sábado, 4 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A aguda contemporaneidade de Márcio Abreu

Márcio Abreu mostra outra vez sua aguda
contemporaneidade em uma Curitiba e suas idiossincrasias.
(foto Rogério Viana)
Envei ao Márcio Abreu o seguinte texto e sobre a estreia, ontem, de "Oxigênio", da Companhia Brasileira de Teatro.

Querido Márcio, 

Parabéns por mais um inspirado e belíssimo trabalho.

O samba não atrapalhou a estreia. Gostei muito da montagem. Atores, figurinos, cenário (surpreendente aquela rampa CWB-Fashion-Uik, surpreendente aquele jardim de flores e vegetação ressequidas de falta de água e de oxigênio que o Fernando Marés criou e que tem até o cheiro de coisas sem vida), da música do sempre competente Gabriel, da iluminação precisa e sem truques/artificialismos da Nadja Naira e da sua direção segura e com sua indelével marca de aguda contemporaneidade. 

Fiquei feliz e honrado de ter recebido seu convite e de ter assistido a estreia. A decisão de se criar uma atmosfera intimista, espaço pequeno, pouca gente, traz o texto muito mais perto da plateia e surpreende pelo modo direto, cara a cara mesmo, como os Sachas se revelam pelos atores e como os atores se revelam pelos Sachas. 

O texto de Ivan Viripaev é forte e avança sobre questões não muito comuns - eu diria que até são um tipo de tabu - na dramaturgia que se faz no Brasil e que você e seus colaboradores dão a ele aquele caráter universal - que o texto tem, claro - e que é universal por poder se situar/contextualizar também em Curitiba, ela, a cidade e suas idiossincrasias. 

Não conhecia o Bolzan. Ele faz o Sacha com uma certa ironia e isso me agradou muito. A Patrícia - a ex Nationarukida e seu jeito de general japonês que não me agrada(va) nada - me surpreendeu. Mas eu vejo que você soube explorar outros potenciais nela e dela. Talvez os ancestrais toques do "Taiko" que nela estão impregnados pela ascendência nipônica, talvez pela cultura exótica do Japão que se aproxima e se funde pelo lado "dominador" do tom soviético/russo/nipocolonialista, ela tenha sido uma escolha necessária e precisa para você. Rodolfo e Kamis formaram um casal de Sachas harmonioso. Ele, frágil quando necessário. Ela, explorando sua força natural e uma meiguice que sempre vem como provocação, nunca como carinho, afeto, amor.

Parabéns a todos e especialmente a você pela coragem de sempre inovar. E de surpreender a cada nova montagem.

Abraços

Rogério Viana

Rodrigo Bolzan, ao fundo, Gabriel Schwartz
e Patrícia Kamis em "Oxigênio"
(foto de Elenize Dezgeniski)

Entre nós - uma comédia da vida real, hoje no "Era só o que faltava..."

"O que você já fez na vida que ninguém imagina?".
As respostas são muitas, nas muitas mulheres que responderam.
Saiba mais hoje no "Era só o que faltava..."
Dani encontra a melhor amiga, Rita, para sua despedida de solteira. A conversa se transforma numa intensa discussão sobre relacionamentos onde cada uma defende o seu ponto de vista. As duas desabafam histórias íntimas e divertidas que revelam aspectos importantes e até mesmo secretos da vida das mulheres atuais. Nessa noite intensa, elas aprendem uma com a outra, e também se surpreendem com suas próprias atitudes diante dos acontecimentos: Dani vive uma última aventura antes de se casar e Rita revela o lado conservador de sua personalidade. “O que você já fez na vida que ninguém imagina?” Várias mulheres responderam a esta pergunta. O texto da peça foi criado a partir de histórias reais. Com certeza você vai se identificar, mas não se preocupe, fica... Entre Nós.

Entre nós

Com Andressa Portugal e Anna Martha Sá

Texto e concepção: Andressa Portugal
Local: Era só o que faltava...
Sexta 03/12 às 21h
R$20,00 e R$10,00 (meia)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Novelas Curitibanas lança livros sobre teatro, hoje

Programa de hoje no teatro "Novelas Curitibanas"
Hoje, a partir das 20 horas, no Teatro Novelas Curitibanas acontece o coquetel de lançamento de vários livros, distribuídos gratuitamente aos presentes: "Dramaturgias Curitibanas" - onde estão publicados os textos "O Cavalo Branco de Muriah", de Renato Perré e "Reivalino e Dagobé - ambos os dois assassinos contratados", de Enéas Lour, que foram vencedores do edital Oraci Gemba (2009/2010) da FCC - Fundação Cultural de Curitiba. Na oportunidade também será lançado o "Anuário do Teatro Curitibano / 2009" e "Memórias do Teatro de Pavilhão", de autoria do jornalista Zeca Correia Leite. Os autores estarão presentes para autografar os livros. 


Parte do texto "O Cavalo Branco de Muriah", de Renato Perré será lido por integrantes da ADFPR - Associação de Deficientes Físicos do Paraná.





"Reivalino e Dagobé - Ambos os dois assassinos contratados" 
 

Esse texto de autoria de Enéas Lour, tem como fonte referencial o "universo rosiano", ou seja, trata-se de uma imersão no fantástico universo do grande João Guimarães Rosa, sem no entanto, tratar-se especificamente de uma adaptação de qualquer uma de suas obras.
Dando importância especialmente à criatividade no trabalho de construção da linguagem e também observando o trato na relação dos temas e das personagens rosianas, o dramaturgo curitibano utilizou, na construção vocabular das suas personagens, muitos neologismos, arcaísmos, mudanças de posição dos termos da frase, tentando manter uma dicção poética diversa daquela característica da literatura acadêmica propriamente dita, mas, adequada às características da obra dramatúrgica de cunho popular e regionalista.
Reivalino e Dagobé são personagens comuns de "brasis indescobertos"; brasis que existem ainda neste século 21, por incrível que isto possa parecer. Personagens que vivem imersos num mundo rude, cruel e ao mesmo tempo poético, que os acolhe como acolhe aos seres humanos de todos os tipos – sobretudo os mais desvalidos – atribuindo-lhes valor, conceito e qualidades.
O foco da criação dessas personagens, segundo o autor, "está centrado em elementos ligados à religiosidade popular, à espiritualidade mestiça apreendida, absorvida e transmitida por gerações na busca de dar-lhes coesão a partir de uma ética comum, na qual as duas personagens se compreendessem e se completassem. Uma ética porém, alheia à ética do senso comum, de todos nós, visto tratar-se de uma ética própria de dois matadores de aluguel, contratados que são para dar cabo de um estrangeiro de nome Giovâne".
“Reivalino e Dagobé” (ambos os dois assassinos contratados) é uma obra que busca a experimentação na linguagem cênica, com simplicidade e aprofundamento na pesquisa das temáticas brasileiras.

"Grupo Galpão: uma história de encontros" será lançado sábado

Eduardo Moreira no ensaio de "As três irmãs"
Eduardo Moreira é o autor do livro

Neste sábado, 4 de dezembro, o projeto Sabadão promoverá, no Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte (MG), o lançamento do livro "Grupo Galpão: uma história de encontros", escrito pelo ator, diretor e um dos fundadores do Grupo, Eduardo Moreira. Em suas 295 páginas estão registradas as experiências e os mais expressivos encontros do Grupo, ao longo de quase trinta anos, com atores, autores e diretores, como: Paulo José, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Ulysses Cruz, Eid Ribeiro, Paulinho Polika, Fernando Linares, Carmen Partenostro, Aderbal Freire Filho, Paulo de Moraes, entre tantos outros renomados artistas do Brasil e do exterior.

Segundo o autor, mais do que relatar a trajetória da companhia, seu desejo foi escrever sobre as vivências, as contradições, os dilemas, os sofrimentos, as angústias, as expectativas e as alegrias dessas experiências coletivas, que são “o teatro em sua essência de grupo”.

Os relatos são divididos em três partes: na primeira, estão os primeiros doze encontros do grupo, com análises e descrições de experiências e montagens feitas com diretores convidados; a segunda parte analisa os encontros mais diversos a partir dos elementos da vida do teatro, tais como o público, as viagens, os festivais de teatro, os grupos de teatro, a música, a dramaturgia (incluindo a relação com os textos clássicos), o corpo, o figurino, o cenário, a luz, o som e a produção. Já a terceira parte, contempla encontros ligados ao cinema, como o relato da experiência do documentário “Moscou” dirigido por Eduardo Coutinho e Enrique Diaz e o trabalho com o diretor e preparador de elenco, Sérgio Penna.

Realizada em co-edição pelo CMPT – Centro de Pesquisa e Memória do Teatro do Galpão Cine Horto, através do Selo Edições CPMT, e a Duo Editorial, esta primeira edição será de mil exemplares, que estarão à venda nas livrarias Quixote, no Galpão Cine Horto e na boutique virtual do grupo (www.grupogalpao.com.br), ao valor de R$50,00.

O projeto Sabadão, realizado desde o ano 2000, é o projeto de encontros do Galpão Cine Horto, que convida artistas de destaque na cena teatral brasileira para refletirem sobre o seu fazer e compartilharem sua experiência. As palestras, debates, exibições de vídeos e aulas-espetáculo, todos gratuitos, tem periodicidade mensal e são voltados para estudantes e profissionais de teatro.

*O Grupo Galpão tem patrocínio exclusivo da Petrobrás.

SABADÃO com Eduardo Moreira (Grupo Galpão)
04 dezembro | sábado, 15h
ENTRADA FRANCA

No Galpão Cine Horto
Rua Pitangui, 3613 - Horto
Belo Horizonte - MG
55 31 3481-5580

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Oxigênio" estreia quinta feira, dia 2 de dezembro na CBT

Patrícia Kamis, Gabriel Schwartz e Rodrigo Bolzan
(foto de Elenize Dezgeniski)
    Com a encenação de “Oxigênio”, a companhia brasileira de teatro lança no Brasil a obra de Ivan Viripaev, completamente inédita no país. A peça tem estreia nesta quinta-feira, dia 2 de dezembro e ficará em cartaz até o dia 19 com apresentações de quinta a domingo. O trabalho do dramaturgo, nascido na Sibéria, tem forte identificação com o trabalho da companhia. “A musicalidade da palavra expressa no texto, a forma de se colocar diante do público e a revisão do teatro como forma de contato com a platéia são apenas alguns dos elementos que nos conquistaram”, conta o diretor Márcio Abreu. “O texto trata de assuntos contemporâneos como violência, terrorismo, racionalidade, consumismo. Discute tudo isso investigando sobre o que é essencial na existência”, completa.
     A trama parte de um crime passional. Um homem, acusado pelo assassinato da própria mulher, é condenado, juntamente com sua amante. A partir desta fábula, começa uma discussão, polêmica e poética, sobre dramas de uma geração e o que é o “oxigênio” de cada um de nós.

SOBRE O AUTOR
     Ivan Viripaev é um dramaturgo, diretor e ator de grande destaque na atual paisagem teatral russa.Também diretor de cinema e roteirista, realiza trabalhos provocadores e de grande impacto. Nasceu na Sibéria, em Irkustsk, em 1974. Em 2000 apresenta em Moscou a peça «Sny » (Sonhos) e seu sucesso foi imediato. Em 2001 funda o Centro da Peça Nova e Social, em Moscou. Entre 2001 e 2002, cria « Kislorod » (Oxigênio). Logo na estreia, “Oxigênio” se torna um grande sucesso em Moscou, e em conseqüência realiza turnês internacionais participando de inúmeros festivais, onde recebe vários prêmios.

OXIGÊNIO
De 2 a 19 de dezembro de 2010
4as. e 5as. - 20h00
6as. e Sábados - 20h00 e 00h00 (meia noite)
Domingos - 18h00 e 21h00

Local: sede da cia. brasileira de teatro
Rua José Bonifácio, 135 - sala 1
Largo da Ordem - Curitiba - Paraná

Ingressos: R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia)

Ingressos somente com reserva antecipada pelo fone 41 3223 7996

FICHA TÉCNICA

Texto: Ivan Viripaev
Direção: Marcio Abreu
Elenco: Patrícia Kamis e Rodrigo Bolzan
Músicos: Gabriel Schwartz  e Vadeco
Pesquisa Dramatúrgica: Marcio Abreu, Giovana Soar e Nadja Naira
Tradução: Irina Starostina e Giovana Soar
Adaptação: Marcio Abreu, Patricia Kamis e Rodrigo Bolzan
Trilha Sonora Original: Gabriel Schwartz
Iluminação: Nadja Naira
Cenário: Fernando Marés
Figurino: Ranieri Gonzalez
Design Gráfico: Adriana Alegria
Fotografia: Elenize Dezgeniski
Assessoria de Imprensa: F C comunicação
Cenotécnico: Sérgio Richter
Assistente de iluminação: Henrique Linhares
Serviços Gerais: Maria Machado da Silva
Administração: Lica Capovilla
Direção de Produção: Giovana Soar
Produção Executiva: Cássia Damasceno e Lica Capovilla
Criação e Realização: companhia brasileira de teatro

Incentivo: POSITIVO e CAIXA
Através da Lei municipal de Incentivo à Cultural – Curitiba PR