está aqui, no link:


Não vou falar aqui sobre alguns problemas que vi no Festival do ano passado. Um deles dizia respeito à organização mesmo. Mas foi um dos pontos mais criticados por muita gente, não é mesmo? Então. A direção do Festival de Curitiba, este ano, deu uma evidente mostra de que organização é algo que ela está deixando meio de lado. Não é concebível que, quem detém a massa de informação sobre o "produto" que vai vender, o faça de modo "desorganizado". Explico: o Festival de Curitiba tem um blog e um site. Os dois instrumentos, super importantes, se prestam para divulgar os "produtos" - toda a programação dos espetáculos que serão realizados naquele determinado período do mês de março. Se internamente o Festival de Curitiba não faz uso adequado das informações que detém - a tal programação - o que é algo básico no tal "mix", o que esperar de aspectos bem mais complicados que é, no todo, o gerenciamento de toda a programação efetivamente sendo realizada?

Se houve falhas na comunicação, não se pode esperar melhorias no que é mais complicado, é o resumo da conversa do que ilustrei no tal "post".

Então vai um alerta aos meus colegas que promovem seus espetáculos de teatro, dentro ou fora do festival e antes e depois do festival, durante todo o ano. Tenho notado que muitos fazem boas produções (algumas carecem de mais grana, com certeza), ótimos textos (nem todos o são, claro), ótimos atores (muitos, nem tanto), direções primorosas (alguns deixam a desejar, também), figurinos e cenários espetaculares e criativos (alguns, claro, passam longe disso), a iluminação e o som são fantásticos (alguns, infelizmente, não são assim...). Bem, onde está a falha? Na questão da comunicação, cartazes bonitos e bem criados graficamente, o material de mão - os volantes, os tais flyers, os cartões promocionais etc, tudo muito legal e de qualidade -, os blogs, os sites, enfim tudo isso feito como é possível, mas muito, ou quase todos, se esquecem que é preciso, então, não descuidar de uma competente assessoria de imprensa. Não que isso vá garantir uma divulgação espontânea junto a mídia especializada, claro. Longe disso. Assessoria de imprensa ajuda, porém não faz mágica, nem milagre. Mas comunicar é, antes de mais nada, dizer a coisa certa na hora certa e com as informações certas. Para quem? Para o público certo, concordam? Não dá para ter sucesso na comunicação se essas regras básicas da comunicação não forem seguidas.

Assim, finalmente, recomendo. Quando forem montar um futuro projeto teatral, não se esqueçam que também é importante, além da produção, do texto, da direção, dos atores, do cenário e figurinos, da iluminação e do som, que vocês não se esqueçam de colocarem os custos com uma assessoria de comunicação profissional. Sem ela, o risco de não dar certo é quase certo. Ah, uma dica. Se não tem dinheiro para contratar um diretor bom, apela-se para um diretor iniciante ou ainda sem muita experiência, não é? Mas, se não tiver alguém, no grupo, na montagem, que pense em encontrar alternativas eficazes e eficientes para comunicar corretamente o espetáculo a ser promovido, bem, não preciso dizer que a falta de público nos espetáculos não é algo que se possa jogar na conta da concorrência de outros espetáculos na mesma hora, não é? Ou até jogar a culpa na "Gazeta do Povo" ou na TV Paranaense de não terem dado nenhuma "notinha" sobre o espetáculo que todos tanto trabalharam duro e pesado em vários meses.

Fiquem atentos. Utilizem todas as ferramentas de comunicação possíveis (sites, blogs, press-releases, entrevistas, fotografias, Twitter, Facebook e outros meios da comunicação social gratuita). Mas não deixem isso por conta do diretor, do produtor ou do ator principal. Em comunicação, quem deve responder por ela tem que ser uma pessoa que tenha o mesmo peso que as das demais - e importantes - peças da engrenagem do espetáculo, da arte. Quem dirige atores, é o diretor. Quem dirige comunicação, é um comunicador. Um não pode fazer o papel, ou cumprir a função do outro.

É isso. Recado dado.

Depois não chorem quando seus espetáculos tiverem uns quatro ou cinco gatos pingados e, dentre eles, uma mãe, a tia solteirona, um namorado ou namorada. OK?

Não esperem resultados se não fizerem a coisa certa. Tem uma máxima que julgo oportuna: Ninguém pode esperar mudanças se não promover mudanças.

Mudem e fiquem atentos, nunca é demais alertar.

Abraços

Rogério Viana

Abriram as torneiras depois do "banho"

Banho com "torneirinhas" fechadas

O pessoal da comunicação do Festival de Curitiba tomou "banho" antes de abrir as "torneiras" do seu próprio chuveiro. Antigamente a gente dizia que um veículo "furou" o outro quando publicava matéria inédita que os demais veículos não haviam publicado.

Ontem, às 11h53 postei uma informação aqui sobre a divulgação, via Gazeta do Povo (o site que eu consultei ontem pela manhã), da programação do Festival de Curitiba. Escrevi que as "torneiras estavam fechadas" e que sobre o Festival de Curitiba nenhuma informação trazia o site do Festival de Curitiba. Nem o site, nem o blog, que, diga-se de passagem é muito fácil atualizar. Então, ontem mesmo, às 17h57, as torneiras das informações "oficiais" sobre o Festival de Curitiba começaram a fluir.

Depois de trinta dias o blog do Festival de Curitiba trouxe a primeira informação - no post de Fabiano Camargo - com informações sobre o Fringe. Saiu aqui:


O Festival de Curitiba divulgou, oficialmente no seu blog, primeiro o FRINGE para, depois, divulgar, o próprio Festival de Curitiba com a programação oficial das grandes e até inéditas produções que vai apresentar durante suas duas semanas.

Ontem, até um pouco antes de eu ir dormir, o que a Gazeta do Povo já havia publicado, finalmente saiu no site oficial do Festival de Curitiba que, vejam só, publicou informações sobre o Festival de Curitiba. Uma coisa engraçada para mim que sou jornalista. Nunca vi a fonte ser furada por um veículo de informação.

Quem gera notícia - é quase uma regra - gera internamente a informação e em tempos de internet utiliza como "mídia" seu próprio site e seu blog, no caso de quem tem os dois. Reconheço que sempre é um trabalhão danado programar nas linguagens utilizadas (linguagem é um programa para produzir texto, imagem e design nos sites e blogs) o que vai sair no site, mas, mesmo assim, o Festival de Curitiba não poderia prescindir de ter ele mesmo anunciado antes sua programação do que fazê-lo através da "mídia" de apoio, da espontânea ou da "mídia" comprada (a que vende espaços publicitários, espaços comerciais). Tem certas coisas que a "fonte" não controla e, portanto, sai primeiro na "mídia". Exemplos? Um escândalo, um acidente, uma aprontada qualquer de alguém ou de uma instituição pode sair primeiro na "mídia". Mas quando se tem o controle sobre a "informação" é quase regra que a "fonte" divulgue, simultâneamente, "internamente" nos seus veículos - site, blog, programa impresso, anúncios de TV, Rádio ou banners em sites. Ah, o "Twitter" é um miniblog eficaz pois pode divulgar rapidamente uma informação, sem, necessariamente, ter que, ele próprio, publicar a informação completa, já que a limitação dos 140 caracteres pode apenas indicar onde se deve ler a coisa completa, como foi gerado inicialmente.

Os jornais, hoje em dia, (os jornais impressos, neste caso) fecham suas edições dos domingos na sexta-feira. Tanto é verdade que a gente compra o jornal de domingo, nos sábados. Assim, se a Gazeta do Povo trouxe as informações sobre o Festival de Curitiba é que o Festival de Curitiba tinha todas as informações, antes. E se tinha as informações antes, claro que houve algum descompasso no manuseio dessas informações, pois foi divulgada externamente a programação e, internamente, as tais "torneirinhas do quente e frio" estavam mesmo fechadas.

Aqui, direto das "torneirinhas" a programação oficial do Festival de Curitiba, que, finalmente, publica sobre o Festival de Curitiba.


Divirtam-se com a programação do Festival de Curitiba, finalmente no site do Festival de Curitiba. Mas será que a programação impressa está pronta e acessível para quem for comprar os ingressos lá no Shopping Park Barigui?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

CBT em Paris: um resumo do trabalho com Leminski

Atores e diretor da CBT e do grupo
francês defronte a Maison de La Poésie
(foto de Rodrigo Ferrarini)

Márcio Abreu, Nadja Naira e Aurelien, ator
francês, com o "moustache" de Leminski
(foto de Rodrigo Ferrarini)

Nadja Naira relata os primeiros dias de trabalho em Paris
A informação foi postada por Nadja Naira - da CBT - Companhia Brasileira de Teatro - que conta como foram os primeiros dias de trabalho em Paris com os textos do Leminski e os franceses:
PRIMEIROS DIAS DE TRABALHO - DISTRAÍDOS, MAS VENCEREMOS!!!!
04.02 - primeiro encontro na casa do Thomas. Falamos um pouco sobre o Leminski, fizemos uma rápida biografia, contamos sobre a nossa pesquisa e mostramos alguns vídeos com o próprio Leminski.
Fizemos um cronograma de trabalho .
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05.02 - primeiro encontro na Maison de la poèsie. Conhecemos o espaço, e nos reunimos no palco numa grande mesa de trabalho para uma primeira leitura dos textos em português e em francês. Fizemos algumas correções de tradução e já cortamos alguns textos que não soaram bem ou não funcionaram (no seu conteúdo) em francês.
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06.02 - mais um dia de trabalho de mesa, numa sala de trabalho no liceu onde mora o Thomas. Fizemos um apanhado das idéias propostas nos primeiros dias, as primeiras impressões e imagens. Cenas, participação da platéia, formas de abordagem da tradução. Escolhemos um poema para os franceses tentarem traduzir, mesmo sem conhecer português. Precisamos também produzir, captar imagens (fotos e vídeos) e além de produzir músicas e canções. Apresentamos a canção VERDURA e começamos a ensinar os franceses a cantá-la.
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07.02 - fizemos aquecimento vocal, apoiados nos trabalhos com Babaya. Retomamos os ensaios de VERDURA. Lemos as traduções de RUMO AO SUMO, feitas pelas franceses e tentamos organizar uma pequena cena, com tradução verdadeira, suposta, inventada etc. Nós também vamos tentar traduzir algo do francês.
VERDURA
(Paulo Leminski)
De repente me lembro do verde
Da cor verde a mais verde que existe
A cor mais alegre, a cor mais triste
Verde que veste, verde que vestiste
O dia em que te vi
O dia em que me viste
De repente vendi meu filho
Pra uma família americana
Eles tem carro, eles tem grana
Eles tem casa e a grama é bacana
Só assim eles podem voltar
E pegar um sol em copacabana
Pegar um sol em copacabana...
VEJA O VÍDEO COM O GRUPO BLINDAGEM CANTANDO VERDURA
http://letras.terra.com.br/blindagem/260575/

Mostra principal do Festival de Curitiba no GUIA Gazeta do Povo

Nem quente, nem frio... No site do Festival de Curitiba,
nenhuma informação sobre o Festival de Curitiba.
Ao contrário do que diz a mensagem acima,
nem tudo você pode ainda ver por lá.

O Guia (cultural) da Gazeta do Povo publicou, hoje, a programação da mostra principal do Festival de Curitiba que acontece de 16 a 28 de março. Será que é oficial? Infelizmente, no site oficial do Festival, ainda nada foi publicado. Por lá, as torneiras continuam fechadas. Será que teremos grandes surpresas, uma inundação de coisas boas? Ou...

No blog do Festival de Curitiba saiu esta nota no sábado 9 de janeiro. A última informação divulgada lá:

Mostra 2010
A curadoria do Festival de Curitiba procurou buscar peças que componham os diferentes gêneros e regiões brasileiras com composições que variam do teatro clássico à dramaturgia contemporânea. A Mostra, que teve sua primeira edição em 1992, cumpre até hoje sua função que é revelar e projetar as produções teatrais nacionais de qualidade. O espectador do Festival de Curitiba 2010 pode esperar espetáculos inovadores e que revelarão bons nomes do teatro brasileiro.

Confira no link: