
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Casais, peça de Susana Lastreto que traduzi

O esperado encontro de Leminski com Paris

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Teatro brasileiro ganha Enciclopédia Virtual

A SP Escola de Teatro está organizando a Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro, que será hospedada em seu site. O lançamento acontece no Festival de Teatro de Curitiba. Assim, estamos desenvolvendo os primeiros verbetes. Gostaríamos de convidar você a ser um dos primeiros a integrar este projeto.
Para participar é bem simples, basta preencher o questionário.
Para participar envie e-mail para:
enciclopedia@spescoladeteatro.org.br
Divulgue esta iniciativa aos artistas que você conhece.
SUGESTÃO: Encaminhei algumas idéias para a SP Escola de Teatro para que eles coloquem no site deles um FORMULÁRIO (ativo e direto no próprio site) para que os interessados em se cadastrarem façam seus cadastro diretamente e com a inclusão de fotografia. Assim, evita-se o envio de material (via PDF) para ser, posteriormente copiado e retrabalhado pela Enciclopédia Virtual.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Cinco Cafés e Algumas Gotas de Afeto

No meu texto "Cinco Cafés e Algumas Gotas de Afeto", alguns encontros.
Cafeteria. Uma mulher vai ao encontro de um homem que seguiu um roteiro definido por ela para encontrá-la. É um tipo de jogo, um desafio, uma fuga da rotina ou o encontro de duas pessoas que se descobriram tão diferentes e incompatíveis. Quem deve submeter-se aos caprichos do outro. Cafeteria. Uma jovem espera pelo namorado. Eles se encontram. O café é o ponto de encontro e de discórdia. Cafeteria. Um homem fala do seu prazer pelo café e da impossibilidade que tem de experimentá-lo. E é através do café que ele identifica os potenciais e os talentos das pessoas. Cafeteria. Uma mulher e um homem se encontram, se reencontram, descobrem o que tem em comum e o muito que um nada tem a ver com o outro. Cafeteria. São várias, são cinco. E tantas histórias e personagens que aparentam ser o que não são e são o que aparentam não ser. Personagens: Dois homens e duas mulheres, um homem e uma mulher são jovens.
Uns diálogos da Cena 3:
Rubens – Fazia tempo que não nos encontrávamos!
Débora – Sim, a última vez foi naquele café...
Rubens – Desde então, como tem sido sua vida?
Débora – Desde então, tem sido diferente e a sua?
Rubens – Sua, sempre a sua?
Débora – A minha, sim, sempre a minha...
Rubens – Você não se preocupa com os outros?
Débora – Outros olhares, outras configurações do meu olhar
Rubens – Olhar para você e não reconhecer mais aquela mulher
Débora – Mulher, sinto-me outra mulher, mais forte...
Rubens – Forte como o café que você sempre gostou?
Débora – Gostou? Que nada... continuo gostando de novas combinações, sabores...
Rubens – Sabores é tudo o que lhe interessa...
Débora – Interessa sabores, lugares, cheiros, desafios, provocações...
Rubens – Provocações que você inicia e que, depois, desiste... só insinua e nada!
Débora – Nada do que foi será como agora...
Rubens – Agora é um tempo onde você não vive, não permanece. Está, depois não está mais,como se fosse apenas uma breve passagem.
Débora – Passagem, chegadas, partidas, malas, embarques, desembarques, destinos, e o mesmo roteiro de ir e vir, de estar, não permanecer
Rubens – Permanecer é difícil para quem não se vê real, nem se acredita íntegro...
Débora – Integro uma entidade onde seus membros são íntegros, todos. Íntegros na sua diversidade, nos seus estilos, manias, defeitos, sim, defeitos...
Rubens – Defeitos... café com defeitos nunca dão boas bebidas. Grãos com defeitos, mesmo em cafés de boas regiões, nunca dão boas bebidas.
Débora – Fiquei embebida com as novas combinações de sabores que a vida me tem presenteado.
Rubens – Presente, presente mesmo nunca estive. Sempre circulava por fora, tangenciando tudo, sem penetrar no essencial, nos sentimentos.
O texto completo está aqui ou no link:
http://recantodasletras.uol.com.br/roteirosdeteatro/2090289
Todos os meus textos são acessados aqui.
Ambiguidades em torno do próprio umbigo

Seria trágico, poderia ser comédia. São reflexões limitadas ao perímetro que dá contorno ao umbigo de quem pensa que reflete, reflete sem pensar... No meu texto "Homem Ambíguo em Torno do Próprio Umbigo", isso é o que acontece: Antes de se enxergar ambíguo, o homem se enxerga espermatozoide, óvulo, cordão umbilical, feto, bebê, gente. Antes de nascer, ele foi gestado, sim, lá em pé, na escada, num sexo ocasional de uma adolescente e de seu namorado surfista que nem nome tinha. Numa rapidinha que bambeou quatro pernas. Depois, dialogando com seu próprio umbigo, enroscado ainda com seu cordão umbilical com a placenta, com o umbigo de sua própria mãe, sua mãe com seu próprio umbigo, trocando de umbigos e de ligações entre si – o homem, seu umbigo, a mulher e seu umbigo – toda a ambiguidade é revelada nas visões que cada um tem daquele limitado espaço importante mas que não pode e nem vai além de simples e simplificadas reflexões atemporais onde o espaço de análise e reflexão não vão além de poucos centímetros ao seu entorno.
Aqui, diálogos do homem e do seu próprio umbigo. Do primeiro quadro com o título:
"Gênese - Que porra é essa?":
Um homem
Mas isso estaria certo? É correto ver pelos olhos do outro? E os meus olhos? O que é meu olhar? Minha visão, meu jeito? O que vejo agora, se eu estivesse na sua posição eu veria apenas o contrário. Não é como um espelho, eu sei, pois em mim ainda nada reflete. Mas... bem, é sim... É como? Sim... Como uma imagem refletida. Não faz sentido enxergar apenas com um sinal invertido. De lá para cá, é... De cá para lá, não. O certo é errado, o direito é agora esquerdo, o lado que vai para lá, agora vai para cá... Vai ou vem? Tanto faz? Então, é um desconforto ter que enxergar e conviver com sentimentos divergentes, contrários, contraditórios, contrastantes. O que antes era claro, está agora confuso, equivocado. Embaralhou tudo? De novo? Estou correto ou, do meu ponto de vista, estaria equivocado?
O umbigo dele
Mas, por um lado, você verá por outro, não é? Visão privilegiada, isto sim! Poderá ver por outro, se do outro você não mais estiver. Parece ambíguo? Nem tanto. É uma vantagem ver-se olhando por outra perspectiva. Ou não? Basta girar. Afastar. Subir, descer. Dar um zoom ou fazer um traveling... Assim, sim... Percebeu? Ah, se você se considerar equivocado, por outro, o equívoco não existe. É tudo uma questão de ponto de vista. Ou não? Percebeu? Enxergue... Uma coisa pode ser tantas outras. Rode. Veja como as perspectivas se ampliam. Pule para este lado. Rode, venha, entre na roda... Gire, mova-se... Não saia do trilho... Se sair, aproveite ir para onde nem imaginou estar.
Um homem
Mas se eu pular para o seu lado, você, fatalmente, terá que vir para cá. Não podemos estar no mesmo lugar no espaço. O que? Um pouquinho mais para o lado? Você vive me confundindo com sua falta de habilidade de reconhecer-se de esquerda. Não? Sim, de esquerda. Já não é mais? Mudou?
O umbigo dele
Sim, vire para o lado esquerdo... Sim... um pouco mais para cá... Vamos, vire-se...
Um homem
O meu lado esquerdo é seu lado direito... O espectro parece amplo. Posso ser extrema esquerda, você sendo extrema direita. Há um ponto médio? Centro esquerda. Se for para lá um pouco, é. Se não...
O umbigo dele
Sim... então escolha...
Acesse o texto integral aqui.
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Entre fios e urdiduras

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Caminhe sobre o fio da navalha

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Traduzindo Leminski, sensibilidade e provocação

Descartes com lentes

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
O Paradoxo de Hermes. O paradoxo é Lula?

http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/47232