quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fotos da leitura do texto O DIA EM QUE MORREU LEMINSKI

Vejam algumas fotos que foram feitas pelos fotógrafos Noerli (da BPP) e Tiom Kim (do MIS), no dia 24 de agosto de 2011, no auditório Paul Garfunkel, na Biblioteca Pública do Paraná, na leitura do texto "O dia em que morreu Leminski".

A leitura foi dirigida por Léo Moita e contou com as participações de Felipe Custódio (no papel de Demétrio Trindade), Val Salles (Marcelo Antero) e Naiara Bastos (Lílian Pedrozo). A iluminação foi de Raul Freitas e a ambientação de Varlei Janei.

Felipe Custódio (com a caixa) fala seu monólogo
Outro ângulo da cena. Ao fundo, sobre a mesa, Val Salles e Naiara Bastos.
Val Salles e Naiara Bastos em cena da leitura
Público no auditório antes do início da leitura
Giovana de Liz, Isidoro Diniz e Rogério Viana
Pessoas do público que receberam camisetas em homenagem a Leminski
Douglas Daronco e Thadeu Peronne

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eduardo Moreira, do Grupo Galpão, é um dos feridos no bondinho de Santa Tereza

Eduardo Moreira, do Grupo Galpão, estava no bondinho de Santa Tereza
Segundo informa o jornalista Valmir Santos em seu site "Teatro Jornal", o ator e fundador do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, Eduardo Moreira, estava entre os mais de 50 feridos no acidente do bondinho de Santa Tereza em que morreram cinco pessoas na semana passada.

A informação aparece assim:

O ator Eduardo Moreira tomou o bondinho de Santa Teresa, no centro do Rio, quando voltava sozinho da casa de familiares. Era a paisagem que costumava frequentar em visitava à cidade onde nasceu há 50 anos e passou a infância antes de migrar para Belo Horizonte. No sábado, por volta das 16h, o veículo no qual embarcara descarrilou numa curva. Como se viu e ouviu no noticiário, o acidente matou cinco passageiros e deixou outros 53 feridos, entre eles o fundador do Grupo Galpão. Moreira sofreu esmagamento numa das orelhas, passou por cirurgia, mas nenhuma das funções vitais foi atingida. Recebeu alta hospitalar no dia seguinte e pousa hoje na capital mineira, às 14h15.


(...)

Leiam a informação completa de Valmir Santos neste link.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As múltiplas vozes de Leminski, hoje, na Biblioteca Pública do Paraná

Matéria publicada no Caderno G, da Gazeta do Povo
Leminski completaria 67 anos hoje. Para comemorar esta data a Biblioteca Pública do Paraná montou um programa que vai ajudar a entender as múltiplas vozes do poeta paranaense que morreu em 7 de junho de 1989. Será aberta, no hall de entrada da BPP, uma exposição de fotos de Jack Pires com textos de Paulo Leminski e que mostram as ruas de Curitiba. Os 24 painéis de fotos foram publicados em 1976 no livro "Quarenta Clics em Curitiba".

Outra voz de Leminski, verdadeira e sem filtros ou adensamentos, será o documentário em vídeo "Ervilha da Fantasia - Uma Ópera Paulo Leminskiana", produzido e dirigido pelo cineasta Werner Schumann, que será mostrado no auditório Paulo Garfunkel.

Leitura dramática inicia as homenagens

No programa da BPP, o que vai acontecer logo no início, às 17h45, será a leitura dramática do texto do jornalista e autor teatral Rogério Viana "O dia em que morreu Leminski". Na peça, revelam-se outras vozes, múltiplas vozes de Leminski em palavras que originalmente não são dele, mas, sim, referências a ele.

O texto traz três personagens - Demétrio Trindade, Marcelo Antero e Lílian Pedrozo - e serão mostrados pelos atores Felipe Custódio, Val Salles e Naiara Bastos, sob a direção de Léo Moita.

No "Caderno G" da Gazeta do Povo

A jornalista Helena Carnieri escreveu uma matéria que foi publicada no "Caderno G" da Gazeta do Povo. A íntegra da matéria pode ser lida neste link.

Na abertura da matéria é dado o seguinte destaque:

If you don’t know me by now/ you will never never never know me (se você ainda não me conhece, nunca irá me conhecer) dizia o sucesso do Simply Red em 1989. Em 7 de junho daquele ano morria o poeta Paulo Leminski. Ao usar os versos da canção em sua peça O Dia em Que Morreu Paulo Leminski, o dramaturgo Rogério Viana pretende abordar um fato curioso: como hoje proliferam as criações artísticas baseadas na vida e na obra do escritor curitibano, isso faz com que o público e os artistas estabeleçam contato com a obra do autor de Catatau por meio de terceiros.
(...)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Último ensaio da leitura será amanhã na BPP

Felipe Custódio no ensaio da leitura hoje na BPP
Amanhã será realizado o último ensaio da leitura dramática do texto "O dia em que morreu Leminski" no auditório da Biblioteca Pública do Paraná. Hoje aconteceu o terceiro ensaio com as presenças do diretor Léo Moita, do iluminador Raul Freitas e dos atores Val Salles, Naiara Bastos e Felipe Custódio.

A leitura pública vai acontecer amanhã, quarta feira, dia 24 de agosto de 2001, no auditório da BPP no dia em que Leminski comemoraria 67 anos. O poeta paranaense morreu no dia 7 de junho de 1989, três meses depois do nascimento de Léo Moita, que dirige a leitura e que estudou teatro na FAP - Faculdade de Artes do Paraná.

Após a leitura, manhã, serão sorteadas camisetas em homenagem a Leminski e livretos com o programa e o texto da peça "O dia em que morreu Leminski", do autor e diretor de produção Rogério Viana.

Naiara Bastos, Felipe Custódio e Val Salles 

BPP e MIS promovem eventos em homenagem a Leminski

Foto de Jack Pires associada a poema de Leminski que integra a exposição
Nesta quarta feira, dia 24 de agosto de 2011, o escritor curitibano Paulo Leminski completaria 67 anos. Para comemorar a data, a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) e o Museu da Imagem e do Som (MIS-PR) abrem a exposição “Clics em Curitiba”, com 24 painéis de fotos de Jack Pires associadas a poemas de Leminski, considerado um dos escritores brasileiros mais importantes da segunda metade do século 20.

As imagens e os textos foram originalmente publicados no livro “Quarenta Clics em Curitiba”, lançado pela dupla em 1976. A abertura da mostra é às 19h, em seguida, às 19h30, será exibido no Auditório Paul Garfunkel o documentário “Ervilha da fantasia - uma ópera Paulo Leminskiana”, do cineasta Werner Schumann.

A programação ainda conta com a leitura dramática do texto “O dia em que morreu Leminski”, escrito pelo jornalista e dramaturgo Rogério Viana, também no auditório, às 17h30. A leitura é dirigida por Léo Moita e tem participação dos atores Felipe Custódio, Val Salles e Naiara Bastos.

Jack Pires foi um fotógrafo paulista radicado durante muitos anos em Curitiba, onde desenvolveu diversas atividades na Fundação Cultural de Curitiba e trabalhou em importantes estúdios fotográficos. Realizou, nos anos 1970 e 1980, valiosos registros do cotidiano da capital paranaense, num estilo que foi comparado ao de Henri Cartier-Bresson. Em 1976 convidou Leminski para associar seus poemas a diversos flagrantes registradas nas praças e ruas da cidade. O resultado é um livro de grande valor artístico e documental.

Serviço:

Clics de Curitiba

Exposição de fotos do livro “Quarenta Clics em Curitiba”

A partir de 24 de agosto, às 19h

Visitação até 24 de setembro - Hall de entrada da BPP

Ervilha da Fantasia

Documentário do cineasta Werner Schumann

Dia 24 de agosto, às 19h30

Auditório Paul Garfunkel, no 2º andar da BPP

O dia em que morreu Leminski

Leitura dramática, de autoria do jornalista e dramaturgo Rogério Viana.

Direção Léo Moita, com Felipe Custódio, Val Salles e Naiara Bastos.

Dia 24 de agosto, às 17h30

Auditório Paul Garfunkel, no 2º andar da BPP
Biblioteca Pública do Paraná 
Rua Cândido Lopes, 133, Centro, Curitiba.

Entrada franca
Mais informações: 41 32214900
Ilustração da camiseta que homenageia Leminski



sábado, 20 de agosto de 2011

Sorteio de camisetas e livretos

Os atores Felipe Custódio, Val Salles e Naiara Bastos
farão a leitura do texto "O dia em que morreu Leminski"
Na próxima quarta feira, dia 24 de agosto, após a leitura dramatizada da peça "O dia em que morreu Leminski", no auditório Paul Garfunkel, na Biblioteca Pública do Paraná, serão sorteadas camisetas em homenagem aos 67 anos de nascimento do poeta Paulo Leminski - o polaco-loco-paca - e livretos com o programa da leitura e o texto da peça de autoria de Rogério Viana.

A leitura terá a direção de Léo Moita e contará com os atores Val Salles (Marcelo Antero), Naiara Bastos (Lílian Pedrozo) e Felipe Custódio (Demétrio Trindade).

As camisetas a serem sorteadas foram frutos da "vaquinha" feita pelos apoiadores: Douglas Daronco, Rodrigo Madeira, Rosi Luza, Normam de Arruda Neto, Vera Carvalho e Rogério Viana. Os livretos tiveram sua impressão apoiada pelo escritório de advocacia Villaça de Veron. O material de divulgação da leitura foi apoiado pela Padrão (lojas nos shoppings Mueller e Palladium - em Curitiba e Ponta Grossa - e na praça Osório), CNA - Inglês definitivo - com unidades no Champagnat, Santa Felicidade, Boa Vista, Bom Retiro, Kennedy e Salgado Filho, pela Provence Boulangerie, Patisserie e Café, na Bruno Filgueira, e Teatro Rodrigo D´Oliveira. Os promotores do evento são: Expressão - Criação & Produção Cultural, Faccia Buffa - Projetos Culturais e Nova Forma - Assessoria e Desenvolvimento, Educação e Cultura.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Onde eu estava no dia em que Leminski morreu

Flávio Jacobsen nos conta onde estava no dia em Leminski morreu

Sangue de poeta

Eu tinha uns 21 anos. Aviões vinham em minha direção de cinco em cinco minutos. Passavam que passavam raspando o predinho de um andar onde eu estava de janela, digitando em um computador ainda antes do Windows, sem mouse e de tela escura com letrinhas esverdeadas. Eles vinham e era um ai ai ai. Sim, eu pensava em catástrofes assim muito antes do World Trade Center.

Em frente à base aérea, ali no Bacacha. Teco-tecos, jatinhos, zeros japoneses e falcões nazistas na minha imaginação. Toda sorte de aeroplanos que não me deram o azar da colisão, naquele trampinho-frila-da-puta de digitação que eu fazia pra engordar o magro salário que eu ganhava na Imprensa Oficial. A Imprensa era (é ainda) mais ali ladeira abaixo, no Cabral. Lá na Imprensa eu fazia o Nicolau. Mais prazer, menos grana. Mais poesia.

Dava arrepio e o cu fechava a cada avião que passava. Ás o livre. Cigarrinho pra relaxar. Rádio ligado. Estação Primeira. Sem Betina, nota em locução masculina: o poeta Paulo Leminski está precisando de sangue no hospital xis. Puta que o pariu.

Larguei a máquina pensando em ir correndo para o xis salvar o poeta, quando lembrei do xis da questão: um exame anterior havia meses  constatou que eu era mais magro que meu salário. Eu não podia doar sangue.

Fiquei mal. Meu maldito sangue não dava nem pro vampiro, nem pra polaquinha, nem pro poeta. Ainda mais pra um poeta de peso. O desgraçado tinha que ir embora naquele maldito dia no ano da graça de mil novecentos e oitenta e nove. A rima é o centro, porém se move.

A foto na primeira página do jornal fuzilou meus olhos na manhã seguinte. Não havia mais casacos nem cossacos como em Petrogrado aquele dia. Não havia mais distraídos, nem vencedores, nem vencidos. Chegou finalmente pra ele o dia em que tudo que dissesse fosse poesia. Agora é que são elas. Ele se foi.

Acho que engordei uns quinze quilos desde então. Agora dou pra doador (êpa!). Emagreci mais um tanto. Engordei de novo. Amei, casei, descasei. Escrevi, publiquei, gravei. Casei, descasei e amei de novo. Sempre novo, toquei instrumentos e corações. Briguei. Tentei. Atentei. Viajei. Apareci e desapareci mais de metro. Dancei. Bebi, fumei e cheirei. Subi, desci, fui e fiquei. Dele, nunca esqueci. Nunca esquecerei.

Naquele dia, de noite, só chorei. Depois, cantei, cantei, cantei.

Flávio Jacobsen